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sexta-feira, abril 15, 2016

Sonhos Nº 19. Pesadelo na faculdade.

Essa noite tive um pesadelo com a faculdade. Nada muito assustador, mas de qualquer forma um tanto quanto frustrante, ainda mais porque só estou no segundo semestre do Tecnólogo em Produção Multimídia. Mas vamos lá, do que se trata o sonho?
Estou na sala de reuniões debatendo com o corpo docente do IFSC Campus Bilíngue Palhoça a importância de retirar da grade curricular a disciplina de Projeto Multimídia Bilíngue. Visto que a mesma está presente em todos os seis semestres da graduação ocupando uma carga de 80 horas aula por semestre e necessita de um conhecimento que os alunos não dispõem, pelo menos não até chegarem ao quarto semestre. O chato desse pesadelo é que no sonho assim como na vida real o meu esforço é em vão, e isso que a mudança jamais iria me afetar, pois não dá pra mudar o curso no meio do caminho. Essa proposta só melhoraria a vida dos calouros.
De qualquer forma levarei minhas considerações aos dirigentes do curso, vai que passa um anjo e diz amém.

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sexta-feira, julho 31, 2015

Sonhos Nº 18. Fotógrafo morto.

Noite difícil. Sonhando que era fotografo e buscava uma lente. Havia um ar de desespero nessa corrida. Lentes riscadas. Mas o problema maior era a presença de fantasmas ou espíritos. Creio que a fotografia tinha algo a ver com notar a presença deles. Coisas de quem assiste filmes orientais de terror e joga Fatal Frame. Mas o bizarro e angustiante de tudo isso é que la pelas tantas percebi que o fantasma era eu. Um morto correndo por aí com uma câmera na mão e cheio de dúvidas se estava vivo ou morto. Na verdade não havia dúvida, eu estava morto, só queria provar pra mim mesmo que ainda estava vivo. Talvez daí o desespero maior. Saber que está morto e tentar de todos os meios provar que está vivo.
Não foi uma boa noite de sono.

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segunda-feira, março 02, 2015

Sonhos Nº 17. Cinema no almoço

Autor L.S. Alves
Bacalhau com batata
Sonhei que estava em um restaurante no sul da ilha, ali pros lados do Pântano do Sul. depois de almoçar peguei a comida que sobrou e fui pagar a conta. No meu prato ainda tinha aproximadamente um meio quilo de de alimento.  E a conta ficou em torno de uns quarenta e cinco reais. Pedi pra embrulhar as sobras pra viagem e paguei a conta bem assustado com o total. Quando recebi o troco me surpreendi com pequenos rolos de celulóide 35mm já revelados que vieram junto com o dinheiro. olhei-os contra a luz, mas não fui capaz de entender que eram aquelas imagens. O caixa me disse que eram os fotogramas do meu prato de comida. Perguntei o que eu iria fazer com aquilo. Ele me olhou com cara de enfado e disse que eu poderia montá-los da forma que eu quisesse. Fui embora com os fotogramas na mão.


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segunda-feira, maio 07, 2012

Sonhos Nº 16. Homicídio à francesa

Sonhei que estava numa sala de jantar com uma mesa enorme. Ali estava sentado um senhor. Em algum momento ele pede pra tomar o seu remédio. Eu mais alguém colocamos em sua boca uma pílula e algo que parece uma jujuba. Possivelmente a jujuba era veneno. O homem morre. Eu e um casal que eram meus cúmplices fugimos da mansão.
Na estrada, nossa rota de fuga , à direita, estava engarrafada. Podia ser um acidente mas, também podia ser a polícia em busca dos assassinos. Saímos à esquerda em um minicooper com teto solar.
No caminho, lindas paisagens. Campos verdes com lagoas e pequenos bosques. Coloquei o tronco pra fora do teto solar. Do lado direito um monte coberto de grama verde. Nele havia vários aviões multicoloridos em miniatura. Deveriam ter entre um e um metro e vinte de envergadura. Cada um era fixado no solo por uma fina haste. Espalhados sobre o monte formavam um lindo jardim. A beleza embargou minha garganta. Lágrimas vieram aos olhos.
Depois disso chegamos a uma fazenda. A sede ficava no meio da subida do morro. No sopé havia dois troncos caídos um sobre o outro. Ali no meio estava o nosso chefe. Um coelho branco e gordo. Estava bravo conosco. Acho que tínhamos feito algo errado em relação ao assassinato. Quando ia começar a brigar conosco um dos troncos deslizou e matou-o.

