quinta-feira, agosto 25, 2011
O tempo passa
quinta-feira, junho 09, 2011
Uma tarde com Jorge Durán
- Como diretor eu devo equilibrar o ritmo, tempo e o conceito do filme.
- Minha função como diretor é não atrapalhar.
- Você tem problemas com o roteiro? Vá dormir com ele.
- Diretores não tem tempo de ver filmes, eles vivem procurando onde está o dinheiro?
- Não fale sobre a sua idéia, isso vai gastá-la. Trabalhe ela dentro da cabeça e depois escreva o roteiro.
- Antes de escrever um roteiro para alguém pergunte: quanto dinheiro você tem?
sexta-feira, junho 03, 2011
L.S. Alves responde
Abaixo vão as perguntas e depois as minhas sugestões.
Carta para um amigo que morreu
Procurar centro espírita mais próximo. Por enquanto os Correios não entregam no além.
Conto custa uma viagem de avião de aracaju para santa catarina
Com certeza muito mais que uma boa gramática. Que por sinal você está precisando bastante.
Fazer uma macumba pra prender marido
Que eu saiba macumba ainda não dá cadeia. Quem sabe quando a bancada evangélica dominar o Congresso...
Fotolog amigo que morreu
I don't see dead people. Please try another blog.
Montanha russa debaixo d'água
Isso é só pra provar que eu não sou o único sequelado a pensar nisso.
Porque será que alves de nos entender tem gente que complica
A família Alves sempre foi complicada mesmo e não vai ser agora que vamos facilitar as coisas.
Quem tem medo de escorpião é o que?
Esperto.
Simpatia da 7 encruzilhada para ficar mais bonita
Saia de manhã cedo, antes do sol nascer e percorra 7 encruziladas, ida e volta 7 vezes. Se a feiura é causada por obesidade isso ai já resolve. Caso contrário consiga muito dinheiro.
Simpatias para prender o marido somente em casa
Acorde antes dele. E passe o cadeado na porta.
Uma simpatia pra ele vira a cabeça só pra mim
Compre travesseiro ruim. É torcicolo na certa.
Oraçao para o marido fazer tudo o que eu quiser
Vá ao petshop. Você quer um cachorro e não um homem.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
quinta-feira, maio 26, 2011
Lei obriga político a por filho em escola pública
Considero a proposta ótima, pois assim aproximaria as pessoas, que podem decidir e que nos representam, de uma realidade que eles não tem a mínima ideia ou simplesmente ignoram.
Hoje mesmo mando um e-mail pros dois senadores de Santa Catarina cobrando uma posição sobre o assunto. Sei que isso não é muito, mas já é melhor do que não fazer nada. Para conseguir o endereço eletrônico dos dois é só clicar nos nomes deles que aparecem aí em baixo.
Paulo Bauer
Luiz Henrique da Silveira
Pessoal vamos espalhar a proposta, twitter, facebook, orkut e no boca-a-boca mesmo. Quem sabe se ela fizer muito barulho, talvez vá em frente. E não esqueça de cobrar dos senadores do seu estado.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
quarta-feira, outubro 20, 2010
A favor de duas vidas
O que me motivou a escrever foi a minha leitura do texto “A favor de que vida?”, de Marcelo Rubens Paiva, publicado em seu blogue “Pequenas neuroses contemporâneas” e hospedado no sítio do jornal “O Estado de S.Paulo”. Marcelo provocou uma discussão calorosa entre os seus leitores, alguns com ataques raivosos. Tive a paciência de ler os comentários de seus leitores.
