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segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Sob o signo de peixes

Ontem era o último dia do mês e tudo o que posso dizer é como o tempo voa. O dia nublado e ventoso não convidava à praia como a maioria das pessoas concebe a ideia. Mas nossos planos eram mais específicos e não dependiam de um céu de brigadeiro. Melhor até que o dia fosse nublado. Partimos de manhã cedo para catar berbigão na praia do sonho. Porém a maré alta frustrou nossos planos até as 13:00 da tarde. Enquanto a maré não baixava tivemos tempo de conhecer um pouco mais a casa de nossos anfitriões. Foi lá que nos deparamos com um pequeno lago artificial nos fundos do quintal. Ali vários tipos de peixes de várias cores e tamanhos moviam-se de um lado para outro. Não resisti, saquei o Moto G e registrei algumas imagens. Realmente o lago é uma presença tranquilizadora no ambiente doméstico.




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quinta-feira, janeiro 21, 2016

Símbolos em Balneário Barra do Sul


Coisas do começo de 2016. Dia três eu estava em Balneário Barra do Sul curtindo o domingão. De tarde fomos à praia dar uma caminhada e ver o movimento. Mesmo não sendo um céu de brigadeiro as areias estavam lotadas. Famílias, jovens, surfistas havia de tudo um pouco. Não tava muito a fim de mergulhar então aproveitei pra sentar, observar e registrar algumas primeiras impressões do ano. E daí eu me pergunto: será que as imagens da rua querem me dizer algo ou não há coincidência alguma com símbolos encontrados? Sei lá. De qualquer modo gostei das imagens captadas.




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terça-feira, janeiro 19, 2016

Bar Escadinha - Cinelândia - RJ


Depois de um dia inteiro batendo pernas pelo centro do Rio de Janeiro, visita ao Theatro Municipal, Confeitaria Colombo, comércio e tudo mais, o que queremos  mesmo é voltar pra casa. Mas, aí você olha pro celular e vê que são 18:00 e que o engarrafamento do centro a Jacarepaguá tá comendo solto. Entre ir e não ir a solução foi ficar. E ali na Cinelândia até tínhamos o Amarelinho para conhecermos, porém preferimos nos arriscar no Bar Escadinha. Uma opção interessante se você é o tipo de pessoa sem frescura e que gosta de se aventurar além dos roteiros turísticos habituais.
O bar é minusculo. Mas ganha amplitude usando o calçadão onde está localizado para instalar mesas e cadeira para receber os clientes excedentes. Optamos por ficar no calçadão à sombra de uma marquise. A Heineken a R$ 10,00 chegou gelada e foi servida em copos americanos, os típicos copos de boteco. No cardápio opções diversas de aperitivos, desde sacanagem até jiló. Pra agradar a filha resolvemos não arriscar e pedimos meia porção de salame R$ 20,00 serviu tranquilamente três pessoas. Apesar da aparência desleixada do lugar o banheiro feminino ganhou destaque positivo da avaliação da minha irmã, que é bem exigente no quesito limpeza.
Resumindo tudo, recomendo o Bar Escadinha localizado na rua Francisco Serrador, 90 que também é conhecida pelo carinhoso apelido de Beco da Cirrose.





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segunda-feira, março 09, 2015

Domingo no Sítio Nona Lurdes

Autor: Edy Comerlatto
Placa Sítio Nona Lurdes
Domingo foi dia de pegar as estradas e dar um bordejo por Santa Catarina. O plano era almoçar no Sitio Nona Lurdes - Pousada e Restaurante. Mas, se os planos são linhas retas as execuções mais parecem novelos de lã. Antes de sequer chegarmos a São João Bastista já estávamos parados num desses pontões de estoque de sapatos que prometem milagrosos descontos de até 50% do preço. O problema é encontrar algo que seja bom, bonito e que esteja com o tal desconto. Depois de andar bastante atrás da esposa e da filha em dois pontões elas conseguiram achar dois pares de sandálias a preços acessíveis. Nessa brincadeira de caça ao tesouro gastamos uma hora de vida. Por favor, entendam, mesmo sendo o dia internacional das mulheres, fazer compra de sapatos não é um programa válido para homens. Pelo menos eu não acho a mínima graça. nisso. O melhor de ter parado nesses pontões foi coletar informações sobre como chegar ao restaurante. Eu confesso, sai de casa sem saber ao certo como chegar lá.