Fim


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quinta-feira, junho 30, 2011

Sonhos Nº 15. Perdido em Fortaleza

Sonhei que andava pelo bairro portuário de Fortaleza. Procurava uma quitinete pra morar. Ao que parece eu tinha ido lá para estudar. Numa espécie de cortiço, no final do corredor de muitas portas uma mulher gorda, branca e mau acabada estava sentada num vaso sanitário. Ela me disse que ali não havia vagas.
Fui para outros lugares, outras ruas.

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quarta-feira, junho 15, 2011

Sonhos Nº 14. Descendo numa escada de plástico

Na madrugada de hoje, tive um estranho sonho. Bem, qual sonho não é estranho? E curto. Sonhei que estava dentro de um shopping center. Havia deixado o carro no estacionamento coberto do shopping. Quando estava indo para as escadas, uma dúvida passava pela minha cabeça. Qual andar devo ir? Eu parecia não saber o que ia fazer no shopping ou eram tantas coisas a fazer que não sabia por onde começar. Usava short jeans e regata de algodão e calçava tênis. Olhei para os inúmeros andares de baixo e decidi descer. Fui em direção a uma escada. Ela era muito diferente. Parecia ser suspensa e era estreita e feita de plástico grosso de cor bege. Não havia alguns degraus de modo que eu precisava esticar bem as minhas pernas até alcançar o próximo degrau existente. Sentia um frio na barriga. Quando eu já tinha descido bastante, houve um balanço forte e me deparei com uma moça subindo a mesma escada. Ficamos uma olhando para a outra. Ela falou uma frase que não consigo mais me lembrar qual era. O balanço continuou mais forte, estiquei mais a cabeça e vi muitas pessoas subindo a escada atrás da moça. Percebi que havia muitos degraus faltantes e as pessoas faziam muito esforço. O espaço de um degrau para o outro era bem maior. Virei a cabeça e vi que ninguém descia da escada. E agora? Creio ter sido essa a frase dita pela moça. Senti um grande cansaço e que seria eu a subir todos os degraus de novo. Gritei “não” chorando e acordei.

OBS.: Diante de um morro ou escada, prefiro subir a descer. Dias atrás tive pela primeira vez dor nos joelhos. A dor aconteceu quando desci os morros de Floripa. Subir não dava dor. No dia da consulta ao ortopedista em Joinville, eu me sentia curada. Mesmo assim fui ao médico. Ele me examinou e disse que possuo bom alongamento e não era para acontecer a dor que tive. Exemplificou na prática a maneira provável da causa da dor. Não precisei fazer nenhum exame. Graças a Deus!

Lu Vieira

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terça-feira, junho 14, 2011

Sonhos Nº 13. Sonhando com Benjamin e Lukács

Walter Benjamin e Georg Lukács me perseguem. Pelo menos em meus sonhos. Estava na sala 213 do bloco I do CCE na UFSC. Tinha um trabalho sobre Benjamin e Lukács pra apresentar. No meio da sala havia um fusca azul. O motor do carro começou a funcionar e a professora de estética do cinema dizia, deixa funcionando que é pra gente poder comparar depois com o ...
Ai acordei e notei que tinha um caminhão betoneira parado na frente de casa às 05:00 da manhã.
Dessa história só consigo extrair um significado, tenho que entregar logo os trabalhos sobre esses dois. Pelo menos se quero voltar a dormir em paz.

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quarta-feira, março 30, 2011

Sonho nº 12 - Dançando no céu

Entre janeiro e fevereiro tive um lindo, profundo e marcante sonho. Considero o melhor até o momento. Nunca sonhei com imagens tão nítidas. Foi um sonho curto. Usava um vestido, mas não me lembro mais da cor e do cumprimento. Eu era mais nova. Com poucas nuvens, o sol brilhava e não dava para sentir os seus fortes raios como nos dias de hoje que precisamos nos proteger com protetor solar e óculos escuros. Havia flores e animais pastando. Eu via tudo isso no céu. Eu voava no céu em pé indo para cima ou para baixo. O meu voo era uma dança. Movimentava os braços, saltitava e girava no ar. Quando voava para cima, eu me sentia tão feliz. Em um determinado momento, parei de me movimentar, comecei a descer e me deu um medo grande. Logo ouvi uma voz masculina, serena e tranquila: “Estou com você”. E eu subia dançando e uma alegria imensa preenchia o meu ser. Outra vez começava a descer e a mesma voz disse: “Não tenha medo. Estou com você”. Novamente subia. Quanto mais ia em direção ao céu, mais paisagens apareciam na terra. Às vezes, descia de novo a fim de me testar. Quis sentir se o medo voltava. E subia novamente. Depois parei e fiquei rodopiando, abrindo os braços, balançando a saia. Acordei. “Por que acabou? Estava tão bom!”. Fiquei em silêncio e pensando com admiração no sonho que tive. Chorei e agradeci ao meu Pai do Céu por ter tido um sonho tão maravilhoso. Refleti bastante e conclui que pode se tratar da minha busca por coragem e segurança. E Deus dá a coragem e a segurança. Coragem para lutar pelos meus sonhos e segurança nos meus atos.

