sexta-feira, outubro 31, 2014

Decadência urbana em Brasilia


"Brasília é uma ilha" pelo menos era isso que os Paralamas do Sucesso diziam. Se estavam certos ou não? Não sei dizer. Conheci pouco ainda da cidade. Uma volta pelo planalto, torre de TV, estádio Mané Garrincha e uns três bares diferentes. Gostei do que vi. Acredito que dei muita sorte nessa viagem. Praticamente todos os dias cai uma chuvinha pra refrescar a situação. Por isso tenho sofrido muito pouco com o calor daqui. 
No dia da minha caminhada em direção ao planalto cruzei com essa fachada lateral. Não resisti e registrei com o celular mesmo. Afinal além dos olhos isso é o que me resta no momento. Hoje pela manhã passei pela terceira vez em frente a este hotel abandonado. Dizem que faz coisa de dois a três meses que o mesmo está vazio. E confesso que tenho uma enorme vontade de primeiro invadi-lo com uma câmera na mão para fotografá-lo e depois invadi-lo novamente com uma equipe de filmagem pra fazer ali um curta de terror. Sonhos, sonhos e mais sonhos. Mas para não ficar apenas na vontade saquei novamente o celular e registrei alguns momentos da decadência deste gigante. 
Até o momento o que posso falar é que as pessoas que conheci, os lugares que vi e as comidas que provei estão fazendo valer cada momento dessa viagem.


Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!

quinta-feira, outubro 23, 2014

Minhas fotos censuradas

Em setembro/outubro a empresa em que trabalho lançou um concurso de fotografia com o tema "Como eu vejo os correios". No lançamento informaram as regras, pra variar esqueceram de dizer qual seria a premiação. O que pra mim não faria muita diferença mesmo, pois estou mais interessado em criar portfólio do que ganhar espelhos e miçangas. Desde que surgiu o tema e a oportunidade de participar comecei a raciocinar sobre o que eu via e como expressar isso de uma forma visual que fosse claramente inteligível e ao mesmo tempo impactante. porque desde as aulas do professor Luiz Felipe Guimarães Soares no curso de cinema na UFSC eu assumi que temos que tomar uma posição. Como cineasta, fotógrafo ou cidadão temos que tomar posição e que se assumir apolítico não é algo aceitável. Pode até ser que eu tenha entendido as coisas de forma errônea, mas é assim que eu vejo e é assim que estou  agindo. Tomando uma posição e divulgando-a em meu trabalho artístico.
Com a ajuda do professor André Campos Silva, da minha esposa Edy, da minha filha Liz e o apoio da loja Vento Sul consegui montar o ensaio que construí em minha mente.
Depois de todas as dificuldades:
  • Edy teve que aprender a fazer auto maquiagem de ferimentos;
  • Professor arranjar uma brecha na agenda;
  • Conseguir um uniforme de carteiro;
  • E o mais difícil de tudo uma cópia de uma arma de fogo;
Bem depois de todas essas dificuldades e de fazer a inscrição sou informado que as minhas fotos foram desclassificadas porque apresentavam menção a dois partidos políticos. Do jeito que está a situação política no Brasil, seja qual for o resultado da eleição pra presidente minhas fotos incomodam alguém. Apesar de tudo eu esperava mais maturidade do pessoal que dirige a empresa. Mas pelo visto eles não estão dispostos a dialogar com pontos de vista divergentes ou simplesmente, e mais provável até, não queiram se incomodar com o TSE e suas patrulhas.

Pra finalizar quero apenas agradecer a todos que tornaram possível o meu trabalho em especial a Márcia da Vento Sul, aos professores André e Felipe, a Edy e a Liz e ao Genésio.


Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!

quarta-feira, outubro 22, 2014

Céu de Anitápolis

Conforme prometido neste post aqui, eis aí o resultado da minha aventura no interior de Anitápolis-SC.  O acesso até a cidade está todo pavimentado e sinalizado, garantido uma viagem tranquila e com belas paisagens. A noite das fotos estava fria e agradável. O tempo foi um misto de céu aberto com períodos fechados e outros parcialmente nublados. Quando abria eu corria pro tripé e começava a disparar a máquina. Quando encobria eu retornava pro galpão e participava do churrasco que o pessoal estava promovendo. Entre um e outro gole de cerveja metia a cabeça pra fora em busca de sinais positivos no firmamento. Como foi a minha primeira vez com esse tipo de fotografia eu estraguei um monte de fotos, mas algumas me agradaram bastante. Agradaram o suficiente pra me deixar com um gostinho de quero mais. E realmente tenho vontade de em breve me embrenhar num cantão qualquer do interior e novamente apontar minhas lentes para o céu a fim de captar um pouco da beleza do universo.

Gostou do texto? Cadastre-se ali no topo à esquerda e receba posts no seu email. É grátis!