Autor: L.S. Alves
Fazendo novas amizades
Graças as informações coletadas chegamos sem problemas ao Sítio Nona Lurdes, mas não se assustem o lugar é fácil de encontrar o caminho é bem sinalizado e é próximo ao asfalto. Não dá nem tempo de ter pena do carro de tão curto que é o trecho percorrido na estrada de barro. Chegamos ao restaurante por volta das 11:30 que é o horário que eles inicial a servir o almoço. O local tinha poucas pessoas e foi fácil escolher uma mesa ao lado da janela. O buffet de saladas é bonito, sortido e fresco. As comidas quentes ficam ao lado. Lasanha de palmito, nhoque de queijo, aipim frito, polenta, polenta frita, galinha caipira, macarrão, arroz, feijão e até pirogue tinha. Nos servimos e começamos a comer. O garçom nos trouxe coca-cola 290ml de garrafa de vidro, o que pra mim indica a dispensa de copo, pois nesse caso o modo ideal de beber é direto no gargalo. Dez minutos depois de chegarmos já havia um movimento forte no restaurante. E ao meio dia ele estava lotado e o pessoal começava a dar os nomes para o recepcionista colocar na lista de espera. Terminei a refeição com um descente, mas não excelente pudim de leite. Minha esposa foi de sagu e também não reclamou.

Autor: L.S. Alves
Liz no balanço
Terminado o almoço fomos para a área externa desfrutar do terreno arborizado e aconchegante que faz parte da pousada. Do lado de fora há inúmeras cadeiras a disposição, mas se você estiver com uma lombeira um pouco mais forte, acredite isso não é vergonha alguma depois da refeição oferecida, você pode optar por deitar-se na rede. Também há muitas delas espalhadas pelo terreno. As crianças podem correr à vontade, ou brincar no balanço ou simplesmente queimar suas energias batendo num saco de areia que tem ali por perto. Fora isso tem mesas e cadeiras suficientes para atender as pessoas que já almoçaram e querem relaxar quanto para acolher aqueles que chegaram e esperam por uma vaga no restaurante.



Autor: Edy Comerlatto
Só as meninas
Caso sua digestão solicite uma caminhada, não se acanhe e leve as crianças pra passear e ver os bichinho que o sítio tem. Coelhos, galos, galinhas, patos, cavalos, aves exóticas, leia-se pássaros que eu não sei o nome. Quem fez sucesso em nos chamar a atenção foi essa simpática avestruz. Tanto sucesso fez que insistimos em tirar fotos com ela. O meu receio de tomar uma bicada era evidente. Não achei muito seguro chegar perto dela, mas foi super tranquilo. Tanto é que a Edy mesmo de brinco não teve problema algum pra ser fotografada com o bichinho. E como vi esses dias em algum lugar da internet, aqui, selfie pra valer a pena tem que ter bicho junto.

Autor: L.S. Alves
Esse é o verdadeiro bico de pato
Autor: L.S. Alves
Como tirar selfie com Avestruz
Resumindo tudo, um passeio gostoso, comida gostosa, não é caro, buffet livre a R$ 29,00, o local é agradável e acolhedor. E para aqueles que quiserem o local também é uma pousada, este lado não exploramos, mas creio que seja bom também. Se regular pelo restaurante, vai valer muito a pena. espero que um dia vocês possam experimentar.


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terça-feira, janeiro 20, 2015

Reflexo de JK no Memorial dos Povos Indígenas


Há algum tempo eu participo de uma página no facebook, Diário Refletido, dedicada à fotografia de reflexos. Quem puxou essa ideia e criou o projeto foi a Larissa Lisboa que é uma blogueira, fotografa, jornalista etc lá de Alagoas. A fotografia de reflexos não é uma área que eu domine. Mas às vezes surge algo que sinto-me capaz de registrar, seja lá qual for a máquina que tenho em mãos. Neste caso esta de folga em Brasília e notei que de dentro do Memorial dos Povos Indígenas conseguia-se observar a estátua do presidente JK no memorial que leva o seu nome e que fica do outro lado da rua.  Hoje vou submete-la à página e espero que aceitem minha foto. Pra variar minha companhia nessa aventura foi o valente Moto G que tem sido um fiel companheiro sem ter me decepcionado até agora.