Antes de pensar na legalização do aborto, por que não valorizar a gravidez mesmo a mulher tendo 12, 30 ou 55 anos de idade? Existe vida boa ou melhor sem sacrifício ou sofrimento? O que é melhor: preservar a vida da mulher e do ser que está sendo gerado ou apenas a da mulher? Pensar no bem-estar da mulher e tirar o feto da barriga é um ato de egoísmo? Por que não criar incentivos para a mulher, seja menina, adolescente, jovem ou adulta, a continuar com a gravidez? Por que não ter clínicas ou ambulatórios médicos especialmente para as grávidas com todos os recursos que elas necessitam? Por que não construir casas das grávidas rejeitadas pelo seu meio social? Assim como existem campanhas sobre a importância do sexo seguro e da amamentação dos bebês, por que não fazer sobre a gravidez? De transformar a gravidez indesejada em desejada? Não quero banalizar dizendo: “Mulheres engravidem, pois vocês viverão uma aventura cheia de emoções!” Pretendo dar valor à vida de dois seres: a mulher e o bebê. Para mim, as piores banalizações seriam estas: “Esqueci da camisinha. Não faz mal, depois tiramos o feto”; “Não consigo pegar a camisinha. Tô com um tesão... Ahhhh... Depois eliminamos o bebê...”; “Esqueci de tomar o anticoncepcional. Não tem problema, podemos jogar fora o feto”. Confesso que doeu o meu coração escrever essas frases.
Apresentei muitas perguntas. Mesmo que o aborto seja descriminalizado, perguntarei de novo e surgirão novas dúvidas. Tento dizer aqui que o ideal, em minha opinião, é criar planos para valorizar a mulher grávida. Não me digam que vai envolver muito dinheiro para os planos serem colocados em prática. Prefiro ouvir assim: é preciso muita vontade e possível de realização.
Para terminar, convido a ler o texto a seguir, de autoria desconhecida, que recebi por email no ano passado.
"Certa mãe carregando nos braços um bebê, entrou num consultório médico e, diante deste, começou a lamuriar-se:
– Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
Indaga o médico:
– Muito bem... e o que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
– Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.
O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher:
– Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:
– Veja bem, minha senhora... para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer... Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.
A mulher apavorou-se:
– Não, doutor!!! Que horror!!! Matar uma criança é crime!!! É infanticídio!!!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, convenceu a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida. O crime é exatamente o mesmo e o pecado, diante de Deus, exatamente o mesmo."
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
sábado, julho 24, 2010
Os torcedores

Os brasileiros fazem o possível para assistir a uma partida de futebol, principalmente quando envolve o seu clube ou a seleção brasileira. É impressionante como eles acompanham passo a passo o seu time mesmo quando não há jogo. Durante a competição, torcem pela vitória do seu clube, xingam quem erra, cobram empenho do técnico e dos jogadores, gritam “goool”, cantam pelo seu time. Quando há vitória, comemoram com muita festa. Quando há derrota, abaixam a cabeça, desaforos são ditos aos atletas, técnico e/ou juiz, cobram mais empenho dos envolvidos nas próximas partidas. Até violência já foi usada, o que não é louvável. Os jogadores e demais profissionais do clube se sentem pressionados e obrigados a atender a expectativa dos seus torcedores. A mídia esportiva costuma enfocar muito no futebol, dando os mínimos detalhes das jogadas, das táticas técnicas, dos desempenhos de cada atleta, etc.
O desejo que os brasileiros têm para o seu clube de ganhar a partida ou o campeonato não é o mesmo em outras áreas da vida. Por que os brasileiros não fazem o possível para melhorar a educação, a saúde, a moradia, o meio ambiente e a segurança do país? Por que não acompanham passo a passo o que o governo faz na cidade, no estado e no país? Por que não cobram mais empenho dos governantes? Por que não se irritam e não se conformam com as ações corruptas dos políticos? Por que o amor à pátria só é manifestado quando o Brasil participa da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos? Por que os atletas ganham tanto dinheiro? É justo receberem mais salários do que um professor ou outro profissional que estudou por tantos anos? São muitas perguntas. No meu ponto de vista, algumas têm respostas. Falta ver que o futebol não é a única coisa boa da vida. Falta ter o comportamento de torcer, xingar, cobrar, gritar e cantar de alegria por vitória nas áreas como a da educação e a da saúde. Falta fazer com que as crianças não vejam somente o futebol como forma de ganhar muito dinheiro. Não sou torcedora de nenhum clube. Torço pelo Brasil. Não apenas pelo Brasil na Copa do Mundo ou nos Jogos Olímpicos. Pela nação com boas condições de vida e boas virtudes.
