Fenece a tarde e a noite imensa e linda,
Derrama as trevas pelo firmamento;
E nasce a lua pelo céu nevoento,
Trazendo as sombras da ilusão infinda.
Todo o luar se mistura ao triste vento,
Uma luz densa é, das estrelas, vinda.
E no infinito dessa noite ainda,
Perpassa o tempo, sonolento, lento...
... Mas tudo passa! Nada resta à vida;
O tempo é sempre vaga despedida;
A vida é sempre alguma noite vã.
A natureza passa compassiva...
A morte é sempre como a noite viva;
A vida é sempre como um amanhã.
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terça-feira, abril 28, 2015
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Chuvas carnavalescas
A chuva faz lembrar as serpentinas
Daquele inesquecível carnaval.
Tantos confetes, tantas purpurinas
Que desabavam feito um temporal.
Batia em nosso peito a adrenalina
E tudo era tão quente e tão sensual.
Tu eras minha deusa, a dançarina,
Eu era o teu palhaço especial.
A chuva vem trazer a fantasia
De uma lembrança, de uma alegoria
Que se perdeu em plena multidão.
Passou-se o carnaval, foram-se as chuvas,
Ficaram cinzas de lembranças turvas
E lágrimas saudosas pelo chão...
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quarta-feira, janeiro 28, 2015
Brigar X amar
De que adiantam todas nossas brigas?!
De que adiantam nossas discussões?!
Até parece quanto mais intrigas
Mais fortalece nossas relações.
Motivos fúteis, coisas descabidas,
Tolas cobranças, mais acusações
Com cenas de ciúmes construídas
Que mais parecem representações.
No “palco” somos sempre antagonistas;
A discussão parece uma tragédia,
Na primária atuação de dois artistas.
Dois personagens desse filme clássico.
Em cada cena um pouco de comédia,
Com um final intenso e pornográfico.
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segunda-feira, janeiro 12, 2015
Noturno IV
Surgiste em minha vida como a lua,
Surge no céu, esplendorosa e bela.
Iluminaste inteira a minha rua,
Tornando a minha sombra mais singela.
Também passaste como passa a lua
Sem deixar rastos que a penumbra vela.
Toda a esperança só no céu flutua.
Toda a saudade que só mar se espelha.
A tua candura exuberante e altiva
Cobriu meu coração e a minha fronte
Com a luz de uma paixão ardente e viva.
No entanto a nossa história foi tão fria.
A lua volta ao debuxar da noite
E tu - não sei - se voltarás um dia...
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sábado, junho 07, 2014
Tu
Teus olhos têm a cor do paraíso;
Nos lábios tens o gosto adocicado
Do mel mais saboroso e refinado
E tens a flor mais bela em teu sorriso.
O teu toque é tão suave e tão preciso;
Teu corpo é tão gostoso e perfumado;
Na pele tens o tom acetinado;
Na boca tens a forma do teu riso.
O teu andar é lindo e sensual;
Nos teus cabelos tens a luz dourada
Da mais bela pintura matinal.
Tu és a musa dos sonetos meus.
Tu és a flor mais linda e adorada,
A mais perfeita criação de Deus.
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Nos lábios tens o gosto adocicado
Do mel mais saboroso e refinado
E tens a flor mais bela em teu sorriso.
O teu toque é tão suave e tão preciso;
Teu corpo é tão gostoso e perfumado;
Na pele tens o tom acetinado;
Na boca tens a forma do teu riso.
O teu andar é lindo e sensual;
Nos teus cabelos tens a luz dourada
Da mais bela pintura matinal.
Tu és a musa dos sonetos meus.
Tu és a flor mais linda e adorada,
A mais perfeita criação de Deus.
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quinta-feira, maio 09, 2013
Eu robô?
Fagundes (nome fictício) é funcionário de uma empresa pública há 29 anos. Chega ao serviço, estaciona seu carro, trava-o e segue caminhando até sua sala. Nesse trajeto dezenas de pessoas passam por ele, mas, como elas estão abaixo do seu queixo, não as vê.