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quinta-feira, dezembro 04, 2014

Lago em Petrolândia


E o começo de dezembro foi generoso para com os meus olhos. Guiado por amigos chegamos ao município de Petrolândia no alto vale do Itajai. A cidade em si não despertou minha atenção. Até porque passamos por ela muito rapidamente. E subimos a serra em direção à Represa Perimbó. A serra ingrime e com costões rochosos à mostra já é por si só uma atração. Mas o melhor de tudo está mesmo lá no alto.
Lá em cima a estrada corre ao lado de um lago de aproximadamente 0,75 quilômetros quadrados que abastece uma usina hidrelétrica. Cercado de pinheiros que garantem sombra e abrigo o lugar é belo em todas as direções em que se olhe. Aqui e ali espalhados ao longo da beira do lago observamos famílias e grupos de amigos pescando ou simplesmente passeando. Por mais que o local convide à pesca e a mesma seja autorizada, o uso de embarcações é proibido, pelo menos foi o que eu pude constatar nas diversas placas espalhadas pelo caminho.

Impossível resistir ao apelo fotográfico do local. Dediquei um bom tempo a disparar cliques e mais cliques na beira do lago, na mata, na estrada, sobre a ponte, etc. Claro que muitas fotos não ficaram boas, mas como acredito que a prática é o que constrói o talento me esforcei para capturar um pouco da essência do local.




Enquanto caminhávamos e descobríamos o local o pessoal já sonhava e planejava um retorno com direito a acampamento, pescaria e cerveja. Como mesmo na primavera o local é fresco e agradável creio que não teremos incomodo maior no verão, pois na pior das hipóteses imagino que o local possa ter mosquitos, maruins e outros insetos, o que se consegue evitar com uma boa fogueira e uma porção generosa de repelente.

Caso alguém queira saber quanto se paga para entrar no local, até o momento em que escrevo a entrada é franca.



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domingo, novembro 30, 2014

Uma janela em Chapadão do Lageado


Porque hoje o meu dia começou assim. Tomando café da manhã no sítio e apreciando a paisagem pela janela. Enquanto ouvia o canto dos canarinhos e saboreava o salame, cucas, pão de milho e mel eu tinha certeza de que este seria um dia cheio de alegrias e beleza. 
E agora, no momento em que estou escrevendo posso afirmar que meus pressentimentos estavam corretos.







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segunda-feira, novembro 03, 2014

Memorial das nações indígenas

E no mesmo dia em que estive no Memorial JK aproveitei para conhecer o Memorial dos Povos Indígenas. Um fica de frente para o outro. Cercado de árvores que trazem em si anéis com os nomes de alguns povos indígenas o prédio desenhado por Niemeyer é belo e convidativo. A entrada é franca e há liberação para tirar fotografias. Os banheiros limpos, os funcionários são atenciosos e a água é gelada.
A exposição começa no alto e segue em aspiral descendente até chegar ao centro do memorial. Durante a descida podemos apreciar diversos objetos oriundos das mais diversas tribos do Brasil, tais como jóias, cerâmicas, cocares, cestas, etc. Além deles estão expostas diversas fotografias sobre a cultura dos povos nativos, desde guerreiros lutando huka-huka a crianças brincando no igarapé sem esquecer é claro o cinto decorado com balas Icekiss.
Um passeio que recomendo a todos, mas principalmente para quem tem crianças, pois as mesmas irão gostar de conhecer um pouco mais sobre os primeiros habitantes do nosso país.


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sexta-feira, outubro 31, 2014

Decadência urbana em Brasilia


"Brasília é uma ilha" pelo menos era isso que os Paralamas do Sucesso diziam. Se estavam certos ou não? Não sei dizer. Conheci pouco ainda da cidade. Uma volta pelo planalto, torre de TV, estádio Mané Garrincha e uns três bares diferentes. Gostei do que vi. Acredito que dei muita sorte nessa viagem. Praticamente todos os dias cai uma chuvinha pra refrescar a situação. Por isso tenho sofrido muito pouco com o calor daqui. 
No dia da minha caminhada em direção ao planalto cruzei com essa fachada lateral. Não resisti e registrei com o celular mesmo. Afinal além dos olhos isso é o que me resta no momento. Hoje pela manhã passei pela terceira vez em frente a este hotel abandonado. Dizem que faz coisa de dois a três meses que o mesmo está vazio. E confesso que tenho uma enorme vontade de primeiro invadi-lo com uma câmera na mão para fotografá-lo e depois invadi-lo novamente com uma equipe de filmagem pra fazer ali um curta de terror. Sonhos, sonhos e mais sonhos. Mas para não ficar apenas na vontade saquei novamente o celular e registrei alguns momentos da decadência deste gigante. 
Até o momento o que posso falar é que as pessoas que conheci, os lugares que vi e as comidas que provei estão fazendo valer cada momento dessa viagem.