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
segunda-feira, julho 19, 2010
Joinville fora da linha
De volta ao lar pesquisei na rede sobre o serviço de telefones públicos em Joinville e encontrei várias matérias sobre o assunto aqui vão dois exemplos:
1 - Atitude em palavras
2 - Jornal Gazeta de Joinville
Segundo dados da Anatel o município dispões de 2753 telefones públicos. Destes, 08 estão localizados na Rua Otto Boehm e segundo a minha constatação pelo menos 50% dos telefones dessa rua estão inoperantes.
Ainda segundo a Anatel:
· Telefones públicos - nas localidades com mais de 300 habitantes, as concessionárias devem assegurar a disponibilidade de acesso a telefones públicos de modo que qualquer ponto esteja a no máximo 300 metros de um orelhão. Trata-se de uma medida geodésica, ou seja, são 300 metros em linha reta. Nessas localidades, os seguintes estabelecimentos poderão solicitar à concessionária da modalidade Local a instalação de um orelhão em seu recinto - o que deverá ocorrer em até sete dias:
- estabelecimentos de ensino regular;
- instituições de saúde;
- estabelecimentos de segurança pública;
- bibliotecas e museus públicos;
- órgãos do Poder Judiciário;
- órgãos do Ministério Público; e
- órgãos de defesa do consumidor.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
quarta-feira, março 31, 2010
Faça a coisa certa
Por isso que pra mim brigadeiro tem que ser bolinha. Misturar os ingredientes e serví-los numa panela, prato, bacia, etc. É servir um doce qualquer à base de chocolate. O que nem de longe retém a graciosidade de uma esfera achocolatada, coberta de chocolate granulado e suavemente depositada sobre uma singela forminha de papel. Isso sim é um brigadeiro. Que vem na dose certa pra se desmanchar na nossa boca. O que não tem nada a ver com o ato bárbaro, primitivo até, de comer com colher ou até mesmo com a ponta dos dedos.
Alguém pode argüir que dessa forma dá muito trabalho e que ser bolinha ou não é algo que não muda o sabor do doce. Mas e quanto a apresentação? Seriam os olhos indignos de receber um alimento minimamente trabalhado? Por que eles deveriam se contentar com uma massa escura e sem forma definida?
E antes que digam que sou preconceituoso, aviso logo que já comi o doce nas duas formas descritas neste texto e que minha opinião é baseada em experiências já vividas.
Resumindo: pra ser brigadeiro, tem que ser bolinha.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
quinta-feira, março 18, 2010
Detesto supermercados
Chocolates por todos os lados não me incomodam, mas por que cobrir os corredores com ovos de páscoa?
A - Beleza
B - Depósitos cheios
C - Crianças destruidoras
D - O simples prazer de assistir as pessoas altas andarem curvadas feito corcundas
Particularmente acredito que a última opção seja a verdadeira razão desse costume idiota.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Bottmann X Landmark
- "publicidade restrita", isto é, que o processo corresse em sigilo de justiça,
- a remoção do blogue nãogostodeplágio da internet, invocando o "direito de esquecimento",
- "antecipação dos efeitos da tutela de mérito", isto é, que a justiça determinasse a remoção imediata do blogue antes da avaliação do mérito da ação impetrada.
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu e-mail. É grátis!
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
O motivo da minha paixão
Aqui conto o porquê de gostar tanto de parques. Havia prometido isso no post Eu quero um parque. Então, a promessa está cumprida neste texto.
Em breve, completo quatro meses de minha volta a Joinville (SC). O retorno se deu por causa do meu novo emprego. É minha terra natal, mas me sinto estranha. Faltam muitas coisas para mim. Uma delas são os parques.
Sinto saudades de Floripa onde têm as coisas que não encontro em Joinville. É considerada a maior cidade do Estado de Santa Catarina. Maior que Floripa, a capital do Estado. Não estou sozinha. Muita gente quer parques em Joinville, inclusive um jornal da cidade está fazendo campanha desde o ano passado para que os moradores ganhem esse presente. Mais que um presente, vejo como um compromisso dos governantes, pois é uma necessidade do povo.
