quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Carnaval pra quem não gosta de carnaval.

Não é que eu seja contra o carnaval, mas este ano recebi visitas e elas estavam mais interessadas em conhecer as praias da região de Florianópolis e como bom anfitrião que sou tratei de não os decepcionar.
Sábado à tarde começamos nossa jornada pela ilha, o que por sorte não foi tão sofrido como eu imaginei que seria. O trânsito até a Praia da Joaquina só apresentou lentidão no centrinho da Lagoa. As 15h00min pagamos R$ 5,00 pelo estacionamento e descemos para a praia que estava cheia com quiosques, música, surfistas, turistas e animação. O sol firme e o céu azul contribuíam para um perfeito dia de praia. Por desencargo de consciência levei meus pés à beira d’água o que confirmou a minha suspeita de que o mar da Joaquina continua frio de doer os ossos. Nas pedras os turistas deliciavam-se com a paisagem e disparavam fotos e mais fotos da praia.
Mais tarde quando o sol baixou no horizonte levamos os visitantes às dunas onde alugaram um sandboard e durante uma hora subiram e desceram pelas areias enquanto eu filmava e registrava algumas fotos do por do sol no local.






No domingo o programa foi um churrasco em Governador Celso Ramos numa casa à beira mar. De antemão já digo que foi o meu passeio favorito. Tanto pela beleza do local quanto pela paz que ali encontrei. Uma pequena praia particular, limitada ao norte e ao sul por pedras que garantem a privacidade do local. Sentei na areia e fiquei observando o mar, a ilha e o céu. Azul e verde eram as cores predominantes que em vários tons dominavam a paisagem. Nadei como há anos não fazia. No fim da tarde fui convidado a colher ostras e apesar de por natureza ser avesso a toda e qualquer espécie de trabalho eu aceitei o convite. Com uma faca de mesa quebrada e um cesto parti pra minha pequena aventura. Nas pedras do norte, no nível d’água os crustáceos vivem agarrados às rochas. Eu com a minha faca e um martelo improvisado, pedra, ia arrancando as ostras como dava. E ali sob o sol da tarde, suando e bufando enquanto me equilibrava entre pedras lodosas senti-me tal e qual um sambaquiano que lutava pela sua sobrevivência. Não demorou muito e o cesto estava cheio. Este foi o sinal de que eu deveria parar. Separamos o conteúdo em partes iguais e encerramos o passeio do dia. Como não houve tempo de prepará-las para o jantar elas foram congeladas para que as visitas depois pudessem levá-las embora.








Segunda-feira de carnaval seguimos pela BR-101 rumo ao sul. Nosso destino foi a Guarda do Embaú. Paz e tranqüilidade não são palavras que se aplicam à Guarda no verão, mesmo assim a beleza do lugar faz valer a pena lutar por uma vaga pra estacionar, pagar R$ 10,00 por 6 horas de estacionamento e rezar para encontrar um espaço na areia. Areia que por sinal diminuiu consideravelmente de 2008 para 2009. Parece que com as chuvas de novembro houve um assoreamento do rio que corta o lugar. Mas isso não foi suficiente para afastar freqüentadores ou turistas. Meus hóspedes subiram o morro para conhecer a paisagem que de lá se aproveita ao máximo. Por sorte saímos de lá antes que descesse um aguaceiro.


E a terça-feira foi dedicada ao repouso, pois ninguém é de ferro.

Basicameste esse foi o meu carnaval. Longe da folia e dos agitos tão comuns nesse período. Deixo aqui esse relato como dica para aqueles que quiserem uma opção diferente para usufruir o reinado de Momo.



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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Ganhei esse selo do blog Novas estações.






Agradeço ao Wanderlei pela escolha do Máquina de letras entre os dez blogues que ele deveria indicar.


Abaixo seguem as regras do prêmio:




1 - Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!


2 - Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!)


3 - Indique 10 blogs de sua preferência.


4 - Avise seus indicados.


5 - Publique as regras.


6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.


7 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.


E como eu já vi por ai e concordo la vai:
Você tem que conhecer as regras do jogo só assim segui-las ou quebra-las terá algum valor.
Dessa forma eu quebro a regra 3 e sigo em frente bem conte e feliz, nunca respeitando o aviso que diz, É proibido...

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Meu primeiro beijo

No universo das crianças tarefas banais só precisam de imaginação para que se tornem grandes aventuras.

Com ele também não era diferente. Recebeu o convite e seus olhos brilharam, pois sabia, aquela não seria uma noite comum. Subiram à traseira da Kombi ele a irmã e uma coleguinha dela. A perua partiu carela. A perua partiu carregada de sanduíches em direção à zona industrial manauara. Aos onze anos talvez ainda haja espaço para magia e surpresas ou o fato de estar em uma nova cidade fosse a causa para que tudo brilhasse de uma forma intensa e cheia de vida. Os postes passavam rápidos criando um corredor de luzes. O vento agitava-lhes os cabelos. Pontes, casas, anúncios luminosos e prédios sucediam-se de forma vertiginosa e os solavancos eram o deleite dos pequenos passageiros. Jogando-os de um lado para outro e de baixo para cima. Exigindo habilidade para ficar em pé. Esforço que praticavam com um sorriso nos lábios como se aquilo fosse a maior delícia que a vida podia prorcionar-lhes. E ali envolto em todas aquelas sensações puras seus olhos mergulharam nos dela e repousaram sem entender o que se passava ou se esperava. Isso não durou mais do que alguns segundos, mas foi o bastante para que em algum lugar um gatilho fosse apertado.

Um beijo. O primeiro beijo na boca se é que assim podemos chamar um pequeno selinho dado dentro de uma Kombi sob a linha do equador. Os joelhos tremeram, um calor se espalhou pelo corpo, travou a língua e deu uma pane completa no cérebro.

A noite terminou por ai. Pelo menos em relação a sua memória que solapou todos os eventos posteriores. Guardando apenas a lembrança daquele rosto e daquele beijo. Sardas, nariz arrebitado, cabelo preto, curtinho e uma mancha rosa em algum lugar da face. Hoje esse rosto nem ao menos tem um nome, mesmo assim guarda consigo o privilégio do primeiro beijo na boca que ele ganhou.



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