quinta-feira, dezembro 29, 2011

O menos votado

Poderia alegar diversos motivos para ser o menos votado nesta rodada enumerarei alguns no texto abaixo, caso o caro leitor se dê o trabalho de ler espero que aprecie.
O primeiro e óbvio aspecto que me leva a ser o menos votado é que não posso votar em mim mesmo. O que não passa de uma arbitrariedade e uma injustiça contra a minha pessoa e a idoneidade do processo eleitoral.
 Estou ausente a vários desafios. Tanto que meu nome nem ao menos é lembrado pelos antigos combatentes. Isso me faz acreditar que nem ao menos os votos de piedade conseguirei angariar.
Meu texto não passa de uma lista de lamentações e desculpas simplórias. Um amontoado de lamúrias e choramingos digno de um bebe chorão. Coisa de quem não se deu ao trabalho de pesquisar corretamente o assunto antes de principiar a tarefa da escrita.
Porém o fator óbvio da minha votação nula será o fato de que sou um gênio e como tal serei sempre imcompreendido pelas pessoas do meu tempo. Sendo que somente muitos anos após a minha morte, quando o meu estilo de escrita estiver sendo adotado pelos novos escritores os estudiosos descobrirão que antes dessa leva houve um escritor praticamente desconhecido que já trilhava esses caminhos. Dessa forma não os culpo por não votarem em mim. Afinal você não tem culpa da cegueira em que vivem.
Outra possibilidade que surge é não ter votos por não ter enviado o texto. A vantagem de estar digitando às 09h00min da manhã, confortavelmente instalado numa rede, ouvindo o canto dos pássaros e usufruindo do clima agradável de uma cidade a beira-mar é diretamente contrabalanceada pela escassez de acesso a internet. De que me adianta gastar meu tempo criando algo que não terei como transmitir em tempo hábil de participar do duelo? Talvez seja melhor baixar a tela do note book e pedir outra água de coco.
É claro que o inverso também pode ser verdade. Vai que eu sou um péssimo escritor. Pode ser que eu simplesmente seja um medíocre que fica rabiscando qualquer coisa e ache que isso tem algum mérito ou valor. Mas é claro que dessa doença eu não sofro sozinho. Ainda mais agora que qualquer um com um pouco de recursos consegue pagar a impressão do seu próprio livro. Com isso a enxurrada de autores ruins leva as pessoas a acreditar que qualquer zé mané pode se tornar o próximo Paulo Coelho. Até mesmo eu.
Enfim, razões para ser o menos votado não me faltam. Mas, creio mesmo que vou ganhar pelo simples fato de não entregar este texto a tempo. Como já citei acima o balneário tem uma péssima infra-estrutura de internet, de modo que todos esse trabalho deve ser em vão.

O texto acima foi escrito para o desafio do Duelo de escritores.


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terça-feira, dezembro 20, 2011

Voltei

Muito bem! Eu sei que estou ausente há muito tempo. Mas a vida tem dessas coisas. Às vezes são tantas coisas e todas ao mesmo tempo que fica até difícil compartilhar as novidades com as pessoas que gostamos. No meu caso essas pessoas são vocês. Quem me lê sabe do que estou falando.
Então para colocar todos a par das novidades lá vai um breve resumo dos últimos dias.
  • Prestei vestibular pra cinema de novo na UFSC. Em janeiro sai o resultado.
  • Passei na matéria Teoria do Cinema I.
  • Terminei ontem a primeira legenda em inglês, pelo menos a versão bruta.
  • Continuo correndo para acertar pagamentos e aparar todas as arestas do filme.
  • Estou finalizando um projeto de exibição de curtas metragens no meu local de trabalho.
  • Fui padrinho de casamento do meu tio, agora ex-solteirão.
Talvez seja cedo para fazer o balanço de 2011, mesmo assim digo que este foi um ano de despertar. Despertar pra mim. Foi um ano de colocar a minha vida em primeiro plano. Pode parecer e é egoísta, mas isso me fez feliz. E não acredito em pessoas infelizes compartilhando felicidade, logo creio que este foi um ano em que me tornei uma pessoa melhor e mais agradável. Pelo menos eu penso assim.
Um abraço a todos e vou batalhar pra não sumir de novo.


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quarta-feira, dezembro 14, 2011

Os apoios

Embora tenha recebido repasse financeiro do Simdec, apenas esse recurso não é possível cobrir todas as despesas necessárias para a produção de JANTAR A DOIS. No orçamento apresentado no edital de incentivo à cultura foram colocadas as despesas essenciais para o bom andamento da produção. Os demais itens davam para conseguir de outra maneira como locações gratuitas para as filmagens. Nesse caso buscamos apoio das empresas sem custo e a nossa contrapartida é divulgar a sua marca neste blogue, nas peças publicitárias e nos créditos iniciais e finais do curta-metragem.
 
Sobre as locações de um filme, é importante conversar com o diretor e, principalmente, contar com a sua presença na visita dos locais para gravação. No nosso caso, o diretor L.S. Alves é o criador da história de JANTAR A DOIS. A locação deve atender ao que foi imaginado no roteiro.  Um detalhe muito importante... Uma vez aprovado pelo Simdec, o roteiro e os itens do orçamento não devem ser alterados.  Caso um item foi esquecido no orçamento, a alternativa é usar o dinheiro do próprio bolso ou buscar apoio.
 
No processo de negociação com uma empresa para ser apoiadora do curta-metragem, deve-se mostrar o roteiro e de preferência um storyboard. Ela deve saber que história vai ser filmada. Antes de negociar com a empresa, é preciso conhecê-la. Saber como é o seu espaço, analisar que tipo de valor a participação no seu filme agregará à marca e imaginar se dá para filmar lá. Foi assim que JANTAR A DOIS conseguiu obter o apoio de Transmédico Transportes e Eventos, Bistrô Varanda, Ibis Hotel Joinville e Bistrô Ateliê Oficina Barroca. Empresas que acreditaram no projeto e viram também uma oportunidade de reforçar suas marcas na sociedade. Não só como prestadores de serviços, mas também como incentivadores da cultura e produção local.

domingo, novembro 27, 2011

As últimas gravações

Como comentamos neste post, decidimos regravar as cenas do restaurante em outro lugar. O local escolhido foi no Bistrô Ateliê Oficina Barroca. Além de o lugar ser encantador, o nosso objetivo maior era encontrar um espaço que não oferecesse muitos ruídos, pois na gravação anterior perdemos toda uma tarde de trabalho devido ao vazamento de som. Carros, ônibus, buzinas, fogos, gritos, etc., tudo isso resultou na impossibilidade de aproveitamento das filmagens daquela tarde. Em termos de som, achamos exatamente o que queríamos nesse bistrô, mas precisamos fazer algumas adaptações no local como o uso de luzes frias para garantir a fotografia desejada. Também tivemos que retirar quadros, troca-los de lugar, mudar o tipo de cadeira e a toalha de mesa, além de vedar algumas janelas com lona para balancear a luz.

A boa notícia é que tudo deu certo! Imagens e sons ficaram bons. Ufa! Tivemos mais dois dias de gravação em cenas externas e, finalmente, concluímos as filmagens. No momento, as imagens e os sons estão nas mãos de Jefferson Moreira que está fazendo a edição do filme.

Gravando!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Coisas de casal. Nº 14

Ela - Amor, olha essa camiseta. Tem mais de oito anos. É do meu tempo de solteira.Viu como ela durou e ainda está servindo? Sabe o que isso significa?