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quarta-feira, outubro 22, 2014

Céu de Anitápolis

Conforme prometido neste post aqui, eis aí o resultado da minha aventura no interior de Anitápolis-SC.  O acesso até a cidade está todo pavimentado e sinalizado, garantido uma viagem tranquila e com belas paisagens. A noite das fotos estava fria e agradável. O tempo foi um misto de céu aberto com períodos fechados e outros parcialmente nublados. Quando abria eu corria pro tripé e começava a disparar a máquina. Quando encobria eu retornava pro galpão e participava do churrasco que o pessoal estava promovendo. Entre um e outro gole de cerveja metia a cabeça pra fora em busca de sinais positivos no firmamento. Como foi a minha primeira vez com esse tipo de fotografia eu estraguei um monte de fotos, mas algumas me agradaram bastante. Agradaram o suficiente pra me deixar com um gostinho de quero mais. E realmente tenho vontade de em breve me embrenhar num cantão qualquer do interior e novamente apontar minhas lentes para o céu a fim de captar um pouco da beleza do universo.

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quinta-feira, julho 14, 2011

São Miguel do Oeste

Depois de muitos anos sem pisar em São Miguel do Oeste, estive nessa cidade por quatro dias em junho para passear e rever os parentes do lado materno. A cidade é onde a minha mãe nasceu. Atualmente, vivem nesse município não tão pequeno a minha avó, que completou 94 anos de idade recentemente, a minha tia e seu filho e o meu tio e sua esposa. Enfim, são cinco parentes morando no oeste catarinense.

Na infância e adolescência, viajava com a família para São Miguel do Oeste durante as férias escolares. Gostava de ir quando era criança. Havia crianças para brincar, livros para ler na casa da minha tia, rio para pescar peixes e mato para se aventurar. Foi na estante de livros da casa da minha tia que tive o primeiro contato com a história de “Pollyanna”, de Eleanor H. Porter. Até hoje o considero como um dos meus livros prediletos.

Eu me lembro de uma brincadeira que curtia muito no jardim ou no mato. Pegar barro na mão para colar nos troncos das árvores ou formar um objeto como um prato cheio de brigadeiros. Na adolescência, não escapei do comportamento de ser uma “aborrecente”. Não queria ficar por muitos dias em São Miguel do Oeste.

Eu sempre gostei de morar em cidade grande. São Miguel do Oeste sempre foi uma região minúscula para mim, mas hoje já não é tão pequena. Ela tem o seu encanto como o sossego de andar pelas ruas largas e tranquilas. Enquanto caminhava, constatei que o respeito aos pedestres ainda existe nesse município.

A cidade possui muitos morros. Do alto, há uma visão deslumbrante da cidade, principalmente da edificação enorme com estilo futurístico da Igreja Matriz São Miguel Arcanjo. Na área da catedral, tem uma réplica da primeira igreja da região feita de madeira em tamanho reduzido.

Ao lado da catedral, está a Praça Walmir Bottaro Daniel, o lugar que mais gosto de ir. Além de andar pelos seus arredores, eu me diverti bastante em ver os meus três sobrinhos brincando no parquinho, observando o chafariz e explorando cada pedaço do lugar. Na praça existe também a bela Estátua do Desbravador, feira de ferro em homenagem a força de vontade do povo que desbravou a região antes coberta de mata fechada. A praça também serve de palco para as comemorações e festas do município.

Não pude fotografar mais e melhor a beleza da cidade por causa da forte neblina. No retorno para Joinville, tivemos um grande susto, porque o carro onde eu estava estragou. Graças a Deus, tudo se resolveu bem!

Lu Vieira

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terça-feira, maio 31, 2011

Casa da Cultura Mário Quintana



Novamente dei o ar da minha graça em Porto Alegre no mês de maio. Melhor dizer que Porto Alegre deu o ar da graça dela. Fiquei quase uma semana na companhia da minha querida amiga Léo que vive lá. Conheci alguns shoppings e visitei novamente os lugares que gostei bastante nas outras ocasiões como o Brique da Redenção e o parcão (Parque Moinhos de Vento). Adorei conhecer a Casa da Cultura Mário Quintana. Que história maravilhosa que a casa contou e mostrou para mim!

