Ninguém me soube dizer,
Explicar-me com louvor,
Se a distância aumenta o amor
Ou o faz enfraquecer?
E se o tempo sana a dor
Ou se a faz efervescer?
Se a saudade arrefecer
Vale menos esse amor?
Me explique, então na verdade,
Pode durar a saudade
Caso a distância aumentar?
Eu sei é chama quem ama.
Mas, diga se alguma chama
Eterna pode durar?...
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sábado, setembro 18, 2010
quarta-feira, setembro 15, 2010
Haicais para Zoe Disaster Girl
Então vamos aos fatos, dizem que contra eles não há argumentos. Estou participando como duelista convidado no blogue Duelo de Escritores. Lá nós escrevemos sobre um tema, votamos no texto que mais nos agradou e o vencedor escolhe o próximo tema. Foi assim que eu me enrolei com essa doce menininha. O Jefferson ganhou o último desafio e trouxe para o tema a foto dessa meiga criança sorrindo maliciosamente em frente a uma casa em chamas. Desde então não tive mais paz. Dia após dia pensando sobre o que escrever. Como montar uma história com início, meio e fim a partir daquela fotografia. Hoje já estava a ponto de desistir quando retornei ao blogue e encontrei uma mensagem do Jefferson que serviu de impulso para uma idéia morta que rondava o meu cérebro.
Haicai! Sim, para aqueles que me conhecem sabem que nada mais estranho que eu e poesia no mesmo recinto. Não gosto, não escrevo e praticamente não leio. Mesmo assim o haicai pareceu-me a melhor solução para o meu dilema. Como meus conhecimentos de poesia são pra lá de exíguos fui em busca de informação na Wikipédia e depois em um blogue, Haikais, que falasse sobre o tema. Assim decidi usar uma estrutura de 5/7/5(sílabas) e construí os haicais abaixo. Espero que apreciem.
Haicai! Sim, para aqueles que me conhecem sabem que nada mais estranho que eu e poesia no mesmo recinto. Não gosto, não escrevo e praticamente não leio. Mesmo assim o haicai pareceu-me a melhor solução para o meu dilema. Como meus conhecimentos de poesia são pra lá de exíguos fui em busca de informação na Wikipédia e depois em um blogue, Haikais, que falasse sobre o tema. Assim decidi usar uma estrutura de 5/7/5(sílabas) e construí os haicais abaixo. Espero que apreciem.
I
Casa ardendo
Ela ri inocente
A foto grava
II
Casa em fogo
Ela ri inocente
A foto grava
III
Casa em chamas
Foto faz o registro
Ri a criança
IV
Há incêndio
Sorri com malícia
Foto registra
V
Há incêndio
Sorri com malícia
Bate a foto
VI
A casa arde
Ela sorri, inocente?
Só Deus sabe.
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Curitiba - Parte III
Conforme meu último post, a próxima parada foi na Universidade Livre do Meio Ambiente (UNILIVRE). Junto comigo desceram três pessoas do ônibus. Dois rapazes e uma mulher.
Já na entrada da UNILIVRE vi o espetáculo da natureza. Eu andei numa ponte estreita de madeira para pedestres com árvores e plantas ao meu redor. Quanto mais avan
çava, mais me aproximava da mata e ouvia ruídos vindos de lá dentro. Sons agradáveis que eu não consegui identificar. Sabia que estava prestes a me deparar com uma visão belíssima. Mesmo sendo a minha segunda visita, não pude ficar sem emoção e sem palavras. Agradeci a Deus por estar naquele lugar.
Quando a ponte chegou ao fim, o que vi logo foi um lago e um cisne preto (não sou muito boa em acertar os nomes dos bichos. Para vocês saberem qual é a ave, olhem a foto abaixo). Atrás do lago, uma imensa “montanha” de pedra. Virando o meu rosto para o lado esquerdo, vi a UNILIVRE, construída dentro da mata!
Já na entrada da UNILIVRE vi o espetáculo da natureza. Eu andei numa ponte estreita de madeira para pedestres com árvores e plantas ao meu redor. Quanto mais avan
Quando a ponte chegou ao fim, o que vi logo foi um lago e um cisne preto (não sou muito boa em acertar os nomes dos bichos. Para vocês saberem qual é a ave, olhem a foto abaixo). Atrás do lago, uma imensa “montanha” de pedra. Virando o meu rosto para o lado esquerdo, vi a UNILIVRE, construída dentro da mata!
Muitos podem pensar que se trata de uma universidade oferecendo cursos de nível superior. Mas não se trata disso. É uma organização não-governamental (ONG) que trabalha na inclusão de vários segmentos da sociedade para discutir sobre o meio ambiente. Estuda o meio ambiente e a sustentabilidade urbana, desenvolve e executa projetos e programas de capa
Antes de subir para olhar cada canto da UNILIVRE, eu reparei num grupo de adolescentes de três rapazes e uma garota. Não gostei muito do comportamento deles. Pareciam jogar “salgadinhos” e dar “guaraná” (ou seria água mesmo?) numa garrafa plástica para o cisne negro. Quase disse: “Ei, o que vocês estão fazendo?” Não falei, porque estava longe deles e não ia escutar a resposta (possuo deficiência auditiva).
A mulher que desceu comigo do ônibus vinha atrás de mim e chamou a atenção do grupo. Um rapaz ficou falando algo e a garota tapou a sua boca. Mesmo assim, ela e os outros rapazes riam. Com certeza, o garoto xingava a mulher. Ela não se abalou e continuou o seu passeio. Eu me simpatizei com ela. Desde a entrada da universidade, uma sorriu para a outra como forma de cumprimento.
Subi vagarosamente até o alto da universidade que tem um pequeno mirante. Apreciar de cima a natureza foi lindo. Desci e fui para o lado do lago, ficando de frente à
à UNILIVRE. Assim como eu, ela também apertava sem parar o botão da câmera fotográfica. “Você pode tirar uma foto minha com a minha máquina?” Sim. Depois pedi a mesma coisa a ela.
Fomos conversando e juntas voltamos ao ponto de ônibus de turismo. Opa, faltou apresentá-la! Ela se chama Iara, professora aposentada de Educação Física, e vive hoje em Guarujá (SP). Descobrimos que a escolha do próximo lugar turístico era o mesmo: Ópera de Arame. O ônibus demorou muito. Nesse ínterim, aproveitamos para papear.
Ah, quando estávamos saindo da UNILIVRE, os funcionários chamavam a atenção daqueles adolescentes.
Lu Vieira
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