Toda cidade deveria ter parque, seja pequena ou grande. O L.S. Alves escreveu o post Parque Central de Caçador sobre a inauguração dessa nova e atraente opção de lazer no município localizado no planalto catarinense. Caçador é uma cidade menor que Joinville. Meus aplausos para quem conseguiu a realização desse feito. Espero que os moradores de Caçador estejam fazendo bom proveito do parque.
Sempre gostei de parque. Desde menina. Não me esqueço do Parque Infantil de Brasília onde meus pais me levavam com meus irmãos para passear e brincar. Lembro dos parques que conheci
Há parques em Joinville, mas não são os ideais. Parque do Morro do Finder, como diz o próprio nome, fica num lugar alto. Nem todos têm fôlego para subir o morro, inclusive eu. Jardim Zoobotânico é um lugar pequeno. Se quiser caminhar, também precisa subir morro. E, por último, o Parque Caieira fica muito longe e me disseram que está perigoso ir lá. Já perdi o caminho para chegar a esse lugar. No entanto, preciso ver como estão os parques hoje.
Bem, faço uma nova promessa. Desejo contar a vocês a visita que farei nos três parques existentes
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu e-mail. É grátis!
sexta-feira, janeiro 29, 2010
"Sonho de brasileiro"
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu email. É grátis!
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Gravidez
Essa pequena introdução é para dar uma noção de como sou e penso a fim de tratar sobre a gravidez, tema deste texto. Desde nova, vejo muitas mocinhas grávidas. Desde a adolescência, sei das inúmeras maneiras de evitar uma gravidez como o uso da pílula anticoncepcional e da camisinha. A informação sobre a possibilidade de não ter uma gravidez indesejada é expan
Certa vez eu e um grupo de colegas de trabalho conversávamos sobre o tema em questão. Um colega disse: “Elas fazem isso para não perder o seu namorado”. E ele comentou isso com base na reportagem que viu. Apesar de a garota afirmar que não esperava a gravidez, lá dentro da sua cabecinha era esse o seu desejo. Engravidar a fim de não perder o namorado não é estratégia usada somente pelas adolescentes, mas também pelas adultas. É o tal do “golpe da barriga”. Existem vários objetivos nesse golpe. Só para citar: um deles é casar com homem rico ou obter um bom dinheiro para criar o rebento. Outro é segurar o seu homem, tentar casar com ele por causa do bebê. Nem sempre os objetivos se mostram de forma explícita. A mulher esconde o seu jogo. São atitudes assustadoras.
Ter um bebê deveria ser um desejo do casal e não de um dos dois. Fico feliz quando um casal anuncia: “Queremos um filho”. Fico preocupada quando se usa o verbo no singular: “Quero um filho”. O outro deseja?
E quando acontece a gravidez indesejada? Não pensam ter filhos agora ou de jeito nenhum? Abortar o be
Se a gravidez não era planejada, procurem ver o lado positivo da situação. A vida está proporcionando uma nova experiência. Encarem esse novo desafio. Mas atenção: isso não significa que vocês dois são obrigados a se casar, ok?
No mundo dos famosos, muitas mulheres engravidaram em 2009. Percebi isso quando assisti a uma retrospectiva do ano passado na televisão. Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Fernanda Rodrigues, Samara Felippo... Fiquei aqui pensando: “Espero que isso não vire moda.” Ter filhos não é moda.
Enfim, gravidez deveria acontecer quando surgir o desejo do casal. Dessa forma, é possível planejar e preparar a cabeça e o coração para o novo desafio.
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu e-mail. É grátis!