Ele - Que o tecido estica pra caramba.

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segunda-feira, novembro 21, 2011

O segundo dia de gravações

No dia 16 de outubro, um domingo, gravamos as cenas externas nas ruas centrais de Joinville e as internas no Ibis Hotel Joinville. O dia foi chuvoso, o que combinou mais com a história do filme. E a chuva não atrapalhou a atividade de filmagens. Claro que deu um pouco mais de trabalho gravar e proteger a câmera ao mesmo tempo, mas nada que impossibilitasse a gravação. Joinville é a cidade da chuva, não há como negar isso. O domingo chuvoso contribuiu de forma fundamental para a beleza das cenas gravadas. O céu nublado ofereceu a iluminação perfeita para a proposta estética do filme, sem que fossem necessários recursos adicionais, tais como refletores, gelatinas ou lâmpadas especiais.

Seguindo um rígido planejamento que foi definido pela Assistente de Direção em reunião da equipe técnica, os horários foram cumpridos que, além das cenas obrigatórias, houve oportunidade de captar várias externas de paisagens joinvilenses que farão parte da abertura do filme.

A pausa do almoço foi estrategicamente definida no Ibis Hotel Joinville de modo que, enquanto comíamos, já planejávamos os possíveis enquadramentos a serem usados naquela locação. Em termos de tempo, isso foi muito produtivo mesmo.

Ao final das gravações, um café da tarde na casa de meus pais. São esses momentos que nos fazem ficar relaxados, trocar ideias e ter um divertido papo. A boa notícia é que as filmagens ficaram excelentes e não precisam ser refeitas. Viva!

Confiram as fotos de parte de nossa equipe!

Rafael Vilela (diretor de fotografia) e Ana Alho (assistente de direção) em ação na Rua XV de Novembro, em Joinville.

Márcio Cabral (ator) é o primeiro a ter o almoço servido, sendo observado pelos famintos Lorenzo Lombardi (figurante/apoio) e Danielle Coelho (atriz).

Pausa para o almoço no Ibis Hotel Joinville. Lado esquerdo: Ana Alho (assistente de direção) e Rafael Vilela (diretor de fotografia). Lado direito: L.S. Alves (diretor e roteirista) e Rodrigo Ramos (técnico de som).

domingo, novembro 20, 2011

Enfeite de Natal

Domingão em casa, sem muita coisa pra fazer. E quando menos se espera vocẽ está aprendendo uma coisa nova. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. Eu estava sentado sem fazer nada e de repente em minhas mãos foram depositadas linha, agulha, lantejoulas e um Papai Noel. Eu nunca tinha costurado lantejoulas, não é um serviço difícil, mas é bem pouco produtivo. Muita mão de obra pra pouco resultado, costura-se muito e  se avança pouco. Pelo menos isso ajuda a valorizar qualquer vestido que tenha esse tipo de enfeite. Agora já penso que no futuro, carnaval de 2012, a fantasia da Liz pode ser um vestido todo coberto de lantejoulas e outros enfeites. Se começarmos em janeiro poderemos terminar tranquilamente dentro do prazo.
Eu não trabalhei muito na confecção do Papai Noel, mas dei a minha contribuição costurando e espalhando cola sobre ele para que a purpurina grudasse e desse mais brilho a este que será o único enfeite natalino aqui da casa. Esse ano decidimos que não teremos árvore de natal ou luzes piscantes. Será tudo mais contido e discreto. Tanto que esse enfeite é só pra porta do quarto da Liz. E até que ele ficou bem bonitinho pendurado ali na porta.

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sábado, novembro 19, 2011

Canon 7D primeiras fotos


Enfim tomei coragem e bati umas fotos com a Canon 7D que está comigo. Não me envergonho de dizer que é uma máquina assustadora. Principalmente para leigos como eu. Até hoje só havia fotografado com máquinas amadoras de filme e com essas digitais portáteis. Posso dizer que essa Canon pesou na mão. São muitos botões, muitos controles que vão precisar de dias e dias de estudo até conseguir domar essa coisa toda. Mesmo assim fico feliz em poder compartilhar com vocês as minhas primeiras fotos. Pra dar uma ajeitada nas cores, contrastes e temperatura eu usei um software chamado Shotwell. a principio ele não me parece grandes coisas, mas acho que ele pensou o mesmo de mim também. Então por enquanto seguirei trabalhando com ele até eu aprender a mexer com coisa melhor. Meus planos agora incluem ler o manual da 7D, o livro de fotografia básica que comprei e fazer muitas experiências com o equipamento e as paisagens que surgirem pela minha frente.








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sexta-feira, novembro 18, 2011

O primeiro dia de gravações

Optamos por fazer as gravações nos feriados e nos fins de semana para facilitar a agenda da equipe de JANTAR A DOIS, pois a maioria possui outro emprego, trabalhos, estudos, compromissos, etc. A primeira gravação aconteceu dentro de uma ambulância cedida pela Transmédico Transportes e Eventos na manhã do dia 12 de outubro na beira-mar de São José. Já no primeiro dia aprendemos de como é importante não se esquecer de nenhum item para levar até o local da gravação. Melhor dizendo, planejar e verificar no dia anterior o que vai precisar no dia da filmagem. O L.S. Alves disse isso neste post. Apesar das falhas e apuros, conseguimos finalizar o trabalho com sucesso.
À tarde, fomos gravar as cenas internas no Bistrô Varanda, no bairro Córrego Grande em Florianópolis, onde acontece boa parte dos diálogos dos dois personagens de JANTAR A DOIS. Antes de trabalhar, fizemos uma pausa para o almoço no próprio local.  A maioria dos itens continha bacalhau, o que agradou o paladar de todos.  O lugar era uma locação esteticamente perfeita. Infelizmente, a perfeição foi derrubada por todos os tipos de barulhos advindos da rua. Não esperávamos uma situação como essa em pleno feriado.  As imagens ficaram boas, mas o som não. O editor do curta-metragem conseguiu eliminar as interferências dos sons, mas não ficaria um filme com ótima qualidade. Decidimos, então, regravar as cenas em outra data e, provavelmente, em outro local. Aqui vale ressaltar a importância de uma visita por parte do fotógrafo e do técnico de som para avaliar a possibilidade de gravação no local. Se o técnico de som tivesse avaliado antes a locação, possivelmente teria vetado o local ou solicitaria materiais que pudessem diminuir a interferência dos ruídos indesejáveis.

Desse dia fica a lição de visitar a locação previamente, acompanhado do fotógrafo e do responsável pelo som. Só depois que eles garantirem a qualidade do local, parte-se para as gravações. Qualquer coisa antes disso é uma temeridade e uma grande chance de perder dinheiro.

terça-feira, novembro 15, 2011

As vacas de Floripa


Segunda-feira a escola da minha filha decidiu emendar o feriado, se inveja matasse estariam todos mortos nesse instante, então tive que passar o dia com ela. Não é uma tarefa difícil, é até gostosa, mas muda muito a rotina de trabalho. E eis que naquela dúvida do almoça no restaurante da empresa ou come fora. No último instante decidi sair pra almoçar. Fomos ao centro de Florianópolis de modo que pudessemos fazer um almoço em família. Como chegamos muito cedo pensei em levá-la ao museu Vitor Meirelles. Além das obras do pintor há exposição de autores mais contemporâneos. Eu já tinha falado pra ela sobre um retrato de mulher que de tão bem feito dá vontade de tocar no seu colar de pérolas. A tridimensionalidade alcançada por Victor Meirelles naquela obra me abisma. Porém segunda é sempre dia de museus fechados. O que fez com que adiassemos essa visita por tempo indeterminado. Mas assim que der eu levo a Liz pra conferir o museu e as obras do pintor.
Logo ficamos andando pelo centro em busca do que fazer. Por fim demos de cara com a simpática vaquinha que vocẽs podem ver nas fotos. A Cow Parade ja estava em Floripa e ninguem falava nada.  Muito bem então, quem quiser conferir as vacas é só clicar aqui e descobrir onde elas estão escondidas. Afinal arte no Brasil nunca foi coisa pra ser vista. Ainda mais pelo povão.