Antes de se transformar em centro cultural, funcionou o Hotel Majestic nas décadas de 1920 a 1980. O nome faz jus ao que era. Agora é uma casa da cultura majestosa. Tudo é majestoso. História majestosa. Arquitetura majestosa. Arte majestosa. Pessoas majestosas como Mário Quintana, Érico Veríssimo e Elis Regina que têm os acervos históricos apresentados em seu espaço majestoso.

Quando o Hotel Majestic foi para a venda, a população pediu a preservação dos traços originais da edificação. Ela a via como patrimônio cultural. Aconteceu da mesma forma com o Mercado Público da cidade. Fiquei admirada com a atitude do povo em lutar para manter os edifícios históricos do jeito que estão e passar por cuidados como a restauração. Em julho de 1980 o Banrisul adquiriu o Hotel Majestic. O negócio foi realizado a fim de tornar possível o governo do Estado do Rio Grande do Sul comprar o imóvel posteriormente, pois não tinha verba suficiente em valor real na época. Nas mãos do governo em 1982, o prédio do Majestic ganhou valor histórico e virou um centro cultural. E recebeu o nome de Mário Quintana, em homenagem ao poeta e tradutor de língua francesa, gaúcho de Alegrete, que viveu no hotel entre os anos de 1968 a 1980.

No dia da visita vi tantas coisas. Faltou tempo para olhar com calma cada canto do local. Fotografias, livros, pinturas, gravuras, plantas, objetos que eram do Hotel Majestic... Sim, é mais um lugar que vale a pena visitá-lo várias vezes. Dá para tomar café, comprar lembrancinhas numa loja, ver cinema e teatro, observar o centro da cidade. Frequentar um dos cursos oferecidos. Ah, não sou moradora de Porto Alegre para ir as aulas. Eu me diverti em ver as plantas numa banheira. Duvidei da cadeira de papelão. Achava que não iria suportar o meu peso e eu ia cair no chão. Eu me enganei! Pude sentar nela e ver fotografias que passavam sucessivamente numa tela. Gostei muito de uma pintura retratando o Mário Quintana.

Para finalizar este texto, nada melhor que mostrar um poema de Mário Quintana. Trata-se de “O Mapa”. Com vocês, as palavras do Mário Quintana (1906-1994):

O mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

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domingo, maio 29, 2011

Piquenique no Parque Ecológico Córrego Grande

Sim a vida é bela. Pelo menos às vezes. E hoje foi uma dessas vezes. Um glorioso dia de sol,  céu azul e tempo quente, especialmente para um dia de outono que é sempre uma estação que nos guia para o caminho da melancolia a fim de prepararnos para a tristeza que acompanha o inverno. Os 24ºC casaram perfeitamente com as nossas intenções de realizar um piquenique no Parque Ecológico do Córrego Grande. Chegamos as 10:30 e nesse momento o minusculo estacionamento já estava pra lá de lotado então tivemos que deixar o carro numa das vias laterais e ir andando até lá. Dentro da Ilha de Florianópolis o Parque é uma ilha de natureza no meio da selva de pedra. Aves, macacos, coelhos, tartarugas e plantas, muitas plantas. Um lugar para limpar os pulmões e descansar os olhos. Nos domingos tai-chi-chuan para as pessoas. As crianças podem se divertir correndo pelo lugar ou brincando no parquinho. 

As trilhas limpas e organizadas, os lagos e os animais proporcionam um agradável passeio capaz de fazer esquecer que estamos numa grande cidade. E em meio a esquecimento que bom é poder estender a toalha sobre a grama, num canto protegido sol e ali fazer uma refeição entre amigos.

Entre as tantas atrações do parque uma que me encantou, e as crianças também, foi esse xilofone em forma de espinha de peixe. Para cada espinha um pequeno sino que as crianças podiam badalar a vonttade. Não preciso explicar que esse foi um dia feliz e que essa é uma experiência que pretendo repetir. Afinal está na hora de viver um pouco mais fora de casa. A cada dia que passa as pessoas de nossa sociedade se trancam mais e mais. E queiramos ou não a vida está lá fora.

 
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sexta-feira, maio 27, 2011

Não me hospedo mais no Hotel Fazenda Boqueirão

Graças a um desses sites de compras coletivas consegui uma estadia num hotel fazenda de Lages a um preço bom numa época que considero muito adequada.O mês de maio é frio o bastante pra justificar um passeio no topo do planalto.