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Decepções na praia
Certo dia, eu e minha amiga fomos à praia do Jurerê Internacional. Lá conhecemos uma simpática mulher acompanhada de seu marido e o filho de ambos. Em um determinado momento, eles saíram para almoçar. A esposa ficou conosco a fim de não perder o espaço onde colocou os guarda-sóis alugados. Afinal, a praia estava lotada de pessoas e quase não havia lugar para ficar na areia. Veio um grupo de rapazes estrangeiros, com idade entre 15 e 20 anos, que jogaram os seus pertences na areia ao nosso lado. Falavam espanhol. No verão, muitos turistas da Argentina, Paraguai e Uruguai costumam aparecer no litoral catarinense. Sem falar uma palavra à esposa, dois rapazes sentaram embaixo do guarda-sol onde estavam o filho e o marido. Ficamos observando-os e pasmas com a atitude dos meninos. A esposa, com educação e cuidado nas palavras ditas, informou que o marido e o filho logo iam voltar e que a família havia pagado pelo aluguel dos guarda-sóis. Ela explicou que o marido era um homem muito nervoso e não queria criar uma situação constrangedora. Os rapazes disseram que pagavam pel
Com tantas discussões e divulgações sobre a importância de cuidar do meio ambiente, ainda existem pessoas que não estão nem aí. Em dezembro, houve a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) e, infelizmente, os participantes não chegaram a um consenso em defesa da natureza.
Em minha opinião, existem duas casas: a interna e a externa. A interna é a residência onde você tem o seu banheiro, o quarto, a sala, a cozinha, etc. É o seu espaço privativo. A externa é o local de trabalho, o consultório médico, a praia, a floresta, o shopping center, o restaurante, a escola, a igreja, etc. É o espaço público. Para quê sujar a casa externa? Se você consegue manter a casa interna limpa, por que não faz a mesma coisa na casa externa?
Voltando à situação ocorrida na praia. Muitos pensam assim: “Ah, Lu, fica fria. Existem os funcionários q
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu e-mail. É grátis!
segunda-feira, outubro 05, 2009
Os pedintes
É difícil ficar um dia sem receber pedidos de doação em dinheiro, alimentos, roupas, materiais de construção, livros ou materiais escolares. Existem tantos impostos no Bra
Há diversas formas de esmolar. Podem ser feitas pessoalmente, por meio da televisão, rádio, jornais, internet, telefone ou carta. As entidades sem fins lucrativos que ajudam de alguma forma as pes
Doações. Muitas doações. Das pessoas que se dirigiam pessoalmente em minha residência, as falas eram muito rápidas e decoradas. Procuro não doar em dinheiro. Costumo perguntar qual é a finalidade. Se responde que é para comprar comida, ofereço o que tenho em casa em vez de dar dinheiro. Se são remédios, peço a receita para eu mesma comprar na farmácia. Nem todos aceitaram o meu oferecimento. Arrumaram uma desculpa e foram embora.
Certa vez, eu estava lanchando na rodoviária de São Bernardo do Campo (SP), enquanto esperava o meu ônibus. Veio em minha direção uma mulher que pediu dinheiro. “Pra quê?” Ela respondeu que estava com fome. Então, ofereci comprar os salgadinhos da lanchonete onde eu comia e ela poderia escolher o que quisesse. Surpreendentemente, ela disse: “Não quero”. Desejava um “prato feito”, composto de arroz, feijão, algum tipo de carne, batata-frita e saladas. Perguntei onde tinha isso. Respondeu apontando com o dedo indicador: “É só atravessar a rua que ali tem um restaurante com prato feito”. Não consegui ver o lugar direito. “Sinto muito, não posso sair da rodoviária, pois o meu ônibus pode aparecer a qualquer momento”. Ela foi embora e continuou a abordar outras pessoas. Se a mulher estava com fome mesmo, ela aceitaria comer qualquer coisa. Nunca se sabe qual é a verdadeira intenção das pessoas. Não dá para confiar 100%.
Falando em veracidade e confiança, nem sempre vamos saber se ajudamos de acordo com a história do pedinte. Uma vez a minha alma se alegrou muito para uma pessoa que mereceu ser ajudada. Estava de folga na casa de meus pais e havia visto na TV e no jornal sobre uma família que perdeu tudo o que possuía em casa num incêndio. Dias depois, apareceu uma mulher de bicicleta batendo palmas em frente à casa de meus pais. Lá fui eu atendê-la. Certamente era mais uma pedinte. Ela não pediu dinheiro. Necessitava de roupas e de qualquer coisa que eu não usasse mais. Era a mulher que eu vi na TV. Logo iniciamos um bate-papo. Doei minhas coisas. Em bom estado, claro. Pedi para ela voltar outro dia, pois minha mãe não estava em casa e poderia dar mais para ela. Graças ao que havia visto na TV e no jornal, eu tinha uma forma de checar que a história dessa mulher era verdadeira.