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quinta-feira, novembro 10, 2011

Ficha técnica

Diretor - L.S. Alves aficionado de cinema. Escreveu o roteiro de JANTAR A DOIS, seu primeiro curta-metragem. Ganhador do 2º lugar no 1º Festival Carne Moída com o curtíssima metragem Paralinguagem.

Direção de arte - Clélia Maria Lima de Mello e Campigotto, possui doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2001) e pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) . Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência na área de Artes. Área de Atuação: Artes (poéticas, imagem, som, arte e tecnologia, cinema, encenação contemporânea e estética), Comunicação (teoria da comunicação), História (artes)

Diretor de Fotografia - Rafael Vilela é fotógrafo profissional e estudante de Design Gráfico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É membro fundador do Coletivo Cardume Cultural, ponto de articulação do Circuito Fora do Eixo em Santa Catarina. Participou ativamente da construção das três edições do Festival UFSCTOCK na gestão de comunicação e coordenou a cobertura multimídia na edição 2011.

Destaca-se por participar de projetos sociais com pequenas comunidades e por seu trabalho de documentação artística de festivais ao longo dos últimos cinco anos, como o Festival de Cultura Japonesa da Ilha Grande (RJ). Em 2011, recebeu quatro premiações de ouro no concurso Prix de La Photographie Paris com a série Cabeças-de-Pipa, além de contar com publicações nas revistas "Caros Amigos", "Photógraphos", "Fotografe Melhor", "Naipe" e "Fronteira Viva".

As fotografias de Rafael Vilela revelam uma espécie de sonho recorrente, que somente pode existir em construtores e arquitetos da Utopia, pois sabem estes que não podem se omitir. Roberto Telles.

Assistente de Direção e Continuista - Ana Carolina Martins Alho é graduanda do curso de cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trabalhou no filme "Viagens e Partidas" e realizou os filmes "O Lanterninha", "Fragmento VI" e os  documentários "Dança do Hibridismo" e "Um dia no Mercado". Atualmente trabalha como monitora no Laboratório de Estudo de Cinema da UFSC e no trabalho de conclusão de curso "Passos e Tintas".

Ator - Márcio Cabral, graduando em Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), formado em Arte Dramática pelo Instituto de Artes e Ciências de São Paulo (INDAC). Participou da III e da IV Oficina de Atores da Rede Globo. Em televisão, atuou nas minisséries "O Olho da Terra" e "Por Amor e Ódio", ambas da TV Record, fez uma participação na novela "Razão de Viver", do SBT. Em teatro trabalhou com os diretores Marco Antonio Bras, Zeno Wilde, Moacir Campanholi, Ricardo Karmam entre outros. Protagonizou inúmeras campanhas publicitárias como Gradiente, Basf, Banrisul, Mc Donalds, Elma Chips, etc. Atualmente ministra oficinas de técnicas de interpretação para atores e dirige a peça "Sonho de Uma Noite de Verão", como trabalho de conclusão do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Atriz - Danielle Coelho, também atua como produtora cultural e possui experiência de mais de 14 anos no campo das artes cênicas. Trabalhou com os grupos Turma do Papum, Quatro Ventos, Cia. de Teatro Unisul, Grupo Teatral MT - Teatro da UFSC, Grupo de Teatro Ogia, Clã dos Nobres Arteiros e Articulação Cultural. Ministra oficinas de teatro e trabalha com produção, elaboração e formatação de projetos culturais como as atividas realizadas para o Encontro das Nações, Floripa Teatro, Fenaostra, Escola Livre de Teatro, Fita Floripa, Espaço Interativo Interplay e Mostra de Teatro Amador de Florianópolis. É graduanda do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Marketing Cultural da Faculdade Energia. Desenvolve trabalhos e obras da Sóluz Teatro juntamente com André Rampazzo e Aurora Cristal (esposo e filha).

Produção Executiva - Luciana Vieira é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Instituto Superior e Centro Educacional Bom Jesus/Ielusc e atualmente cursa pós-graduação em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Recebeu o 1º lugar na categoria estudante jornal acadêmico no 1º Prêmio de Jornalismo - Unimed de Santa Catarina em 16/10/2002 com a reportagem "A prevenção continua a melhor aliada do idoso" para o jornal "Primeira Pauta" e ficou entre as 15 finalistas no Concurso Fotográfico "Revelando o Morro do Boa Vista", de Joinville (SC), na categoria “Devastação”, em 18/11/2002.

Som - Rodrigo Ramos

Som - Gentil Júnior

Assistente de Direção - Ana Carolina Silveira von Hertwig

Edição - Jefferson Moreira 

Tradução de legendas para o Francês - Luciana Wrege Rassier 
A Profa Dra Luciana Rassier lecionou literatura e cultura brasileiras em universidades francesas de 1994 a 2010.
Desde então, leciona no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina, desenvolvendo sua pesquisa em torno das questões da Alteridade e dos diálogos entre literatura e cinema.

Tradução de legendas para o Francês - Jean-José Mesguem
Jean-José Mesguen, nascido em1952 no Rio de Janeiro, mora em Marselha, na França.
Autor de trabalhos sobre o cinema brasileiro, tradutor de artigos sobre os movimentos políticos e sociais brasileiros.

Luciana Rassier et Jean-José Mesguen traduziram, juntos:
- os romances brasileiros Pequod (do gaúcho Vitor Ramil) e Primeiro de abril, narrativas da cadeia (do catarinense Salim Miguel), publicados pela editora francesa L’Harmattan, em 2003 e 2007;
- as legendas dos filmes catarinenses Mulher azul (de Maria Emília de Azevedo), A antropóloga (de Zeca Pires), Jantar a dois (de L.S. Alves).

Meu primeiro prêmio de cinema

2011 está mesmo sendo um ano de virada. Deixei pra trás tempos de estagnação, e a cada dia me envolvo mais com coisas que gosto e trabalhos que me desafiam. Há poucos minutos recebi mensagem informando que o Paralinguagem foi classificado em segundo lugar no Festival Carne Moída que realizou-se no dia 08/11. E agora estou aqui com TODOS, os cinco, leitores do Máquina comemorando essa realização. Primeiro filme, primeiro ano e primeiro prêmio. Amanhã  o filme será exibido em SC na fundação Cultural Badesc dentro da grade do Catavídeo.
Resumindo tudo esse post poderia ser escrito assim:

Estou feliz.

P.S. Obrigado a todos os que me ajudaram nesse passo inicial.