Saímos de Palhoça às 06:20 de 16/05 com 15ºC em direção a Tubarão. Lá saímos da BR-101 em direção a Serra do Rio do Rastro. A menor distância entre dois pontos pode até ser uma linha reta, mas não quer dizer que seja a mais divertida. A subida da serra foi tranqüila apesar chuva e da neblina. O que prejudicou bastante a vista das paisagens exuberante que o caminho tem.  A sensação que tínhamos era que estávamos a caminhos do céu numa estrada de nuvens.
Almoçamos no restaurante Snow Valley R$ 10,00 livre por pessoa. Comida caseira gostosa à beira da lareira e depois uma xícara de chocolate quente pra rebater.

O planalto é lindo com seus rios, fazendas, pedras, maçanzais e pinheiros. Os olhos não se cansam da paisagem. Aves e outros animais também ajudam a enriquecer a experiencia de quem se aventura pela região serrana.

O Hotel Fazenda Boqueirão apresenta uma bela estrutura e funcionários muito atenciosos. Passeios a cavalo, trilhas, pesca, quadra de tênis, futebol, piscina aquecida um bom salão de jogos e um passeio numa bandeirante transformada em micro ônibus. Num desses passeios pelo mato encontramos duas pinhas caídas. O nosso guia não perdeu a oportunidade e mostrou-nos como se faz uma sapecada de pinhão. Juntamos grimpas, galhos secos de araucária, debulhamos o pinhão. Joga o pinhão sobre a grimpa, cobre com mais grimpa e toca fogo. Deixa queimar, afasta as cinzas e come. Fica melhor que pinhão assado na chapa do fogão a lenha. Além de tudo ainda tínhamos ao nosso dispor a deliciosa culinária da região. Polenta, quirera, sopa campeira, entrevero, morcela escura, morcela branca, etc.


E tudo seria perfeito se o celular da minha esposa tivesse retornado conosco ao final da viagem no dia 18/05. Mas não foi o que aconteceu. Após fechar a conta fomos ao centro de Lages comprar pinhão para levar pra casa e abastecer o o carro. Nesse momento demos falta dos nossos celulares que ficaram um tanto esquecidos nessas férias. Encontrei o meu e comecei a ligar pro dela. Ele chamava, chamava e eu não conseguia ouví-lo nem nas malas ou em qualquer lugar do carro. Pensamento óbvio, ficou no hotel. Quando cheguei lá o celular já não chamava mais. Dizia que o telefone estava indisponível. Revirei o quarto e não encontrei o telefone. Expliquei o caso na recepção e fomos embora. Eu ainda acreditava que poderia estar dentro de uma das malas. Só no caminho me toquei que o celular estava chamando, mas quando chegamos no hotel ele estava desligado. Sendo que eu o carregara no dia anterior o desligamento não era por falta de bateria. Alguém o desligou. Ao chegar em casa liguei para o hotel expliquei novamente a situação e avisei que aguardava um retorno. Até o momento não ligaram nem mandaram e-mail. Se achassem eu gostaria de recebê-o de volta. Se não acharam um pedido de desculpas seria muito bem vindo.
Por essas e outras que digo não se hospedem no Hotel Fazenda Boqueirão.




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quarta-feira, abril 13, 2011

Voando de avião




Voar de avião é descobrir uma visão diferente e magnífica da terra, do mar e do céu. Olhando do alto do céu, a terra e o mar ficam semelhantes a uma pintura de quadro. O mar, os rios e os lagos parecem não se mover. As cidades são rabiscos e figuras geométricas. As cores da terra são fascinantes. Predominam o verde e o marrom. As águas estão entre o azul e o verde. As nuvens parecem de algodão. Ou colchão branco e confortável convidando para deitar nele. E o nosso planeta não é mesmo quadrado.

Difícil descrever tudo o que já vi e senti voando de avião. Duas coisas eu digo: voar de avião é uma experiência que todos deveriam ter e impossível não agradecer a Deus pelas maravilhas dadas a nós. Uma grande pintura que Deus nos presenteou para cuidá-la e viver dentro dela.