Não sou contra a doação. Sou contra ao excesso de pedidos de doações, pois isso mostra que o governo não faz a sua parte. Palmas para a Eliane Sinhasique por sua brilhante e corajosa carta. Está mais que na hora de cobrar mais do governo. E acompanhar as suas ações.
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu email. É grátis!
quinta-feira, outubro 01, 2009
Por que odeio Águas de Palhoça?
E o que a princípio poderia ser uma boa idéia revela-se uma grande lambança. Pra quem não sabe, a distribuição de água e o tratamento de esgoto em Santa Catarina eram exploradas pela Casam uma estatal que detia o monopólio sobre esses serviços. Um dia um iluminado sugeriu que seria melhor para os municípios que cada um tivesse sua própria compahia de abastecimento e tratamento. Ponto pra ele. É claro que o foco não era o bem estar público, mas a criação de mais um cabide de empregos municipais. Onde os caciques locais poderiam pendurar os seus capangas eleitorais.
A autonomia para gerir os recursos hídricos e aplicar as verbas de acordo com as necessidades da população e os ideais declarados, foram esquecidos imediatamente após a criação das companhias municipais.
Essa pequena introdução foi para mostrar como surgiu a companhia Águas de Palhoça. O fato de odiá-la deve-se a alguns pequenos fatos tais como minha conta de água ficou mais cara, não existe atendimento de emergência aos domingos, a manutenção é terceirizada e quando tu ligas em busca de auxílio uma empresa fica empurrando para a outra e ninguém assume a responsabilidade sobre nada.
E o meu caso foi bem simples, chuva torrencial no sábado e a tubulação de esgoto da minha rua entupiu. Embaixo d'água não havia muito o que fazer, por isso nem me estressei. Porém no domingo a chuva tinha parado e o esgoto vazava a céu aberto. Liguei para a empresa e me informaram que não atendiam esse tipo de emergência nos domingos e que a minha solicitação seria repassada aos responsáveis na segunda-feira. Segunda cheguei de tarde em casa e a situação continuava a mesma. Liguei novamente pra empresa e me disseram que existia uma única solicitação de conserto, feita pelo Fulano na tarde daquele mesmo dia. Espinafrei a atendente e reforcei o pedido de manutenção. Terça-feira entrei no site da companhia e registrei uma reclamação. Até o momento não houve retorno.
O problema só foi resolvido na tarde de terça feira. E é por essas e outras que eu odeio a Águas de Palhoça.
segunda-feira, setembro 21, 2009
Eu assumo os meus cachos
Estou gostando de ver as atrizes como a Débora Bloch e a Taís Araújo exibindo os seus cachos. Para mim, elas são muito mais bonitas assim do que com cabelos lisos. Eu entendo que elas já alisaram os seus fios por conta de seus personagens. Só não entendo o motivo das outras mulheres que não são atrizes ou modelos alisarem os seus fios. “Ah, Lu, é moda!” Sempre a moda. Muitas querem ser parecidas com as outras. Se você deseja chamar a atenção, a mim não vai conseguir. Em minha opinião, é como ver o mesmo mar. O mar de muitas cabeças com cabelos lisos. Olho para um lado e depois para outro, e parece que estou vendo as mesmas mulheres. Muitas delas com cabelos compridos. Lisos e compridos. Hoje noto que há mais cabeças femininas com cabelos crespos. Oh, que legal! Uma visão diferente.
Você já viu um homem alisar seus cachos? Pode até ter conhecido um assim, mas não é comum. Os homens não têm aquela “neura” de ter cabelos lisos. As mulheres deveriam seguir o exemplo dos homens. Exibir o que tem de natural. Se seu cabelo é liso, cuide dele e mostre a sua beleza. Da mesma forma, se o seu é crespo, cacheado ou ondulado, cuide dele e valorize a sua beleza. De vez em quando, pode mudar o seu cabelo por causa de alguma ocasião especial como uma formatura ou um casamento. Caso o seu cabelo seja crespo, alise só para participar dessa ocasião especial. Evite fazer isso sempre. Assuma o que você tem.
