Preparamos um presente para vocês que nos acompanham letra por letra e imagem por imagem. Trata-se do boletim com os nossos melhores trabalhos publicados aqui no primeiro semestre deste ano. Curiosos? Abram logo o presente que está no menu superior deste blogue e cliquem em “MDL Edição Semestral”. E fiquem a vontade pra salvar, gravar, distribuir, imprimir, divulgar, colecionar, etc.
Esperamos que gostem e agradecemos por estarem conosco!
Um abraço de todos os colaboradores do Máquina de Letras.
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quinta-feira, setembro 30, 2010
quarta-feira, setembro 29, 2010
Kibelândia
Estive por quase duas semanas em Florianópolis a serviço da empresa onde trabalho. Nas horas livres, aproveitei desfrutar os meus prazeres prediletos: pedalar na Beira-Mar Norte, andar no centro da cidade e, principalmente, visitar os amigos. Tive a oportunidade de encontrar, ao vivo, a Juliana, do blogue jujucartoon e colaboradora daqui com suas ilustrações. Não houve tempo de conhecermos pessoalmente antes, porque eu me mudei para Joinville.
A chopperia Kibelândia, sugerida pela Juliana, foi o local do nosso encontro que fica no centro de Floripa em um casarão antigo. Ir a esse lugar me fez lembrar o meu passado, pois costumava circular muito nessa região quando era estudante de Biblioteconomia. Há muitos estabelecimentos com arquitetura antiga, inclusive o próprio prédio da faculdade. Vi que o sebo onde frenquentava ainda existe.
Opa! Preciso voltar ao futuro. Melhor dizendo: passado recente, pois o encontro com a Juliana aconteceu na quarta-feira do dia 22 de setembro. Conversamos bastante sobre vá
rios assuntos e a moça confirmou o que eu já percebia dela no meio virtual. Inteligente, simpática, atenciosa e possuidora de um senso crítico convincente são as suas marcas.
A única surpresa foi constatar que ela não tem estatura baixa. Eu disse que achava que fosse baixinha. É mais alta que eu! Depois pensei melhor e a explicação desse “achismo” é porque sempre fui a mais alta das meninas do jardim ao ensino médio. No entanto, o meu crescimento estacionou cedo. Fiquei com 1,68 de altura, considerada uma estatura mediana. Pode parecer uma futilidade estar tratando de altura aqui, mas gosto de me surpreender com alguma coisa.
Durante o nosso bom papo, tomamos cerveja e saboreamos o kibe. Eu ainda comi o pastel de camarão. Tanto o kibe como o pastel estavam sequinhos e deliciosos. Huumm! Optamos por ficar na mesa disposta no calçadão, onde não há circulação de carros. Assim, pude admirar a linda arquitetura do casarão da Kibelândia com suas grandes janelas.
Gostei de conhecer mais a querida Juliana e espero que o próximo encontro seja com todos os colaboradores deste blogue!
Onde fica:
Rua Victor Meirelles, 98 – Centro – telefone (48) 3322-0760
Funciona de segunda a sexta-feira, das 11 às 0h. Sábado, das 10 às 16h.
Lu Vieira
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A chopperia Kibelândia, sugerida pela Juliana, foi o local do nosso encontro que fica no centro de Floripa em um casarão antigo. Ir a esse lugar me fez lembrar o meu passado, pois costumava circular muito nessa região quando era estudante de Biblioteconomia. Há muitos estabelecimentos com arquitetura antiga, inclusive o próprio prédio da faculdade. Vi que o sebo onde frenquentava ainda existe.
Opa! Preciso voltar ao futuro. Melhor dizendo: passado recente, pois o encontro com a Juliana aconteceu na quarta-feira do dia 22 de setembro. Conversamos bastante sobre vá
A única surpresa foi constatar que ela não tem estatura baixa. Eu disse que achava que fosse baixinha. É mais alta que eu! Depois pensei melhor e a explicação desse “achismo” é porque sempre fui a mais alta das meninas do jardim ao ensino médio. No entanto, o meu crescimento estacionou cedo. Fiquei com 1,68 de altura, considerada uma estatura mediana. Pode parecer uma futilidade estar tratando de altura aqui, mas gosto de me surpreender com alguma coisa.