Entra em sua sala, senta em sua ilha (assim mesmo no possessivo) e isola-se.
Esses espaços foram chamados de ilhas propositadamente. As pessoas nadam até elas, como náufragos. Completamente ilhados, cercados de indiferença por todos os lados, assim, sobrevivem as suas oito horas diárias.
Belas mensagens nos murais, notícias importantes, um cartaz interessante, tudo é ignorado, imagine um ser humano, esse ser insignificante, egoísta e mesquinho. “Quero mais é cumprir minha obrigação e ir para minha casa!”, acusa aquela voz sintética e programada.
E assim vai a massa ignara, tangida e submissa para os abatedouros da vida.
Onde está aquele aperto de mão sincero? Onde está aquele abraço amigo? Aquele sorriso justo? Aquele bom dia altaneiro? Onde foi parar o cavalheirismo, a diplomacia, a educação?
Seres autômatos, formais, empedernidos, céticos, cruéis!
A frieza, a indiferença, o desamor, o apego às coisas materiais, a servidão humana, a devassidão do tempo, sei lá o que mais. Tudo isso contribuiu e contribui para afastar e isolar as pessoas, tornando-as escravas de si mesmas.
Relacionamento. Que bela palavra. Significa manter laços afetivos, conectar-se, estabelecer ligações e correspondência. Mas não passa disso, apenas uma palavra, principalmente dentro de uma repartição pública.
Morto-vivos, zumbis é o que são. Gente sem alma e sem coração (perdoem-me a rima pobre, não foi minha intenção, putz, de novo!).
Nenhum ser humano pode passar dias, meses, anos nessa sofreguidão, nesse isolamento, apenas uma máquina fria, oleosa, sistemática e calculista pode sobreviver dessa forma.
Não se trata aqui de desrespeitar o individualismo (e nesse caso essa palavra ganha ênfase), trata-se de saber que vivemos em bando, em sociedade, em grupos. Nem mesmo o eremita na mais inóspita região desértica está só (esotericamente falando).
Chega à hora religiosa do final do dia. “Programadamente”, Fagundes assina seu ponto, ergue-se de sua cadeira e caminha em direção ao seu túmulo para descansar suas engrenagens, e na manhã seguinte, voltar ao seu obscuro oceano, ao seu planejado arquipélago e a sua inestimável, desolada e gélida ilha.
Hélio Cabral Filho
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quarta-feira, setembro 14, 2011
Capitulando
“Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Tu és aqui na terra anjo bendito,
A mais singela e linda criatura
De toda a vastidão desse infinito!
“Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Deixaste aqui um jardineiro aflito,
Sozinho a reclamar da desventura
Que sofre um coração já tão maldito!
Cada retalho de lembrança tida,
Costuro a minha frígida mortalha,
Ornada pelas linhas dessa vida.
O trapo da saudade me agasalha.
Eu grito do sepulcro, em despedida:
“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!
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terça-feira, maio 24, 2011
Noturno I
E vem a noite, harmoniosa e densa.
A lua gorda pelo céu cintila.
Vaga um silêncio nessa noite imensa;
Vago poema na minha alma brilha.
Olho absorto a lua que condensa
A noite bela. Sobre mim desfila
Um rio de estrelas. Na penumbra intensa
Espelha a musa que respira e inspira...
A natureza divinal, perfeita,
Dorme no leito colossal do mundo.
Viúva, a noite, pelo céu se deita...
A lua passa sonolenta e calma.
E no meu peito canta um vagabundo,
E a noite passa a dormitar minh’alma...
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A lua gorda pelo céu cintila.
Vaga um silêncio nessa noite imensa;
Vago poema na minha alma brilha.
Olho absorto a lua que condensa
A noite bela. Sobre mim desfila
Um rio de estrelas. Na penumbra intensa
Espelha a musa que respira e inspira...
A natureza divinal, perfeita,
Dorme no leito colossal do mundo.
Viúva, a noite, pelo céu se deita...
A lua passa sonolenta e calma.
E no meu peito canta um vagabundo,
E a noite passa a dormitar minh’alma...
