quarta-feira, abril 06, 2011

Concurso - Prêmio: livro "Uma história de Grande Porte"

Os leitores deste blogue conheceram um pouco do que se trata o livro “Uma história de Grande Porte”, de Roberta Fraga, por meio da resenha do L.S. Alves e da entrevista feita com a autora. Que tal ganhar o livro em questão? Julgamos ser importante que a leitura seja compartilhada por todos. Por isso estamos oferecendo o nosso primeiro concurso tendo como prêmio o livro da Roberta Fraga.

Se tem filhos, sobrinhos, crianças em sua volta ou você, adulto, gosta de ler literatura infantil, participe do concurso. Ganhando o livro, leia junto com os pequenos. É um ótimo momento para ouvir o que eles vão falar e dar as orientações necessárias. Como participar? Escrevendo uma frase sobre criança no espaço destinado ao comentário deste post. Informe também o seu email no comentário para que possamos solicitar o seu endereço a fim de enviar o livro.

O prazo para concorrer é até o dia 4 de maio e anunciaremos o ganhador no dia 9 de maio. Participe!

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terça-feira, abril 05, 2011

Rapsódia em Agosto

E o meu primeiro dia de aula foi mais interessante do que eu esperava. Logo na entrada duas opções de filme pra analisar. Infelizmente o Mazzaropi, Casinha pequenina, que a professora trouxe não pode ser usado por causa do sistema de som da sala que não permitia ouvir claramente os diálogos. Ficamos então com a segunda opção e fomos de Akira Kurosawa.
Rapsódia em Agosto foi lançado em 1991 e conta a história de quatro crianças que passam as férias de verão com a avó enquanto seus pais vão ao Havaí visitar um possível parente rico. A vovó, uma sobrevivente da bomba de Nagasaki, vive isolada no campo e não acredita que o homem do Havaí seja realmente um de seus numerosos irmãos. As crianças não parecem muito adaptadas à vida que a idosa leva e sonham juntar-se aos seus pais na viagem. Reacionários a princípios os jovens vão pouco a pouco sucumbindo ante a paciência, boa vontade e narrativas da anciã. Como pano de fundo temos a história de Nagasaki e a bomba atômica, evento que mudou a vida da vovó ao fazer-lhe viúva ainda jovem e que ao longo do filme é mostrado de diversas formas.
O que eu mais percebi no filme foi a forma como a idosa aproximou-se dos netos e através deles conseguiu atingir os filhos. Os pais das crianças foram criados num Japão dominado pelos americanos e onde estavam proibidas as manifestações culturais que valorizassem as tradições japonesas. Tornaram-se uma geração que apesar de ter recentemente sofrido um duro golpe desferido pelos americanos, ainda assim desejava tornar-se igual aos seus opressores. Prensados entre a mãe e os filhos eles começam a rever algumas atitudes e pensamentos que estavam em desacordo com o que a matriarca da família esperava deles.
Também observei como a cidade de Nagasaki é sempre mostrada como uma paisagem queimada e sem vida, mesmo sendo uma grande cidade o diretor faz questão de tirar-lhe a humanidade. Enquanto na casa da vovó há árvores, arroz, água, enfim, vida.
A professora ressaltou-nos a fragmentação das imagens, tudo no filme é fragmentado, não há paisagens inteiras, não há grandes visões. Cortes secos e câmera fixa são mais características desse filme.
Um filme bonito, com uma história rica em interpretações e simbologias. Vai agradar as pessoas que tem mais paciência para assistir um filme. Mas é um bom programa pra quem não tem medo de refletir depois que as luzes se acendem.



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segunda-feira, abril 04, 2011

Eu e o cinema na UFSC

Para quem convive comigo não é novidade alguma a minha paixão pelo cinema. Então a notícia de que hoje será a minha primeira aula na UFSC não causará surpresa. Consegui me matricular nas matérias "Estética do Cinema" e "Narrativa Cinematográfica".
Não sou calouro, mas poderei arrecadar algum conhecimento sobre um assunto que me agrada muito. Em breve espero ter mais boas notícias pra compartilhar com vocês.

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