Não viajo constantemente de avião. Gostaria muito que fosse assim. Tenho certeza de que jamais me cansaria de admirar a vista de cima. Não me lembro de exatamente quando foi a minha primeira vez. Mas me recordo bem de uma parte da minha história nas alturas. Tinha cerca de seis anos de idade. Havia gostado muito de ganhar potes de margarina e de geleia em miniatura quando fomos servidos pelas comissárias de voo. Achei-os tão fofos e pareciam ser para as minhas bonecas. E depois me lembro de eu falar várias vezes e de forma teatral e pausada: “O avião vai cair. O avião vai cair...” Devo ter dito isso para amedrontar a minha mãe que tem pavor de altura. Gostava de assustá-la só para ver a cara e a reação de medo dela. Ainda gosto.

Anos atrás perguntei ao meu pai o motivo de eu dizer aquilo. Ele respondeu que o tráfego aéreo estava muito intenso e o nosso avião deu voltas na região do aeroporto de São Paulo antes de pousar. A mãe não ficou com medo? “Não. Ela estava tranquila com os seus irmãos. Você estava assustando mesmo os outros passageiros.”

Essas são as únicas lembranças da minha infância com o pássaro gigante. Somente aos 30 anos de idade voltei a estar dentro do avião numa viagem para São Paulo e noutra ocasião para Brasília. As imagens deste post foram registradas durante a minha viagem de Florianópolis para Aracaju em janeiro deste ano.

Lu Vieira

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quarta-feira, março 23, 2011

Uma noite no paintball

Dezenove foi noite de paintball. Fui lá pra ver o que a escuridão me reservava. O pessoal do trabalho estava bem agitado desde a tarde. Depois do expediente juntamos as famílias e fomos para o Bigua Paintball. A idéia do passeio surgiu graças a um desses sítios de compras coletivas. Alguém viu, achou legal e convidou os outros e no fim fomos todos juntos. Foi bem fácil achar o lugar.

Chegando lá ouvimos as instruções, dividimos o grupo em dois times. Um com quatro integrantes e outro com cinco. Das esposas que foram somente uma participou do jogo. As outras ficaram conversando e cuidando das crianças. Quando entramos em campo já era noite e mesmo o luar não ajudava muita coisa na hora de iluminar o cenário.

Depois que o juiz apitou pudemos atirar a vontade e esconder-nos o quanto pudéssemos. Vendo os outros jogarem o negócio até parece fácil, mas quando é você que está lá dentro e as bolinhas de tinta voam por todos os lados percebe-se que o buraco é muito mais embaixo. E que sobreviver é sempre o primeiro objetivo independente da missão a ser realizada. Enfrentando obstáculos do terreno, chuva, fogo inimigo e a escuridão passamos momentos divertidos e dolorosos também, pois muitos receberam tiros a queima roupa.

O jogo foi divertido e amistoso. Com muita adrenalina e emoção. O resultado final foi muitas roupas sujas, suadas, hematomas, dores musculares e várias pessoas interessadas em repetir a brincadeira.

O campo e os marcadores eram legais, mas pra trocar de roupa só havia um banheiro minúsculo para os homens e outro para as mulheres. Não vi lanchonete ou qualquer outra coisa para distrair as pessoas que não estavam jogando. Tirando isso e o ataque que os mosquitos fizeram na platéia o passeio foi bem divertido. A próxima reunião deve ser em abril só que em outro estabelecimento.

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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Museu da PUC de Porto Alegre



De Aracaju fui para Porto Alegre. Sim, novamente na capital gaúcha. Em novembro de 2010, a minha amiga Léo havia dito: “Você tem que conhecer o museu da PUC!”. Naquela ocasião, pensamos em aparecer por lá numa segunda-feira. Mas era o dia que estaria fechado. Quando fui embora, repetiu: “Na próxima vez, você tem que ir ao museu da PUC!”. Percebi o quanto ela desejava que eu fosse lá, pois me pareceu que ficara frustrada por não me levar quando estive em novembro.

O tal museu se chama Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (Pontifica Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Em janeiro, conheci o lugar. Entendi o significado do desejo dela. Ela sabia que eu ia gostar muito. E gostei mesmo. O museu é fantástico. Insuficiente ver tudo em apenas um dia. Almoçamos no restaurante da PUC, onde as comidas são preparadas pelos estudantes de Nutrição. Excelente a própria faculdade dar oportunidade de eles experimentarem a futura profissão. Todas as cozinhas estavam presentes: chinesa, italiana, japonesa, brasileira, etc. Todas servidas em buffet. Ah, difícil escolher o que comer. Em vez de experimentar outro cardápio, repeti a mesma comida. Delícia! Não dava para comer apenas uma vez.