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quinta-feira, outubro 27, 2011

Filmes no Badesc

Não é de hoje que o cineclube do Badesc é atuante. Já faz tempo que ele sempre traz opções interessantes pra se assistir. Normalmente tem um bate-papo após a sessão e dizem que rola até um chá à inglesa. Bom; e porque estou tocando no assunto? Porque depois de muito tempo enrolando eu vou forçar a agenda pra amanhã, 28/10/11, comparecer a exibição de um filme clássico que me impressionou muito quando eu era mais jo... deixa isso pra lá.
O filme é bom e eu quero ver. Se alguém quiser fazer companhia é só aparecer lá e conferir de perto a exibição de The Rocky Horror Picture Show. Um musical rock com roupas inspiradas em Sado-masô, bissexualidade, ficção científica, adultério, um pouco de terror e muito mais coisas que fazem desse filme um clássico. E agora que eu sei que o Tim Curry interpreta o Dr. Franke-N-Furter, minha admiração pelos seus trabalhos cresceu ainda mais.
Fica a dica e nos vemos por lá.
Para informações sobre local, horário, mediador etc, clique aqui.


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terça-feira, outubro 25, 2011

Caracterização

JANTAR A DOIS possui dois personagens. O homem está sendo trabalhado pelo ator Márcio Cabral e a mulher pela atriz Danielle Coelho. O curta-metragem trata sobre o homem que persegue uma mulher. Bem, aqui paro de contar... Se continuar, estrago a curiosidade e o prazer de vocês verem JANTAR A DOIS na tela.

Antes das gravações, é preciso caracterizar os atores para os seus papéis no curta-metragem. Significa considerar o perfil dos seus personagens. Como eles são, como se vestem, como é o cabelo, o que eles usam em determinada cena. São muitos detalhes para serem lembrados e trabalhados.

O ator Márcio Cabral precisou cortar o cabelo e deixar o bigode crescer. O seu personagem é um homem educado que se veste bem. Danielle Coelho passou por uma grande transformação por causa de sua personagem, uma mulher muito sofisticada. Os fios de seu cabelo ficaram curtos no estilo “Chanel” e foram pintados de preto.

Todo ator, além de interpretar, deve estar disposto a mexer na sua aparência. Dessa forma, o ator fica com a cara do personagem. Caso não for assim, o personagem fica com a cara do ator.

Confiram as fotos! As transformações dos atores Márcio Cabral e Danielle Coelho foram realizadas com os profissionais Andreza, Tato, Hélio e Elay.





segunda-feira, outubro 24, 2011

Paraliguagem no Catavídeo

Então as coisas começam a acontecer. Eis que dia 11/11/11!!!!!!!!!!!! Será exibido no Catavídeo o meu primeiro filme. Um curtíssima metragem de 01:06 minutos. Então quem for a Fundação Badesc assistir tome cuidado para não piscar, senão já era, perdeu o filme.
 Gente fui obrigado a sorrir com essa data de exibição.


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sábado, outubro 22, 2011

Disney Haicais


Alguns haicais inspirados em desenhos clássicos da disney.  Você consegue adivinhar? Tomem cuidado, pois tem filme com mais de um haicai só pra ele.

    I
Bruxa balzaca
Ordena executar
A enteada

    II
A periguete
fez suruba na mata
com sete homens

    III
Assassinada
Velha desconhecida
Sete suspeitos

    IV
Alucinação
Lisérgica infantil
Em movimento

    V
Os desenhistas
Alterados criaram
Filme surreal

    VI
Filme nonsense
Muito bem desenhado
Cria muitos fãs

    VII
Jovem maldita
Se esconde na mata
pois bruxa a quer

    VIII
Fadas obesas
Protegem a princesa
Espraguejada

    IX
Bruxa malvada
Esquecida por todos
Busca vingança

    X
Jovens carentes
Fazem bullying em homem
Deficiente

    XI
Guris de rua
Atormentam piratas
Incompetentes

    XII
A faxineira
Adolescente trampa
Sem salário

    XIII
Brinquedo de pau
Apronta todas depois
Fada perdoa

      XIV
Menino de pau
Mentiroso, travesso
Faz o pai sofrer

     XV
O paquiderme
Levantou vôo após
Beber champagne

     XVI
Veado ianque
Fica orfão na mata
Pessoas choram

    XVII
O mano pegou
Patricinha aplicou
Golpe do baú

     XVIII
Cães em perigo
Estilista quer roupa
Preto e branca


Conto escrito para o blogue "Duelo de escritores" 

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quinta-feira, outubro 13, 2011

Verifique antes de sair

Ontem foi o primeiro dia de gravação e posso dizer que aprendi uma lição importante. Cada minuto de planejamento e verificação economiza horas de trabalho, energia e bem-estar emocional. Problemas no equipamento ou um objeto de cena que falta são o suficiente para levar as pessoas as raias da loucura e do desespero.
Então, antes de sair pra gravar, tenha certeza de que todos os equipamentos estão funcionando, se as baterias estão carregadas e se todos os objetos de cena estão à mão. Afinal, as locações não estarão a sua disposição o dia inteiro.
O conselho pode parecer óbvio e batido, mas é melhor segui-lo do que aprender sentindo na própria pele.

terça-feira, outubro 11, 2011

Sacrifícios que valem a pena

Amanhã é dia de gravação. E é óbvio que os sonhos não se realizam assim tão facilmente, tanto é que hoje passei o dia correndo feito louco para acertar os últimos detalhes. Nisso enlouqueci eu, minha família, amigos e quase todos que vão trabalhar na filmagem. Daqui a uns dois dias quando eu estiver mais tranquilo vou me dar o direito de sentir cansaço. Até lá é muita correria e pau na máquina.


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domingo, outubro 09, 2011

Não recomendo Big Bamboo

Faz tempo que eu não entro nesse assunto, mas vamos retomar o fio da meada e deixar uma dica de restaurante com seus prós e contras. A propósito mais contras do que prós.
Ontem meu sogro esteve por aqui, então o levamos para conhecer a Guarda do Embaú. Um lugar que eu considero obrigatório para todos que visitam Florianópolis, apesar da praia ser no município de Palhoça. A paisagem deslumbrante é capaz de encantar, não importa quantas vezes já se tenha ido lá. Ainda tivemos a surpresa de avistar baleias, mas isso é assunto pra outro post.

Então, depois de correr de um lado para outro, subir morro, descer morrro e bater fotos, eis que a fome apertou e fomos em busca de um lugar pra comer e descansar as pernas. Andando pelo centrinho da Guarda avistamos várias opções. Dentre elas escolhemos aquela que mostrou a decoração mais atrativa. O Big Bamboo tem um ambiente acolhedor, deck de frente pro mar e uma decoração bacana. Muito promissor mesmo. Ainda mais com um balcão cheio de livros logo à entrada do local. O cardápio em forma de jornal trazia opções variadas, incluindo até comidas orgânicas no menu. Pedimos peixe, cerveja, coca e um mojito. Foi aí o início da queda. Uma única garçonte pra atender o restaurante inteiro. Deu pra notar que era mais do que insuficiente pra atender a demanda. Quando chegou o mojito fiquei admirado e pensando "onde diabos estava a hortelã?" Pedi pra provar o mojito e descobri que o barman fazia excelentes caipirinhas. Chamo a garçonete e questiono a bebida. Ela leva até o barman que categoricamente afirma que aquela é a receita tradicional do lugar e que eles sempre fizeram assim. Traduzindo em linguagem padrão "Ô seu pobre se não conhece a bebida não venha perturbar o barman" Certo engoli a caipirinha/mojito e depois disso só restou esperar a comida que demorou muito mesmo. 
A salada estava uma delícia, realmente muito saborosa, fresca mesmo. O peixe, congrio ao azeite e alcaparras também estava muito gostoso. Já o feijão tinha gosto de nada e arroz com uma cara de quem já estava cansado de estar ali também não ajudou muito a elevar a minha opinião sobre o lugar.
Resultado vá por sua conta e risco, pois eu não vou mais lá.