Lu Vieira

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segunda-feira, março 29, 2010

Sonhos nº 11. Portas fechadas

Há um sonho que não esqueço até hoje. Os meus sonhos não costumam ser bons ou são extremamente confusos. Imagens estranhas e bagunçadas. Se me lembro deles, dificilmente desejei que fosse realidade. Muitos anos atrás eu tive este sonho:

Estava dentro de uma casa imensa. Parecia ser um castelo e ficar numa floresta. Eu andava tranquila nos corredores da casa. Muitos corredores. Muitas portas. O lugar era escuro. Quando eu passava pelas portas, elas fechavam sozinhas sem barulho. Antes de fechar, percebia uma pequena claridade branca e intensa. Não havia ninguém na casa. Somente eu. As portas que fechavam não me incomodavam. Eu continuava andando. À medida que o tempo passava, meus passos aumentavam. E as portas cerravam mais rápidas e ruidosas. Elas faziam isso de acordo com a velocidade do meu andar. A tranquilidade que eu tinha deu lugar ao desejo. Queria ir para o outro lado da porta. Mesmo com esse desejo, elas continuavam fechando. O desespero tomou conta de mim. E eu corria e corria. De repente, parei diante de uma enorme porta aberta de onde saía uma forte luz branca. Fui em direção a ela. O meu desejo para entrar era grande. Quando dei mais alguns passos, a porta fechou de forma estrondosa. Aí eu acordei.

Lu Vieira

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quarta-feira, março 10, 2010

Sonhos Nº 10. Montanha russa dentro d'água

Sonhei que estava no Rio de Janeiro. Era como se estivesse dentro de uma propaganda ou reportagem sobre a nova sensação do verão. Uma montanha russa dentro de um parque aquático.


"Nesse verão só o que te pega pelo pescoço é a Murissoca."


Este era o slogan do novo brinquedo. E o que a Murissoca tinha de diferente fora o nome? Ela era uma montanha russa dentro d'água.


No começo tive uma visão do alto e o parque aquático era igual a todos os outros. Depois eu estava sentado no primeiro carrinho da composição. A água da piscina chegava a altura do tórax, quase encobrindo os ombros. Os carrinhos partem. O looping é legal. Depois disso ela retorna ao nível normal e então é hora de submergir. Prendo a respiração e a Murissoca vai pro fundo d'água. É azul e confortável. Antes, bem antes de perder o fôlego adentramos um túnel. O teto em semi circulo é liso e reflete a água que é iluminada por lâmpadas submersas. Entre a água e o topo do túnel há uma distância de uns 60 centímetros. É possível respirar, mas tenho medo de que uma marola jogue água no meu nariz durante uma inspiração. O túnel é azul ou verde, cor de água e brilhante e límpido, mas ali em baixo não é tão confortavel assim.




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terça-feira, setembro 30, 2008

Sonhos. Nº 09

Brincava num monte de areia. Talvez tivesse uns dez metros de altura. Não sei ao certo. Comigo um rapaz que devia ser meu irmão e mais um homem que eu não sei quem era.
Além de escalar a montanha de areia eu ainda me preocupava em segurar um caderno em forma de fichário.
O garoto e eu conversávamos sobre coisas sem importância enquanto nos equilibrávamos na areia que sob nossos pés e mãos deslizava morro abaixo e assim tentava levar-nos para o fundo.
Chegou à hora de descer do monte. Apanhei um punhado de areia ergui a mão e disse:
- Vou alimentar o sol - creio que estava pensando quanta energia estava contida naqueles grãos de areia.
Lá embaixo encontrei uma criança. Ela era pequena e tinha cabelos pretos. Teria no máximo quatro anos de idade. Não dissemos nada. Ela era minha irmã. Sentei no chão, coloquei-a no colo e a abracei. Então senti o amor tomar conta de mim. Era algo que quase se podia tocar. Nesse momento chorei. Chorei aos soluços. Chorei de alegria e de amor. Posso dizer que chorei assim, pois isso já me aconteceu uma vez na vida.
E assim entre o amor e as lágrimas de felicidade eu acordei.

quarta-feira, julho 23, 2008

Sonhos Nº 08. Florianópolis submerge.