Eu tenho cabelos lisos, mas sempre quis tê-los cacheados. Minha irmã tem cabelos ondulados e queria que fossem lisos. Minha mãe disse: “Que tal vocês duas trocarem de cabeças?” Já fiz duas vezes permanente. Na primeira vez, os meus cachos ficaram lindos e combinaram com o meu rosto. Muitas vezes saí de casa sem necessidade de penteá-los. Uma maravilha para quem tinha preguiça de cuidar dos cabelos. Com o tempo, eles voltaram a ficar lisos. Na segunda vez, o resultado ficou um horror. Até hoje não sei exatamente o que aconteceu. A cabelereira foi a mesma. Nem ela conseguiu explicar o desastre. Aprendi a lição. Tenho que assumir os meus fios lisos. Hoje se quero ver meus cabelos de forma cacheada, uso bobes à noite e, no dia seguinte, tenho o resultado desejado. Ou então, como estou com cabelos longos, faço trancinhas e depois solto os fios que ficam ondulados.
Enfim, viva as mulheres que assumem os seus cachos! Viva as mulheres que assumem os seus cabelos lisos!
Pessoal, a ilustração foi feita pela jujucartoon especialmente para este texto. Conheça o blog da artista: http://jujucartoon.blogspot.com/
Lu Vieira
Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo esquerdo e receba mais posts no seu email. É grátis!
quarta-feira, agosto 19, 2009
O que é a beleza?
Depois de ler o post "Contemporânea beleza" da Lúcia não pude deixar de comentar e ai abaixo seguem minhas idéias sobre o assunto.
E a beleza? Está nos olhos/sentidos do observador? Está nos padrões estabelecidos da sociedade? Está incutida dentro do nosso DNA?
Creio que todas as alternativas acima estão corretas. Não de forma absoluta e estanque, mas numa mistura de fatores que nos diz o que é belo. Notem que estou retringindo o assunto a beleza física, campo no qual, acredito, não irei me perder, pois se formos partir para beleza ampla ai a peleja vai ficar feia e não creio que haverá muitos sobreviventes.
A beleza física baseada na simetria e "perfeição" das proporções do corpo foi aceita pelos e difundida pelos gregos. Mas o que se esconde por trás desse conceito? Um instinto genético que nos diz que corpos simétricos não apresentam má formação congênita o que indica grandes chances de reproduzir descendentes saudáveis. Dessa forma a genética estabeleceu as primeiras noções de beleza da antiguidade.
Mais recentemente o padrão de beleza ainda não tinha abandonado a simetria quando o padrão de beleza feminina era composto por corpos roliços e robustos. Será que armazenar gordura não é outra mensagem genética? Pode até ser, mas o que se observa é que nesse período a maior ameaça eram doenças como tuberculose, pneumonia, gripe, etc. E o que as pessoas daquela época observaram? Observaram que pessoas gordas tinham mais chances de sobreviver às doenças do que as pessoas magras. Nesse momento o meio ambiente decretou o padrão de beleza. Gordura significava a diferença entre a vida e a morte. E a busca da beleza nunca deixa de ser uma luta para superar a morte.
Nos dias atuais a beleza é o que se quer vender. Não interessa muito a saúde ou genética as leis são ditadas pelo mercado. De modo que se hoje ele quiser inverter o padrão ele conseguira. Apesar de toda herança genética e cultural adquirida através dos tempos hoje estamos diante de um padrão de beleza violento e excludente o qual acredito tem trazido mais problemas do que alegrias à humanidade.
Entretanto a democratização da informação trouxe à baila opções inúmeras que antes permaneceriam isoladas e características de seus locais de surgimento. A troca de informações possibilita o crescimento e a mutação desses conceitos dando surgimento a novas formas. O fato triste desta constatação é que toda essa informação e mistura ocorre em nichos que apesar de se conectarem mundialmente localmente apresentam-se estanques.
De fato agora é esperar pra ver se o futuro próximo nos trará um rompimento com o padrão vigente ou o perpetuará por mais um século.