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sexta-feira, dezembro 17, 2010
A ti
Linda! Cuja feição encantadora
No mundo inteiro não há nada igual.
Tu és da natureza a detentora
Da forma mais perfeita e escultural.
Tua formosura é entontecedora;
Essa meiguice é tão descomunal,
Tua singeleza é descontroladora,
És tão divina, tão proporcional.
És ninfa, deusa, angelical, és santa.
Tanta meiguice e formosura tanta,
Dizer não podem esses versos meus.
Obra prima vital da natureza
És fonte inesgotável de beleza,
Inspiradora criação de Deus.
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No mundo inteiro não há nada igual.
Tu és da natureza a detentora
Da forma mais perfeita e escultural.
Tua formosura é entontecedora;
Essa meiguice é tão descomunal,
Tua singeleza é descontroladora,
És tão divina, tão proporcional.
És ninfa, deusa, angelical, és santa.
Tanta meiguice e formosura tanta,
Dizer não podem esses versos meus.
Obra prima vital da natureza
És fonte inesgotável de beleza,
Inspiradora criação de Deus.
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sexta-feira, dezembro 10, 2010
Ausência
Ficar longe de ti me descontenta;
Ficar longe de ti me desespera;
Meu corpo sem teu corpo não agüenta;
E a boca sem teus beijos destempera...
Sem ti meu coração não se alimenta,
Sem ti meu coração se dilacera;
O frio da tua ausência me atormenta;
Na solidão a dor se prolifera.
Sem teu amor o tempo apenas passa.
Meu céu não tem mais sol sem teu sorriso
Sem ti a minha vida não tem graça.
Meu mundo sem teu mundo é solidão,
A vida é só tristeza sem teu riso,
Sem teu amor, vazio meu coração.
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Ficar longe de ti me desespera;
Meu corpo sem teu corpo não agüenta;
E a boca sem teus beijos destempera...
Sem ti meu coração não se alimenta,
Sem ti meu coração se dilacera;
O frio da tua ausência me atormenta;
Na solidão a dor se prolifera.
Sem teu amor o tempo apenas passa.
Meu céu não tem mais sol sem teu sorriso
Sem ti a minha vida não tem graça.
Meu mundo sem teu mundo é solidão,
A vida é só tristeza sem teu riso,
Sem teu amor, vazio meu coração.
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sexta-feira, outubro 08, 2010
Concubina
És tu a minha amante, a minha amada;
Aquela que me entende e que me aceita.
Se entrega totalmente quando deita;
Não cobra a minha ausência quando acorda.
És tu a minha amiga, a namorada
Que nunca me condena ou me rejeita;
Silenciosamente se sujeita
De ser “de vez em quando” procurada.
No teu comportamento submisso
Compreendes minha vida, o compromisso,
O meu elo social, familiar.
Não tens meu coração, tu sabes disso;
No entanto, sob a luz do teu feitiço,
Meu corpo inteiro tens só pra te amar.
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Aquela que me entende e que me aceita.
Se entrega totalmente quando deita;
Não cobra a minha ausência quando acorda.
És tu a minha amiga, a namorada
Que nunca me condena ou me rejeita;
Silenciosamente se sujeita
De ser “de vez em quando” procurada.
No teu comportamento submisso
Compreendes minha vida, o compromisso,
O meu elo social, familiar.
Não tens meu coração, tu sabes disso;
No entanto, sob a luz do teu feitiço,
Meu corpo inteiro tens só pra te amar.
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sexta-feira, outubro 01, 2010
Amor sentido
É amor, com certeza é amor o que sinto;
E tu sempre negavas o meu sentimento.
Eu te juro é amor declarado, eu não minto;
Pois jamais te enganei, nem sequer um momento.
A tua grande incerteza era o meu labirinto,
Por onde eu me perdia em total desalento.
Eu gritava: _”É amor, é amor o que eu sinto!
E tu não entendias o meu sofrimento.
Tanto amor eu mostrava em meu gesto sincero;
Tanto amor traduzia em paixão e carinho.