Um dia escuro. As nuvens tempestuosas escondem o sol. Água por todos os lados. O vento varre o mundo com gotas do tamanho de pedras. O frio soma-se a isso tudo tornando minha situação ainda pior.
Corro em direção ao mangue. Sei que se há uma chance de salvação é lá que irei encontrá-la. Escondida entre os galhos, folhas e raízes aéreas. Atrás de mim está a estrada, vazia e cinzenta. De fato tudo está cinzento. Mesmo a paisagem assume essa tonalidade depois de ser filtrada pela tempestade.
Sei o que está acontecendo. O processo já se iniciou. Não tenho idéia do porquê, entretanto tenho certeza de que a ilha está afundando e que não há nada que possa ser feito para impedir esse evento. Ela não irá desaparecer um pouquinho a cada ano. Isso acontecerá celeremente. Em poucas horas ela será completamente engolida pelo oceano desde a primeira praia até a última casa. Depois disso não haverá aqui sinal algum da sua existência.
Fujo em busca da minha sobrevivência. Corro por dentro do mangue. Corro até o momento que o solo firme fica pra trás. Meu ritmo diminui. Meus pés afundam na lama exigindo grande esforço para libertá-los e executar o passo seguinte. Estou pesado demais. Gordo demais. E esses quilos vão finalmente afundar-me de vez. Mesmo encharcado sinto o suor brotar em abundância. A respiração ofegante e o cansaço ancoram meu corpo no mesmo lugar.
Quando a idéia de naufragar com ilha e tudo assumia uma feição de verdade absoluta avisto uma canoa escondida entre as raízes à frente. Com um movimento misto de rastejar e nadar avanço pelo atoleiro até alcançar a minha salvação.
Depois disso despertei.

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terça-feira, julho 01, 2008

Sonhos. Nº 07

Hoje sonhei que viajava até a Amazônia para regatar/buscar uma menina. Meu pai estava ao meu lado. Estamos numa casa de madeira, em pé na cozinha e a menina corre por toda a casa. Ela tem cabelos escuros e cacheados. Apresenta-se alegre e saudável. Como todas as crianças em meus sonhos ela se parece muito com a minha filha, mas ela não é minha filha.
Deixamos a criança e saímos da casa pra caminhar pelo quintal. Cruzamos a cerca e chegamos a um campo cultivado com flores pequenas e simples. Elas são de uma coloração de tons bege e marrom. A iluminação e a própria paisagem lembra uma pintura de calendário. De fato sinto como se tivesse sido incluído dentro de uma pintura. As flores se espalham em todas as direções. Espalhadas ao longo da estrada vemos algumas casas aqui e ali, entretanto nada muito aglomerado.
Não sei por que de repente chegamos à conclusão de que aquele lugar era a Venezuela.
Continuamos caminhando até encontrarmos uma velha, magra, enrugada, de vestido, avental e lenço na cabeça. Ela está à beira da estrada e grita algo para nós. Nesse momento surge o som de um caminhão que obstrui qualquer tentativa de diálogo. Quando o veículo vai embora posso ouvir o que ela diz:
- ¿Dónde es la Iglesia?
Simplesmente aponto meu braço na direção correta e acordo.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Sonhos. Nº 06