Durante o nosso bom papo, tomamos cerveja e saboreamos o kibe. Eu ainda comi o pastel de camarão. Tanto o kibe como o pastel estavam sequinhos e deliciosos. Huumm! Optamos por ficar na mesa disposta no calçadão, onde não há circulação de carros. Assim, pude admirar a linda arquitetura do casarão da Kibelândia com suas grandes janelas.
Gostei de conhecer mais a querida Juliana e espero que o próximo encontro seja com todos os colaboradores deste blogue!
Onde fica:
Rua Victor Meirelles, 98 – Centro – telefone (48) 3322-0760
Funciona de segunda a sexta-feira, das 11 às 0h. Sábado, das 10 às 16h.
Lu Vieira
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domingo, setembro 26, 2010
Vida perfeita é a dos outros
Quando chegou a sua toca pode cair exausto no chão e recuperar o folego que tinha deixado no meio do caminho. Pôs-se a sonhar em como seria perfeita a sua vida se tivesse nascido cachorro. Não temeria ninguém. Correria atrás de gatos e ratos, poderia facilmente virar as latas de lixo e refastelar-se com toda aquela comida fácil. Lá fora o cachorro abandonara a entrada da toca e passava a fuçar tranquilo os despojos da lixeira. Havia comida ali. Com sorte seria o suficiente para sobreviver por mais três ou quatro dias. Antes de abocanhar um suculento osso uma paulada atingiu-lhe o flanco. Ganindo e correndo fugiu dali antes que lhe acertassem outro golpe. De longe olhou pra trás e viu. Uma criatura bípede, fedida e andrajosa que agora tomava posse da refeição que até pouco tempo lhe pertencia. Pensou em seus dentes velhos e apodrecidos que há alguns anos poderiam estraçalhar a garganta daquele invasor, mas a idade chegara e agora era apenas um vira-latas, velho, magrela, desdentado e inofensivo. Um quirodáctilo opositor era tudo o que ele precisava para que sua vida entrasse nos eixos e não dependesse mais da sorte ou caridade alheia. Polegares. Esse era o caminho pra felicidade. De todas as dádivas humanas essa era única digna de inveja. Polegares. Com eles poderia manipular as coisas e até mesmo usar um pedaço de pau pra afastar os oponentes.
Largou a vara e começou a vasculhar o lixo em busca de algo que ainda pudesse comer. O estômago doía e já não era capaz de lembrar quando tivera sua última refeição decente. Como chegara àquela situação nem mesmo ele era capaz de refazer o trajeto. Um dia teve família, filhos, emprego e um lar. Mas o destino sabe estrepar qualquer um é só uma questão de querer. E às vezes ele quer. Começou a comer ali mesmo. Enchendo a boca e mastigando com avidez.
- Sai daí vagabundo! Antes que eu chame a polícia.
O garçom veio correndo e ameaçando o mendigo expulsou-o das redondezas do restaurante. Aquele tipo de gente só servia para atrapalhar os negócios. Afinal quem gasta R$ 300,00 em uma refeição não está pagando pra ver pobres rondando sua mesa. Voltou pro estabelecimento. O horário de pico se aproximava quando ele viu um grupo de seguranças acompanhando um conhecido personagem político para o seu tradicional almoço de sexta-feira. Numa área exclusiva, em busca de privacidade ele torrava o dinheiro dos contribuintes. Com um sorriso profissional atendeu àquele porco gordo e corrupto apesar de todo o desprezo que sentia por aquela pessoa. Como garçom cumpria jornada diária de dez horas de trabalho seis dias por semana e mesmo que trabalhasse a vida inteira jamais chegaria perto de juntar o que aquele safado conseguia ganhar em um ano de vida. Gostaria de urinar sobre a comida antes servi-la, mas o juízo ainda não tinha ido embora. Esperava que a CPI fosse levada a sério e que a cabeça do safado rolasse em praça pública. Conformou-se em invejar o dinheiro dele e esperar que a gorjeta fosse gorda e generosa.
Mas de alguma forma a informação vazara e agora o restaurante estava cercado por repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e curiosos. O rosto transformado numa máscara inexpressiva e cercado por toda sua segurança o parlamentar abandonou o restaurante em meio ao tumulto e empurra-empurra gerado pela imprensa. Depois, dentro do carro e já a caminho de casa tudo o que o político desejava era se esconder do mundo e nunca mais ser encontrado. Queria ser um ratinho pra poder entrar em sua toca e sumir.
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