Quem me conhece sabe que tenho pavor a fazer compras do mês, pra quem não me conhece é só ler aqui. Fico mau humorado só de pensar em tal situação. Não bastassem os problemas com estacionamento, filas nos caixas e crianças chorando ainda tenho que conviver com criaturas primitivas. Pra ilustrar o que eu digo segue o infeliz diálogo que presenciamos agora nas compras de janeiro.
Ela - Amor é pra levar o óleo de soja?
Ele - Só se for pra passar no teu cú!
Quando a mulher viu que estávamos escutando baixou a cabeça envergonhada e foi para outra direção empurrando suas compras e levando seus filhos.
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segunda-feira, janeiro 31, 2011
sábado, janeiro 29, 2011
Tristeza em Porto Alegre
Muitos bairros de Porto Alegre possuem nomes iguais de outras cidades. Floresta, Glória, Petrópolis, Boa Vista e Vila Nova, por exemplo, são nomes adotados por Joinville e Porto Alegre. Um nome de bairro da capital do Rio Grande do Sul chamou muito a minha atenção e me deixou espantada.
Enquanto passeávamos no ônibus da linha turismo da cidade, passamos na parte sul por um bairro chamado... Tristeza. Tristeza? Minha amiga Léo logo me disse que era o apelido de um homem que vivia na região. Depois o apelido virou o sobrenome dele. Como pode uma cidade ter a palavra “alegre” no seu nome e possuir um lugar chamado Tristeza? Por que não Alegria? Se eu morasse nessa região, eu não ia gostar de dizer que minha casa fica na Tristeza. Muitos estabelecimentos adotaram Tristeza no nome. Já imaginou serem atendidos desta forma: “Clínica Médica Tristeza, Ana Paula, bom dia”?
A região é linda, mas isso não me impediu de deixar um pouco triste e curiosa de saber mais sobre o homem que adotou Tristeza como apelido e sobrenome. Consultei a internet e encontrei somente aqui.
Preferia mudar o nome do bairro, mas percebi que ele está bem consolidado na cidade, ou seja, já tem uma identidade forte. Talvez os porto-alegrenses estejam habituados com esse nome e nem dão importância ao seu significado.
Este é o último post que escrevo sobre a minha viagem para Porto Alegre em novembro de 2010. Nada de tristeza. Só alegria. Para fechar com chave de ouro o relato dos meus dias na capital dos gaúchos, dou esta linda imagem do Parque Moinhos de Vento, conhecido como parcão, a todos os leitores deste blogue.
Enquanto passeávamos no ônibus da linha turismo da cidade, passamos na parte sul por um bairro chamado... Tristeza. Tristeza? Minha amiga Léo logo me disse que era o apelido de um homem que vivia na região. Depois o apelido virou o sobrenome dele. Como pode uma cidade ter a palavra “alegre” no seu nome e possuir um lugar chamado Tristeza? Por que não Alegria? Se eu morasse nessa região, eu não ia gostar de dizer que minha casa fica na Tristeza. Muitos estabelecimentos adotaram Tristeza no nome. Já imaginou serem atendidos desta forma: “Clínica Médica Tristeza, Ana Paula, bom dia”?
A região é linda, mas isso não me impediu de deixar um pouco triste e curiosa de saber mais sobre o homem que adotou Tristeza como apelido e sobrenome. Consultei a internet e encontrei somente aqui.
Preferia mudar o nome do bairro, mas percebi que ele está bem consolidado na cidade, ou seja, já tem uma identidade forte. Talvez os porto-alegrenses estejam habituados com esse nome e nem dão importância ao seu significado.
Este é o último post que escrevo sobre a minha viagem para Porto Alegre em novembro de 2010. Nada de tristeza. Só alegria. Para fechar com chave de ouro o relato dos meus dias na capital dos gaúchos, dou esta linda imagem do Parque Moinhos de Vento, conhecido como parcão, a todos os leitores deste blogue.
Lu Vieira
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quinta-feira, janeiro 27, 2011
Outra volta do parafuso
Uma novela de terror, ou de loucura, escrita por Henry James. Possivelmente o mais famoso trabalho do autor o que me parece muito estranho, pois a qualidade da história recomenda a leitura de outras obras do autor. Com certeza essa novela deve figurar no panteão dos livros de duplo sentido, ao lado do grande conto de Guy de Maupassant "O Horla".
Tudo começa numa reunião de amigos onde surge uma história de fantasmas envolvendo uma criança. Então um dos presentes sugere uma outra historia só que agora com duas crianças que é pra dar outra volta no parafuso ou seja tornar o caso ainda mais terrível que a história anteriormente narrada. Dessa forma surge o manuscrito de uma jovem preceptora que aceita a tarefa de educar um casal de crianças numa remota propriedade rural. A única exigência do patrão, um playboy sedutor, era jamais ser incomodado com assuntos referentes aos sobrinhos que ele deixava aos cuidados dela.
Jovem, humilde e sem experiência de vida ela deixou-se iludir pelos encantos do seu empregador e aceitou uma árdua tarefa sem refletir sobre as possíveis consequencias de sua escolha.
Logo ela se vê frente à frente ao mais encantador e perfeito par de crianças de todo o mundo. Tão perfeitos que possivelmente despertaram o desejo de obscuras criaturas do mundo dos mortos. Pouco tempo depois de sua chegada sons, pressentimentos e aparições começam a por em xeque a sanidade e os nervos da preceptora. Podendo contar apenas com o apoio de uma fiel governanta os dias se passam em busca do equilíbrio mental, da proteção das crianças e da solução do mistério que envolve as aparições.
O que eles querem?
Eles realmente existem?
As crianças sabem sobre eles?
O que fazer para salvar as crianças?
E o que elas tem de tão especial?
Henry James não vai dar as respostas. Creio que nem mesmo ele as tinha. E aí está aquilo que eu considero a genialidade da obra. Apesar de todas as aparições, sustos e coisas estranhas a única que podemos ter certeza de que vê alguma coisa é a jovem tutora. E como ela mesma põe em dúvida a própria sanidade ficamos o tempo todo entre acreditar ou não acreditar nela. O que nos leva ao final do livro que termina sem bater o martelo sobre os fantasmas serem de verdade ou não. O autor conduz a história com segurança levando-a a momentos de angústia, incerteza e desespero. A novela não é demasiado curta ou excessivamente longa. Começa num ritmo lento e vai aumentando conforme se aproxima do fim. E o clímax só é atingido na última frase do livro.
Com um final seco e sem mais explicações ele arremata uma ótima obra.
Segundo pequena biografia no final do livro o autor "atravessou uma profícua fase fantástica, cuja obra-modelo foi, sem dúvida, Outra volta do parafuso, culminando com os antológicos romances Os Embaixadores e A Taça Dourada."
Pelo que li nessa obra não terei receio em adquirir um outro trabalho de Henri James. Um escritor que recomendo sem medo. (Para aqueles que gostam de sentir medo)
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