A paixão que ainda tenho e o amor que ainda espero...
Assim vamos nós dois, nessa dor desigual:
Eu chorando mostrando um amor tão divino,
Tu sorrindo mostrando um desprezo fatal!
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E tu sempre negavas o meu sentimento.
Eu te juro é amor declarado, eu não minto;
Pois jamais te enganei, nem sequer um momento.
A tua grande incerteza era o meu labirinto,
Por onde eu me perdia em total desalento.
Eu gritava: _”É amor, é amor o que eu sinto!
E tu não entendias o meu sofrimento.
Tanto amor eu mostrava em meu gesto sincero;
Tanto amor traduzia em paixão e carinho.
A paixão que ainda tenho e o amor que ainda espero...
Assim vamos nós dois, nessa dor desigual:
Eu chorando mostrando um amor tão divino,
Tu sorrindo mostrando um desprezo fatal!
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sexta-feira, setembro 24, 2010
Flor
Eu sou um jardineiro entristecido,
Pois minha linda flor não me quer mais.
O meu jardim perdeu seu colorido,
Perdeu todo o seu brilho, a sua paz...
Meu pobre coração está partido;
É triste o meu jardim, triste demais.
Eu sinto o peito assim tão dolorido
Na dor que não pensei sentir jamais.
Tentei lhe dar o sol: felicidade;
Reguei com meu amor, minha paixão;
Cuidei pra não podar-lhe a liberdade.
Mas hoje o meu jardim é só ilusão.
A minha linda flor hoje é saudade,
No vaso mais cruel que é o coração.
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Pois minha linda flor não me quer mais.
O meu jardim perdeu seu colorido,
Perdeu todo o seu brilho, a sua paz...
Meu pobre coração está partido;
É triste o meu jardim, triste demais.
Eu sinto o peito assim tão dolorido
Na dor que não pensei sentir jamais.
Tentei lhe dar o sol: felicidade;
Reguei com meu amor, minha paixão;
Cuidei pra não podar-lhe a liberdade.
Mas hoje o meu jardim é só ilusão.
A minha linda flor hoje é saudade,
No vaso mais cruel que é o coração.
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sábado, setembro 18, 2010
Interrogações
Ninguém me soube dizer,
Explicar-me com louvor,
Se a distância aumenta o amor
Ou o faz enfraquecer?
E se o tempo sana a dor
Ou se a faz efervescer?
Se a saudade arrefecer
Vale menos esse amor?
Me explique, então na verdade,
Pode durar a saudade
Caso a distância aumentar?
Eu sei é chama quem ama.
Mas, diga se alguma chama
Eterna pode durar?...
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Explicar-me com louvor,
Se a distância aumenta o amor
Ou o faz enfraquecer?
E se o tempo sana a dor
Ou se a faz efervescer?
Se a saudade arrefecer
Vale menos esse amor?
Me explique, então na verdade,
Pode durar a saudade
Caso a distância aumentar?
Eu sei é chama quem ama.
Mas, diga se alguma chama
Eterna pode durar?...
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sexta-feira, setembro 10, 2010
Lua lânguida
Deixa essa lua, que no céu prateia,
Banhar-te inteira do mais fino lume;
Que acenda a chama da viril candeia
E traga ao corpo um infinito ardume.
Deixa essa lua, reluzente e cheia,
Evaporar o teu sutil perfume
E que teu anjo, que no céu passeia,
Venha acordar-te feito um vaga-lume.
Deixa essa lua, assim tão fluorescente,
Iluminar o mar que manso espalma
Na areia da tua vida transparente.
Deixa essa lua, que flutua calma,
Trazer a inspiração pro teu amante,
Levar a solidão dessa tua alma...
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Banhar-te inteira do mais fino lume;
Que acenda a chama da viril candeia
E traga ao corpo um infinito ardume.
Deixa essa lua, reluzente e cheia,
Evaporar o teu sutil perfume
E que teu anjo, que no céu passeia,
Venha acordar-te feito um vaga-lume.
Deixa essa lua, assim tão fluorescente,
Iluminar o mar que manso espalma
Na areia da tua vida transparente.