O museu é muito interativo. Olho, leio e interajo. Um ótimo aprendizado. Cada objeto exposto, posso usá-lo, testá-lo e ver qual é e entender o seu resultado. Parabéns para quem faz o museu existir! Foi usada muita criatividade nele. Lá estão todas as disciplinas que aprendemos na escola. Língua portuguesa, matemática, física, química, história, geografia, biologia. Pensei: “Se eu fosse uma adolescente prestes a fazer o vestibular, iria estudar lá uma semana antes das provas.”

Na terça-feira, a minha amiga foi trabalhar. Sim, eu me mandei de novo ao museu da PUC! Já tinha dado uma rápida olhada na história de Florence Nightingale no sábado. E na terça-feira, soube mais sobre essa fascinante mulher, considerada a fundadora da enfermagem moderna. Nascida numa família de classe rica da França que não considerava a enfermagem apropriada para uma dama, Florence só foi estudar a profissão desejada depois dos 30 anos de idade. Quando jovem, não quis ter o mesmo destino de muitas mulheres do seu tempo: casar e ser uma esposa submissa para ficar em casa. Teve conflitos com a sua mãe. Vale muito a pena ler mais aqui.

Pesquisei na internet a fim de saber se há algum livro contando a história de Florence e não achei. Creio que está faltando alguém escrever sobre a “Dama do Lampião”, como ela se tornou conhecida por socorrer os feridos da Guerra da Criméia de 1854, muitas vezes, com um lampião na mão. Se um dia escrever uma biografia na forma de livro, gostaria de fazer sobre a Florence Nightingale. Na falta de um livro, o que encontrei foi um filme sobre ela aqui. Desejo assisti-lo.

Então, termino dizendo: se vierem para Porto Alegre, vocês tem que visitar o museu da PUC! Logo na entrada, vocês verão no alto da parede: “Grandes e admiráveis são tuas obras, ó Senhor! Ap. 15:3”

A seguir, as fotos de Florence Nightingale na forma de boneca em tamanho real exposta no museu. Ao fundo, o quadro representando a Guerra da Criméia. Clicando nas fotos é possível ler os painéis.




Lu Vieira

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sábado, fevereiro 19, 2011

Mangue Seco


Depois do meu dia maravilhoso no cânion de Xingó, tive mais um passeio marcante. Foi em Mangue Seco, o primeiro lugar que pisei na Bahia. Fica a 110 quilômetros de Aracaju. É a última praia no extremo norte do litoral baiano, fazendo divisa com o estado de Sergipe.

Para chegar às praias e rios de Mangue Seco, eu e a minha amiga Geilze fomos de escuna. Logo a Geilze fez amizade com duas moças simpáticas, a Mariana e a Alcione. Mal chegamos em Mague Seco, os rapazes já estavam a nossa disposição para nos conduzir de buggy. Há muitas dunas e ir com esse tipo de transporte é uma excelente opção para conhecer mais o lugar. Pegamos um de cor amarela e... Iupiii! Huhuhuuu! A nossa adrelina subiu. Um passeio emocionante. Durante o trajeto, paramos em alguns pontos da região. Ah! Também havia inúmeros coqueiros! Bebi muitas águas de coco.

A beleza de Mangue Seco já foi retratada na novela “Tieta”, veiculada pela TV Globo e inspirada no romance “Tieta do Agreste”, de Jorge Amado. Nas dunas eu me transformei na própria Tieta. As minhas acompanhantes fizeram a mesma coisa. Gostei de ver que é um vilarejo sem resorts e hotéis luxuosos. O que há são pousadas, pensões e casas de aluguel. A maioria dos moradores trabalha com o turismo da região como, por exemplo, os rapazes que dirigem buggy. Enfim, um vilarejo simples, mas muito encantador.

Paramos numa das praias da região. Como o mar onde ficamos era perigoso, entrei na água só para me molhar, sem ir ao fundo. Depois caminhei e tomei banho de sol. O almoço com frutos do mar não foi muito delicioso. Com certeza, há outros lugares melhores se procurássemos mais. No fim do dia, o rapaz do buggy já nos esperava para guiar de volta ao local onde estava a nossa escuna. Eu e as três moças dividimos o custo do passeio de buggy no valor de R$ 70,00. Experimentei pela primeira vez e fiquei com um desejo... Um dia pretendo pilotar um buggy.

Enfim, o meu dia termina com mais um passeio que valeu a pena. Mais um para a minha linda história de viajante.

Lu Vieira

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