Um dia de sol e céu azul à beira-mar. Brisa fresca da baía aplaca o calor e torna tudo mais gostoso. Na orla uma casa aqui outra ali. No meio da praia algumas pedras modificam a paisagem. A areia é branca e as pequenas ondas quebram com suavidade. Perpetuando aquele som monótono, cíclico, perpétuo e calmante.
De baixo da varanda aprecio a paisagem. Ao longe pequenas canoas de pesca deslizam suavemente. Na areia algumas pessoas dedicam-se aos seus afazeres diários. Todos trabalham. Não há pessoas brincando.
Sinto um tremor sob os meus pés. E vejo uma nuvem de poeira erguer-se detrás de uma pedra e logo em seguida ser levada pelo vento. As pessoas largam seus afazeres e correm em direção a origem da nuvem. Vindos d’água e areia aproximavam-se daquele lugar que minha intuição gritava não ser um local seguro.
Como em uma erupção vulcânica o chão explodiu lançando ao ar pedras, terra e pessoas. Claramente vi dois homens cruzando o céu vindo para o meu lado da praia. As pernas e os braços estavam moles e se agitavam no ar. O choque com a água foi violento. Por um instante fiquei ali, em pé, parado e atônito. Um homem que estava dentro da água tirou-me do meu estado de torpor quando começou a correr para resgatar as pessoas que haviam caído do céu.
Corri em direção ao mar. Chapinhei na água. Por fim pulei e nadando da melhor forma que pude saí em busca dos desaparecidos. Com os olhos fechados atirava meus braços em todas as direções buscando agarrar um membro qualquer. Quando o fôlego já estava começando a faltar e eu ia desistir peguei um canela. Pra minha surpresa ela ainda se mexia. Ou seja, havia um sobrevivente. Infelizmente não era bem essa a verdade. De fato eu acabara de agarrar a canela do outro cara que ajudava no salvamento.
Desistimos. Saímos do mar e fomos ligar pros bombeiros. Passou-se um tempo e logo os corpos surgiram. Trazidos pelas ondas oscilavam na beira da praia. Observei dois homens brancos, levemente queimados da explosão. Os corpos apresentavam manchas brancas, circulares de aproximadamente um a dois centímetros de diâmetro. Pude ver que aqui e ali apareciam cracas como aquelas que se desenvolvem em pedras e cascos de navios. Por último fiquei mais instigado ainda quando notei que em alguns pontos dos corpos cogumelos em forma de orelha tinham crescido. Os cadáveres eram estranhos e interessantes ao mesmo tempo. Confesso que fiquei fascinado com a aparência deles. Fiquei ali, observando-os por um longo, longo tempo.
O sonho acabou quando estava embarcando num ônibus pra ir embora.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Sonhos. Nº 05


Sonhei que havia sido contratado para escrever uma novela mexicana. Uma daquelas com heroína de longos cabelos cacheados e que usa muitos vestidos floridos. Comecei a escrever a história. Dei um início bem sofrido e choroso como é praxe nesse tipo de drama.
Vejo as cenas em minha mente como se assistisse a um filme. A protagonista dançando e girando feliz. Depois sentada chorando com o rosto entre as mãos. De repente as coisas mudam totalmente. Some a protagonista e vejo vários pássaros voando por toda parte. Eles bicam e arranham as pessoas. Há corpos pelo chão e as aves estão se alimentando deles. Pelas ruas caminham pessoas apáticas assemelham-se a mortos vivos. Eles param. E agora nenhum deles tem olhos. Órbitas vazias e negras são o que vejo.
Tem um homem de terno cinza. Ele está em pé no meio da rua. Ele não tem cabeça e nem mesmo um pescoço. O colarinho da camisa cerca um buraco escuro. Aves estão bicando em volta do buraco. Então de dentro do buraco sai uma revoada de diversos tipos de aves.
Depois disso eu acordo.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Sonhos. Nº 04


Esta noite sonhei que estava num lugar parecido com uma revenda de carros. Havia mais três pessoas comigo. Então vejo um escorpião cinzento andando pelo chão. Ele tem aproximadamente nove centímetros. Está agitado, com as pinças abertas e a cauda levantada. Dá pra ver que ele quer confusão. Decido matá-lo antes que ele ataque alguém. Tento pisá-lo uma, duas vezes. É em vão o meu esforço, pois ele é rápido e sempre se esquiva. Tento uma terceira pisada, mas ele se esquiva e acerta o ferrão no peito do meu pé. Uma, duas, três vezes. Não sinto dor. Não nos três primeiros segundos. Então vertiginosamente meu pé começa a escurecer e inchar da ponta dos dedos até o meio do pé. Uma bolha roxa escura. Lembra um pastel colocado na banha quente estufou praticamente de imediato. Ele foge...
Agora estou num mercadinho próximo a minha última residência. O mesmo escorpião. Ou outro idêntico. Quem sabe. Ele está saindo da lateral do refrigerador da coca-cola. Ele passa na minha frente. Pego um pacote de fraldas de 28 unidades e jogo em cima dele. Ele saiu caminhando sem ter acusado o golpe. Agora ele está em cima de uma prateleira. Ameaçador ainda. Mas jogo produtos nele e ele é esmagado. Sai uma gosma, pegajosa, mas ele continua se movendo. Jogo mais coisas nele até que vire uma pasta melenquenta e disforme. Antes de sair do mercado converso com a dona pra que ela Dedetize o lugar.
O ridículo é que nessa discussão falávamos que os animais tinham se escondido no mercado por que eles gostavam de lugares frios. E eu tenho quase certeza que isso não é característica de escorpião.