Deixa essa lua, que flutua calma,
Trazer a inspiração pro teu amante,
Levar a solidão dessa tua alma...
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sexta-feira, setembro 03, 2010
Presença
Não me amas? Que importa! Ama-me fingindo.
Dá-me teu coração assim mesmo. Que importa!
Bem mais vale te ver assim gélida, morta,
Do que ver-te partindo!
Não me queres? Que importa! Queira-me mentindo!
Tua alma em minh’alma deleita, conforta...
Bem mais vale ver sempre fechada essa porta,
Do que ver-te partindo!
Ama-me, queira-me mesmo com fingimento;
Mesmo isenta de amor ou qualquer sentimento
E o peito não me abrindo.
Por mais falsa que sejas, se mentes, não importa!
Eu prefiro lhe ter assim frígida, morta,
Do que ver-te partindo...!
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Dá-me teu coração assim mesmo. Que importa!
Bem mais vale te ver assim gélida, morta,
Do que ver-te partindo!
Não me queres? Que importa! Queira-me mentindo!
Tua alma em minh’alma deleita, conforta...
Bem mais vale ver sempre fechada essa porta,
Do que ver-te partindo!
Ama-me, queira-me mesmo com fingimento;
Mesmo isenta de amor ou qualquer sentimento
E o peito não me abrindo.
Por mais falsa que sejas, se mentes, não importa!
Eu prefiro lhe ter assim frígida, morta,
Do que ver-te partindo...!
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sexta-feira, agosto 27, 2010
Casa mente
Nossa união foi um ato desunido,
Firmado com promessas de papel;
Testemunhado, nunca consentido;
E mascarado por um branco véu.
Confusos sentimentos, desprovidos
De verdades. O mais falso e infiel
Dos juramentos. Um coração fingido,
Querendo entrar num coração incréu.
Um teatro de dramas religiosos.
Comédia de um só ato descabido,
Representado por dois mentirosos...
... E desfilamos na desfaçatez:
Eu, tão soberbo, de ilusão vestido
E tu vestidas pela insensatez.
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sexta-feira, agosto 20, 2010
Rosa
A rosa que tu me deste
Humildemente murchou;
E eram rubras suas vestes,
Tão seca a rosa ficou.
E à rosa que tu me deste
Meu coração perguntou:
"_ Ó rosa porque te despes?"
E a rosa se desfolhou!
Quebrou-lhe a haste o destino
E o vento, num desatino,
As folhas secas levou.
Oh! Meu amor! Nossa vida
Foi como a rosa pendida,
Humildemente murchou.
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sexta-feira, agosto 13, 2010
Migalhas
Meu pobre coração esmigalhaste
E jogaste as migalhas pela estrada.
A vida que te dei abandonaste
E no meu peito não deixaste nada.
A minha alma tu despedaçaste,
Também pelo caminho foi jogada.
Só a saudade e a solidão deixaste
Nesta que foi nossa feliz morada.
OH! Meu amor! Quando tu foste embora,
Tão insensível, nessa mesma hora,
Deixaste-me jogado pelo chão...
... Quando quiseres me encontrar, querida,
Segue os rastos mortais da minha vida,
Segue as migalhas do meu coração...
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sexta-feira, agosto 06, 2010
Meu amor calado
Dizes que não te digo que te quero.
Que não declaro todo o meu amor
E que meu coração não é sincero
Pois fica mudo, como muda flor.
Reclamas que o silêncio é tão austero,
Que só denota muito desamor;
E que, calando, com o silêncio quero
Mostrar o quanto não lhe dou valor.
Pois lhe respondo que na natureza
Tudo tem vida, nada tem queixume,
E tudo vibra com total grandeza...
A luz é a voz que emite o vaga-lume...
... Precisa a lua declarar beleza?
Precisa a flor falar que tem perfume...?
E tudo vibra com total grandeza...
A luz é a voz que emite o vaga-lume...
... Precisa a lua declarar beleza?
Precisa a flor falar que tem perfume...?
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