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A primeira reunião

Em agosto deste ano, tivemos a primeira reunião com parte da equipe técnica do curta JANTAR A DOIS.  O encontro aconteceu na residência de Clelia Mello, a diretora de artes. Além de mim, do L.S. Alves e da Clelia, participaram da reunião o Jefferson Moreira, que fará a montagem e a edição das cenas, e o Gentil Junior, que fará a captação de som. Conversamos bastante dando ideias, planejando ações e definindo o que cada um vai fazer.  

Desde o início de setembro, os atores Danielle Coelho e Márcio Cabral estão ensaiando para a filmagem do curta. Rafael Vilela é quem vai cuidar da fotografia e Ricardo Ledoux criará a música para JANTAR A DOIS. Estamos terminando de concluir a escolha dos locais das filmagens e a contratação de mais um profissional para o curta. Quanto aos locais das filmagens, pedimos que não haja custos com aluguel. A contrapartida é a divulgação do nome da empresa como apoiadora em peças publicitárias, inclusive neste blogue.


A foto mostra, da esquerda para direita, L.S. Alves, Jefferson Moreira, Clelia Mello e Gentil Junior na reunião ocorrida em agosto.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Dando a cara pra bater

A boa notícia é que o Paralinguagem vai ser exibido em São Paulo no Festival Carne Moída. É o nosso pequenino dando o seu primeiro passeio pelo país. Agora fico apenas aguardando a confirmação da inscrição no Catavídeo

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Eu e o molho branco

Terça a noite é tempo de tarefas domésticas. Não que eu seja grandes coisas em termos de serviços do lar, mas hoje era minha a obrigação de preparar a carne do almoço de quarta. Só que faz tanto tempo que não cozinho sozinho que não surgiu nenhuma idéia que não fosse acompanhada de pão. Quando ia apelar pro macarrão à bolonhesa descobri que em casa não havia mais estrato de tomate. Porém a caixinha de creme de leite estava lá na despensa, firme e forte. Corri pro molho branco. Antes de começar qualquer coisa fui no google, pois, apesar de conhecer os ingredientes básicos eu não tinha certeza de que quantidades e de como prepará-los. A receita que me salvou foi essa aqui. Segui a receita quase ao pé da letra, ela diz que é pra usar frango e eu preferi usar a carne que sobrou do churrasco de domingo. E usei essa carne logo após ter refogado a cebola. Outra alteração, dessa vez, não intencional foi que eu esqueci de usar queijo ralado.
Amanhã é o dia da prova de fogo. Se eu sobreviver, volto e conto pra vocês se ficou bom.

Ingredientes:
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 colher de margarina
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1/2 l de leite
  • 1 colher de sopa cheia de maizena
  • 1 xícara de queijo ralado ( de preferência roquefort ou parmesão)
  • Pimenta do reino
  • 1 colher de sobremesa rasa de sal
 Modo de preparo.
  1. Coloque a margarina na panela e, quando estiver totalmente derretida acrescente a cebola, o sal e a pimenta
  2. Quando a cebola estiver transparente, acrescente o creme de leite
  3. Deixe cozinhar por 1 ou 2 minutos, para pegar o gosto
  4. Coloque o leite (com a maizena dissolvida, para não empelotar)
  5. Mexa até o molho começar a ter uma consistência mais firme
  6. Quando o molho estiver com forma mais firme, desligue o fogo e acrescente o queijo, mexendo bem, para ele não grudar
  7. O molho está pronto
  8. Sirva com macarrão ou arroz de forno
  9. Você pode acrescentar brócolis ou frango desfiado ao molho


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segunda-feira, outubro 03, 2011

Em busca do TRE

Dois lemas que adotei pra minha vida adulta são:
"A paciência é uma virtude a ser desenvolvida" e "Pedra que rola não cria limo"
Acredito que vou bastante bem no primeiro. Quem me conhece até reclama que sou paciente, passivo demais em relação a vida. Quanto ao segundo tenho certeza de que não tenho aplicado corretamente em minha existência. Tanto que os últimos dez anos tem sido gastos num trabalho que não me realiza. De fato sinto que chegou a hora de rolar em uma nova direção. Domingo participei do concurso do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Tenho certeza de que não passei, mas isso não me abate, pois as questões referentes aos assuntos que eu estudei no mês anterior a prova foram respondidas com toda a serenidade possível. Tanto que mesmo diante de um resultado ruim sinto-me encorajado a estudar mais e buscar uma qualificação superior no concurso do TRE/SC no final do mês.
Então é dessa forma, concurso público, que pretendo por a minha vida pra rolar mais uma vez.

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terça-feira, setembro 27, 2011

Material didático sobre cinema na rede

Quando comecei a levar a sério a questão de transformar um conto em um roteiro lembro que a minha primeira dificuldade foi que eu não tinha a mínima idéia de como escrever um roteiro. Não sabia nada sobre formatação, rubricas e outras coisas. O que uma pessoa nessas condições faz? Ela apela pra deus. Foi o que fiz. Rodei o google de cima a baixo em busca de todos os sites, blogues e fóruns que pudessem me ensinar alguma coisa.
Abaixo estão os linques para alguns sites que tanto me ajudaram.


  • Roteiro de Cinema este site é muito rico, conta com uma biblioteca de roteiros, manuais, blogues, etc.
  • d1TEMPO DIGITAL este outro é ótimo para ensinar o básico do cinema e alguns jargões e técnicas de filmagem.
  • Celtx este é o programa que uso para escrever os roteiros e também para a pré-produção. É grátis, roda em Windows, em Linux e não é difícil de usar.


Espero que essas dicas possam ser úteis para vocês. A todos um abraço e boa sorte.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Massagem redutora de medidas

E tudo bem que eu sou um pouco ingênuo e acredito que as coisas são boas e que a vida ainda vai melhorar. Mas a realidade é madrasta e faz questão de nos relembrar as duras lições da vida. A aula de recuperação de hoje foi:
Se quer o bônus, também tem que aceitar o ônus.
Eis que depois de algumas sessões de massagens relaxantes com a minha esposa, relaxantes eu disse, ainda não consegui chegar na sensual. Ela vem me oferecendo a tal massagem redutora de medidas. Bom eu estou acima do peso mesmo e eliminar alguns centímetros da circunferência abdominal não seria má idéia. Pelo menos esse foi o pensamento cretino que me ocorreu na hora.
Quando deitei na maca e a sessão começou, eu vi que tinha embarcado numa canoa furada. Ela desceu a mão nas minhas coxas. Em dois minutos eu já estava me contorcendo todo. Os dentes trincando e o corpo arqueando sobre a mesa. Com toda a calma e tranquilidade ela olha pra mim e pergunta, tá doendo tudo isso mesmo? Não. Na verdade doía mais, mas não pegava bem eu confessar. Continuou o espan... digo massagem e nada do negócio aliviar. Pelo visto a alma da coisa é bater, amassar, espremer a gordura até ela pedir arrego e sair correndo. Já pratiquei boxe, kung-fu, Muay-thay e tenho certeza que nunca apanhei tanto quanto hoje a noite. A parte da barriga foi menos dolorida, mesmo assim continuei incrédulo quanto a uma mulher pagar pra receber esse tipo de tratamento. Até porque se eu fizer um décimo disso com a minha esposa ela me mata. e se eu tivesse feito o mesmo com outras mulheres eu estaria preso. Então fica a dúvida, se pega mais forte é um grosso, mas pagar pra ser espancada pode?
Quando acabou a minha sessão ela fez questão de me enrolar em plástico filme. Sério, foi uma coisa bem esquisita. Eu ali, em pé na sala, fantasiado de sobra de almoço.
Foi então que eu fiz a massagem nela, com direito a plástico filme e tudo. Resultado; não quero mais saber desse trem. Até faço a massagem nela, mas não entrego minhas pernas pra ela nem a pau.