sexta-feira, junho 15, 2007

Sonhos. Nº 03


Sonhei que eu estava no Nepal. E o Nepal era um país da áfrica, governado por um poderoso ditador/presidente. Eles possuíam a 5º maior frota aeronáutica do mundo.
Nisso estamos no congresso onde o presidente do congresso, um homem negro, opulento e vestido nitidamente está recebendo um visitante. O visitante um tipo nórdico/germânico. Branco com as faces vermelhas. O político estende a mão para cumprimentar a visita. O alemão diz:
- Acho que é isso que vocês querer dizer com dar una dentada. - e tasca uma mordida no antebraço do negão.
Nessa hora comecei a rir e acordei.

sexta-feira, abril 06, 2007

Sonhos. Nº 02


Não sei o que estava sonhando. Possivelmente era algo sem importância. Mas eu acordei. E isso foi importante. Porque eu estava sonhando e de repente ouvi gritarem meu nome. Então despertei. Imediatamente esqueci o que se passava no sonho. Em minha mente ficou apenas a sensação pesada deixada por aquele grito de mulher. Um grito de quem precisava de ajuda. Levantei e busquei meu relógio. Eram duas horas da manhã. Em casa todos dormiam. A rua estava deserta. Quem me chamou? Por quê? Será um aviso? Alguém precisa da minha ajuda? Não sei dizer. Não sei o que pensar. Por enquanto vou deixar esse assunto de lado. Mas que foi estranho. Ah! Isso foi.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Sonhos. Nº 01

Sonhei que estava andando de bicicleta por uma estrada de barro no meio da mata atlântica. Atrás de mim seguia minha família. No alto da subida encontramos máquinas, tratores, árvores derrubadas e homens trabalhando numa obra que impedia nosso progresso. Larguei minha bicicleta e mandei a família seguir adiante. Caminhando em sentido contrário a obra cheguei a um casarão branco, de teto muito alto. Tinha janelas que tomavam paredes inteiras. E todos os ambientes eram muito amplos. Ali as pessoas vestiam branco havia um balcão de atendimento e ao lado pessoas sentadas em longarinas. Percebi que se tratava de um posto de saúde. Era o maior posto de saúde que eu já tinha visto em toda minha vida. Por um tempo vaguei por lá totalmente perdido. Mesmo assim não falei com ninguém até que por fim achei a saída e lembrei o que tanto eu buscava. Eu estava em busca do demônio. Não o demônio o diabo. Mas sim um pequeno demônio. Menos poderoso. Mas com poder suficiente para realizar três desejos. Fossem eles quais fossem. Saindo prédio voltei pra estrada. E logo o avistei sobre um monte de barro numa curva do caminho. Tinha aproximadamente uns oitenta centímetros de altura, vestia uma capa de chuva igual a dos detetives particulares dos filmes e usava um chapéu também. Corri até ele e o agarrei. Não esperei e fui logo cobrando meus desejos.
- Eu quero ser muito rico. Isso milhões de reais. Eu quero saúde e ah! Depois eu faço o último. – ele olhou dentro dos meus olhos. E o seu olhar era amedrontado e estranho. Aqueles olhos enormes. Esbugalhados.
- Mas eu não posso. Eu não tenho mais esses poderes.
- Eu não quero saber. Você está querendo me enganar. Vou torturar você até ter os meus desejos atendidos. - e eu sacudia aquele corpo magrelo em minhas mãos. E sentia como ele era frágil e indefeso. Eu precisava de dinheiro. E estava pensando seriamente e fazê-lo sofrer.
- Não me machuque. Eu tenho filhos. Eu tenho uma família. – começou a implorar explicando que vivia em situação ruim. Que não tinha mais poderes. Que estava na pior. Ouvindo tudo aquilo. Eu ali com meus dedos sentindo aquelas costelas cobertas apenas pela fina pele cinzenta. E um peso que poderia ser de uma criança de dois anos. Pensei o que estava pensando fazer. Torturar por dinheiro um pobre diabo pai de família.
Então com vergonha de mim mesmo acordei.