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quarta-feira, setembro 21, 2011

Parque da Pedra Branca

 Um dos poucos parques que eu conheço na região de Florianópolis, não que eu ande pouco por ai. O fato  é que a metrópole tem poucos espaços públicos mesmo. E perdido nessa grandeza encontrei perto de casa um parque que se não é enorme e portentoso ao menos tem o mínimo necessário para fazer jus ao nome que tem. O Parque da Pedra Branca tem área verde, um lago, pista de caminhada, academia ao ar livre, patos, gansos, biguás, peixes e bancos.
Há um tempo que a minha filha me pedia que fossemos lá dar um passeio. Na verdade eu já tinha até prometido um piquenique, que no momento está temporariamente suspenso. Então domingo nos arriscamos a ter uma manhã divertida em meio ao verde do lugar. No meio de tanta beleza não resistimos e gastamos um bom tempo registrando a minha modelo/atriz preferida em meio as árvores ou à beira do lago. Compartiho com vocês duas fotos desse agradável passeio.
O parque conta com nova iluminação para proporcionar mais segurança nas caminhadas noturnas. Conta ainda com o monitoramento de uma empresa de segurança privada. Apesar do parque se localizar dentro de um condomínio particular sua área pertence a municipalidade  e está a disposição de todos.
O único porém que posso ressaltar é a ausência de sanitários públicos, afinal ninguém está a salvo de imprevistos.

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segunda-feira, setembro 19, 2011

No trabalho Nº 14. E-mail de amor.

A chefe e a funcionária na sala.

Chefe – Olha só o e-mail que fulano me mandou. Não é lindo? Ele escreveu “eu te amo” em sete línguas diferentes.
Funcionária – Legal. Será que ele também manda isso pra esposa dele?
Chefe – Vai tomar no teu !

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quarta-feira, setembro 14, 2011

Capitulando

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Tu és aqui na terra anjo bendito,
A mais singela e linda criatura
De toda a vastidão desse infinito!

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Deixaste aqui um jardineiro aflito,
Sozinho a reclamar da desventura
Que sofre um coração já tão maldito!

Cada retalho de lembrança tida,
Costuro a minha frígida mortalha,
Ornada pelas linhas dessa vida.

O trapo da saudade me agasalha.
Eu grito do sepulcro, em despedida:
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

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A origem do roteiro

A princípio a história do filme é baseada num conto que escrevi há uns dez anos e que desde então ficou guardado na gaveta e foi visto por apenas um ou dois amigos íntimos. Talvez essa década de espera tenha sido necessária para madurar a idéia e aparar as arestas que a juventude a principio não me deixava perceber.

sábado, setembro 10, 2011

Medidas extremas

08/09/2010
- Adalto! Porra Adalto o lixo continua no mesmo lugar de ontem. Eu não falei que era pra tirar? Falei, mas você me ouve? Não você nunca me ouve. Fala alguma coisa. Adalto eu tô cansada. Um dia eu vou embora e não volto mais.
Sentado em sua poltrona ele levanta a cabeça, começa a abrir a boca, mas baixa os olhos, fecha a boca e fica quieto ouvindo.
...
06/10/2010
- Cara eu tô cansada. Porra é sempre a mesma coisa eu trabalho que nem uma filha da puta no serviço e quando chego em casa tenho que fazer todo o serviço. Você não quer uma esposa quer uma empregada. Mas eu não aguento mais. Vou pegar minha filha e vou embora. Espero que você arrume uma mulher bem porca e que te encha de galhos. ai sim você vai gostar, vai dar valor.
Parou de esfregar a louça. Olhou pra ela por um instante. Abriu a torneira e enxaguou o que faltava.
...
03/11/2010
- Adalto você não conversa mais comigo. Eu vivo aqui ao seu lado e você me ignora. Não tem mais diálogo, nem abraço. Quanto tempo faz que você não me abraça. Eu vou arrumar alguém que me dê o que eu preciso. Eu preciso de carinho, compreensão. Fala comigo. Se você não me ama eu vou atrás de alguém que me ame.
No escuro Adalto se encolheu no seu lado da cama e agarrou-se com a coberta.
...
01/12/2010
- Chega! Eu vou embora. Eu chego tarde, cansada e não tem nada pra eu comer. Não eu não quero comer macarrão com atum. Você sabe que eu não gosto. Também não quero que você frite um ovo pra mim. Você não entende. Porra! Eu só queria comer um pão seco. Isso é muito? É muito? Você podia ter um pouco de consideração por mim. Será que dá pra me valorizar? Não mereço isso mesmo. Vou embora. Você pode ficar com casa, carro, tudo. Eu não ligo pra coisas materiais. Mas a pequena vai comigo.
Adalto levantou-se com ímpeto. Seus olhos eram frios e tranquilos. Olhou pra esposa, olhou a menina que dormia tranquilamente no quarto ao lado. Passou a mão na mochila e nas chaves do carro. Já na porta olhou pra trás. Encheu o peito, levantou a cabeça, abriu a boca e ia fazer um gesto, mas desistiu. Foi embora fechando a porta ao sair.

Conto escrito para o blogue "Duelo de escritores"

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quarta-feira, setembro 07, 2011

Blogue JANTAR A DOIS


Eu ando sumida na blogosfera. Como o L.S. Alves vem contando aqui, não é segredo de que estou também envolvida na produção do curta JANTAR A DOIS. Ele me deu uma tarefa que me agradou bastante, principalmente por conhecer mais as ferramentas do blogue. Adivinhem! A criação do blogue JANTAR A DOIS, um curta em produção! Então, convidamos a conhecer e a nos acompanhar no trabalho da produção do filme por meio desse novo blogue.

Lu Vieira

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terça-feira, setembro 06, 2011

O começo

Em maio deste ano, apresentei o projeto de produção audiovisual JANTAR A DOIS, um curta-metragem de aproximadamente 15 minutos com roteiro escrito por L.S. Alves, para o Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), da Fundação Cultural de Joinville. O Simdec dá oportunidade aos proponentes de tentar obter recurso financeiro do governo municipal por meio do Edital de Apoio à Cultura na forma de concurso. Elaborei o projeto de acordo com as normas e as instruções do edital.

O Simdec oferece dois mecanismos que são o Fundo Municipal de Incentivo à Cultura e o Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura. No nosso caso, concorremos e conseguimos a classificação por meio do Fundo Municipal. A notícia da conquista aconteceu em julho.

Não estou sozinha nesta empreitada.  Além do L.S. Alves, há várias pessoas nos auxiliando no sucesso da produção que serão conhecidas no decorrer das postagens deste blogue. Fazer cinema é um sonho antigo que está se transformando em realidade.

Uma das contrapartidas sociais apresentadas no projeto ao Simdec é a criação de um blogue contando passo a passo a produção de JANTAR A DOIS. Então, aqui começa a história do curta. Queremos ajudar para que outros sonhadores consigam também a conquista de produzir um filme e que todos nos acompanhem até JANTAR A DOIS ficar pronto para ser assistido por muita gente.

sábado, setembro 03, 2011

O filme continua

Ontem a noite foi a segunda reunião da equipe do filme. Conseguimos reunir os atores com a diretora de arte. Ela que na verdade é a mentora intelectual do filme, visto que é uma professora com vasto conhecimento de cinema e artes plásticas. Não demorou muito e já estávamos mexendo no roteiro, invertendo cenas, cortando frases, discutindo o carater dos personagens, seu figurino , etc.
Claro que nem só de boas notícias vive uma produção cinematografica. A pessoa responsavél pela fotografia do filme não compareceu em nenhuma das reuniões o que acarretou o seu desligamento do projeto. Por sorte o Jefferson conhece alguém com habilidade suficiente para desempenhar essa função e que mostrou-se interessado em trabalhar conosco nesse projeto. 
Agora que já temos o apoio de um hotel e possivelmente o de uma empresa de ambulância, esta semana irei falar com eles, só fica faltando conseguir o apoio do restaurante. Então é filmar e partir pro abraço.
Estamos trabalhando para que tudo de certo. Assim que eu tiver mais novidades eu volto pra compartilhar com vocês.


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quinta-feira, setembro 01, 2011

No trabalho Nº 19. Lógica.

"Quando a empresa não pensa o funcionário padece."

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sexta-feira, agosto 26, 2011

Relaxando em casa

Não dá pra negar que eu sou mesmo uma pessoa de sorte na vida. Pra começar bem o final de semana hoje a noite fui mimado com uma máscara facial a base de argila verde. Minha esposa comprou um pacote de um quilo e fez questão de experimentar em mim. Pra quem me conhece sabe que o máximo de cuidado estético que tenho comigo é um banho por dia, escovar os dentes e cortar o cabelo uma vez por mês. Então o tratamento de hoje já pode ser considerado o máximo do exagero, mas, vamos ao que interessa, que são os resultados.
No começo a máscara é gelada e pouco confortável, mas depois de aplicada e agindo em conjunto com os saquinhos de chá de erva doce que foram depositados sobre minhas palpebras tudo fica muito relaxante. Tanto que se eu estivesse deitado numa posição mais confortável teria adormecido com toda a certeza.
Depois de trinta minutos retirei a máscara e pude constatar que a pele estava com uma aparêcia melhor e toda a oleosidade havia sido retirada. O que ajuda a evitar o surgimento de comedões, acne. Se você tiver a oportunidade de experimentar eu recomendo.


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quinta-feira, agosto 25, 2011

O tempo passa

Toda hora tem seu sabor, mas isso não quer dizer que todos tenham o paladar apurado para apreciar.
Feliz daquele que saber viver o momento. A maioria, vive de passado ou de futuro. Mesmo assim, envelhecer é um desafio grande, talvez tão grande quanto crescer.

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terça-feira, agosto 16, 2011

Pais e filhos Nº 10. Conselhos de viagem

Pai - Beijo filha, vou viajar.

Filha - Cuidado. Te cuida na estrada. Não quero que você volte morto. Vê se não morre.

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segunda-feira, agosto 15, 2011

Um novo filme

Então vou aproveitar e por as novidades em dia. Desde o começo do mês estou participando da produção de mais um curta metragem. Apesar de não parecer estou pra lá de empolgado. Sempre foi um sonho de criança trabalhar com cinema. Eis então que aos 34 anos estou começando a realizar algo que sonhei por muito tempo. Quem está diretamente comigo nessa empreitada é a Lu Vieira que escreve aqui no Máquina também.
Quarta-feira, 10 de agosto, foi a primeira reunião com o casal protagonista da trama. Fiquei feliz em conhecê-los e ver como estão empolgados com o projeto e com os seus personagens. Tiramos algumas dúvidas, definimos algumas características, discutimos valores, etc. Agora os dois já estão ensaiando juntos e se preparando pras gravações.
Ela é a Danielle Coelho e ele o Márcio Cabral. Ambos com boa experiência no teatro.
Conforme forem surgindo as novidades eu vou compartilhando aqui com vocês.


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terça-feira, agosto 09, 2011

Goiabeira

É fato que eu sempre acreditei que uma casa para ter direito a usar esse nome deveria ter obrigatoriamente em seu quintal um pé de limão. Afinal o limoeiro é um provedor por natureza. Caipirinha, tempero, chá, suco, detergente, desodorante, etc. Tudo isso o limão nos dá e ainda mais. Por isso não consigo visualizar uma vida tranqüila sem ter essa árvore por perto. Mas isso todo mundo sabe. A novidade surgiu-me no final de semana na casa do meu sogro.
A goiabeira. Com toda a certeza não é tão útil quanto o limoeiro, mas depois de ver a minha filha brincando de balanço e subindo nos galhos. Rindo feliz e despreocupada. Fez-me lembrar que um dia eu já tive uma goiabeira no meu quintal. E que aqueles foram dias felizes. A árvore não foi responsável por tudo, mas fez a sua contribuição. Forneceu brincadeiras, frutas e até galhos para reforço educacional lá em casa.
Baseado nessas lembranças é que afirmo:

Uma casa precisa de um limoeiro.
Uma casa com crianças precisa de um limoeiro e uma goiabeira.

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sexta-feira, agosto 05, 2011

Padre Puta Pastor Profeta

Padre putanheiro pegou puta pobre.
Pastor pentecostal proferiu palestra: "Pecados paroquiais"
Profeta pregou penitência pra purificar pessoas.
Puta pariu pequeno pagão.
Padre prometeu pagar propina pra prostituta.
Pastor publicou pecado paroquial pra população.
Profeta preocupado prometeu pacificar populares. Pro Pastor pediu paciência. Pro Padre penitência. Pra Puta pediu pomba.

Conto escrito para o blogue "Duelo de escritores" 

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quinta-feira, julho 28, 2011

Alles Blau em Blumenau

Andando pela ruas em Blumenau uma característica saltou-me aos olhos. Os nomes dos estabelecimentos comerciais.
  • Blu Pizza
  • Blu Lanches
  • Blu Car
  • Blu Sound

Fico pensando como seria se esse povo morasse em Curitibanos.

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terça-feira, julho 26, 2011

Fíel


São Jorge é o exemplo. Ele é o padrinho e como ele vou agir. Porque coragem nunca me faltou e agora é hora de defender os inocentes. Jorge da Capadócia salvou a virgem das garras do dragão. Hoje eu serei Jorge e salvarei a nação corintiana de uma fera.
Ajeitou em cima da mesa um envelope redigido com sua melhor letra. Dentro havia suas explicações e últimos desejos. Conferiu a arma mais uma vez. Abriu o tambor, olhou as balas. Guardou o revolver no bolso do casaco. Carteira, chaves, capacete. Tudo certo. Saiu. Trancou a porta de casa e foi embora. No caminho sua mente revisitava os motivos para aquela violência. O Timão, o maior time de futebol do mundo não poderia sofrer de novo a humilhação de ser rebaixado à segundona do brasileirão. Algumas pessoas podem até dizer que aquilo é só um jogo e que não vale uma lágrima de um homem adulto, mas eles são cegos. Não entendem. São incapazes de entender um amor assim tão grande. Quando você não tem futuro, nem dinheiro, quando todos te olham de lado e comentam as suas roupas é num estádio de futebol que você vai encontrar respeito, camaradagem e direito a ser igual a milhões de torcedores. Lá você pertence a uma família, uma ordem, um exercito. Somente lá no meio da geral se é capaz de entender o nosso amor pelo Coringão. O Corinthians nos acolhe, a gaviões é nossa família e o Parque São Jorge é a nossa pátria. Ninguém tem o direito de ameaçar ou por em risco nossa unica fonte de alegria. Pra defender aquilo que amamos toda violência se justifica.
Há duas quadras do hotel uma blitz. Talvez o destino pusesse tudo a perder. Torceu para que os guardas o ignorassem, mas ao que parece pobre e polícia sofrem de uma dessas estranhas forças de atração mútua que ninguém é capaz de explicar. Seguiu as orientações do policial. Reduziu, parou, desligou a moto e tirou o capacete.
- Boa noite. Documentos, por favor.
- Sim senhor. Aqui estão.
O guarda olhou os papéis, olhou o motoqueiro, olhou de novo os papéis. Apesar da noite fresca o motoqueiro suava.
- O senhor desça da moto e me...
A frase pendeu no ar. Interrompida pelo alvoroço que um bêbado causava ao resistir à prisão do outro lado da Batida.
- Merda! Pega tua carteira e cai fora - foi a sentença do policial militar enquanto virava-se para ir em auxílio dos colegas.
Agarrou os documentos e partiu agradecendo a ajuda do santo guerreiro.
Deixou a moto na frente do hotel. Ainda tinha um tempo para escolher o local apropriado. Quando a coletiva de imprensa terminasse ele estaria a espera do presidente do clube. Se matar a cabeça o resto do corpo morre sozinho. Aquele homem era um traidor. Ninguém nunca ouviu falar dele antes que se filiasse para concorrer o mais breve possível a presidência do clube. Com o tanto de dinheiro que tinha por trás dele todas as perguntas se calaram. Até mesmo aquela questão sobre na verdade ele ser são Paulino de coração. Depois vieram mandos e desmando, contratações absurdas, empréstimos, venda de jovens talentos e mesmo assim dívidas e mais dívidas acumulavam-se. O pior de tudo era a campanha humilhante no paulistão e no campeonato brasileiro. Os mais pessimistas já falavam em um novo rebaixamento. Era hora de agir. Ele seria a pessoa. O devoto fiel.
Caminhou pela calçada esperando o fim da coletiva. Mão no bolso, empunhando o revólver. Na saída forçaria caminho entre os fotógrafos e efetuaria os disparos. Isso seria o bastante para iniciar o processo de mudança que o Timão tanto precisava.
De repente um alvoroço na porta do hotel. Um importado prateado estacionou a espera do presidente. Os flashes espocavam por todos os lados. Tentou se aproximar. Uma barreira de repórteres o impediu. O monstro estava vindo. Forçou mais um pouco. Conseguiu um lugar na multidão. Imediatamente foi esmagado. O braço pressionado não conseguia tirar a arma do bolso. Fez força pra frente. Tomou uma cotovelada de uma mulher. O presidente do Corinthians embarcou e foi-se embora. Ali, atras dos jornalistas, com a arma na mão e os olhos cheios de lágrimas ele deu meia volta e foi pra casa.

 Conto escrito para o blogue "Duelo de escritores"


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terça-feira, julho 19, 2011

No trabalho Nº 13. Conversa de homem.

Os rapazes retornam do almoço. Antes das portas do elevador se fecharem vêem passar uma moça pelo corredor.
Rapaz 01 – Como pode deixar de chupar uma coisa daquela pra cair de boca num “tarugo”?
Rapaz 02 – O que seria do amarelo se todos gostassem do azul? É uma questão de gosto.
Rapaz 01 – Mas é um gosto tão estranho!
Silêncio...
Rapaz 03 – Se você já experimentou, não vou ser eu a dizer o contrário.

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quinta-feira, julho 14, 2011

São Miguel do Oeste

Depois de muitos anos sem pisar em São Miguel do Oeste, estive nessa cidade por quatro dias em junho para passear e rever os parentes do lado materno. A cidade é onde a minha mãe nasceu. Atualmente, vivem nesse município não tão pequeno a minha avó, que completou 94 anos de idade recentemente, a minha tia e seu filho e o meu tio e sua esposa. Enfim, são cinco parentes morando no oeste catarinense.

Na infância e adolescência, viajava com a família para São Miguel do Oeste durante as férias escolares. Gostava de ir quando era criança. Havia crianças para brincar, livros para ler na casa da minha tia, rio para pescar peixes e mato para se aventurar. Foi na estante de livros da casa da minha tia que tive o primeiro contato com a história de “Pollyanna”, de Eleanor H. Porter. Até hoje o considero como um dos meus livros prediletos.

Eu me lembro de uma brincadeira que curtia muito no jardim ou no mato. Pegar barro na mão para colar nos troncos das árvores ou formar um objeto como um prato cheio de brigadeiros. Na adolescência, não escapei do comportamento de ser uma “aborrecente”. Não queria ficar por muitos dias em São Miguel do Oeste.

Eu sempre gostei de morar em cidade grande. São Miguel do Oeste sempre foi uma região minúscula para mim, mas hoje já não é tão pequena. Ela tem o seu encanto como o sossego de andar pelas ruas largas e tranquilas. Enquanto caminhava, constatei que o respeito aos pedestres ainda existe nesse município.

A cidade possui muitos morros. Do alto, há uma visão deslumbrante da cidade, principalmente da edificação enorme com estilo futurístico da Igreja Matriz São Miguel Arcanjo. Na área da catedral, tem uma réplica da primeira igreja da região feita de madeira em tamanho reduzido.

Ao lado da catedral, está a Praça Walmir Bottaro Daniel, o lugar que mais gosto de ir. Além de andar pelos seus arredores, eu me diverti bastante em ver os meus três sobrinhos brincando no parquinho, observando o chafariz e explorando cada pedaço do lugar. Na praça existe também a bela Estátua do Desbravador, feira de ferro em homenagem a força de vontade do povo que desbravou a região antes coberta de mata fechada. A praça também serve de palco para as comemorações e festas do município.

Não pude fotografar mais e melhor a beleza da cidade por causa da forte neblina. No retorno para Joinville, tivemos um grande susto, porque o carro onde eu estava estragou. Graças a Deus, tudo se resolveu bem!

Lu Vieira

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quinta-feira, julho 07, 2011

Paralinguagem

Então o que posso dizer é que a faculdade de cinema começou a frutificar. Eis o meu primeiro curta metragem. Feito para participar do Festival Nacional de Curtíssima Metragem Claro Curtas. A obra só foi possível graças ao comprometimento de todos os envolvidos que abriram mão dos seus tempos, compromissos e honorários para que o filme fosse concretizado. Um agradecimento especial a minha professora Clélia Mello, ao colega de classe Jefferson Moreira, a minha esposa e a minha filha que foram convocadas de última hora pra participar das filmagens.
Apesar do trabalho de produção ter durado uma semana a gravação foi executada toda numa tarde de sábado.
Quem preferir assistir o filme no Vimeo pode assistir em Paralinguagem on vimeo.
Peço a todos que gostarem que ajudem a divulgar o filme.



Pessoal não deixem de conferir o post, clique aqui, da Cláudia sobre o filme. É a metalinguagem da metalinguagem. Isso já está rendendo muito!


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