quinta-feira, fevereiro 28, 2008

O negócio é escrever

O negócio é escrever.
Alguns têm amigos que os ouvem por horas e horas a fio. Discorrendo sobre seus problemas e infortúnios. As perseguições e as armadilhas que a vida apronta. Ensopando o ombro do fiel companheiro com lágrimas e mais lágrimas enquanto conta como é uma pessoa desgraçada e infeliz.
Outros gastam o seu tempo e seu dinheiro em consultas com psicólogos. Ficam lá confortáveis, pagando um ombro de aluguel. Isso é coisa pra quem não tem amor ao dinheiro. Paga, paga, paga e não resolve nada. Aliás, nada contra os profissionais da área. Afinal cada doido com a sua mania. Só que é meio estranho você pagar para ouvir um cara dizer aquilo que você já sabia antes de falar com ele.
A igreja às vezes ajuda os que têm vergonha dos fatos de sua vida. Mas mesmo assim são poucos os que conseguem aproveitar-se dessa ajuda. Na maior parte do tempo ficam enganando a si mesmos. Entre um culto ou outro. Confessam seus pecados publicamente, só os mais leves é claro. E continuam carregando o peso de serem os únicos sabedores daquela verdade. Daquele fato vergonhoso. Que tentam, tentam, mas não conseguem exorcizar.
Existem aqueles que não falam nada com ninguém. Nem amigos, nem psicólogos. Esses são perigosos. Muito provavelmente loucos. A vida é algo muito forte pra uma pessoa sobreviver sozinha. É muita informação e muitos golpes pra pessoa agüentar sem desabafar com ninguém.
Eu não sigo nenhum dos casos acima. Atuo de forma diferente pra manter a minha sanidade. Escrevo e deixo fluir no papel a confusão que me vai na mente e na vida. Amigos já não os tenho faz tempo. Psicólogos não devem contar com o meu dinheiro. Pois não vou pagar pra descobrir o que já sei. Minha fé já não é a mesma faz muito. Resta-me o papel. Pois este aceita tudo e não reclama, não contesta e não exige pagamento. Meus medos e meus pecados libero-os aqui. Em forma de relato ou mesmo de uma fantasia. Que outros os leiam. Não cabe a mim, decidir o que revelar ao mundo ou não. Muito menos explicar o que é real e o que ficção. Minha obrigação é para comigo e com a minha consciência. Quebro a solidão com as palavras que deixo anotadas por ai. Se elas têm valor ou não? Isso não é problema meu. Tudo o que preciso é aliviar a pressão do dia a dia. Deixar que as idéias saiam da caixa craniana antes que esta exploda. A escrita é uma forma de libertação. Independentemente de escrever bem ou mal. O que importa é transcrever as idéias os pensamentos. Purgar a alma. Fazer uma faxina na mente. É interessante quando anos depois você retorna ao que foi escrito e percebe as mudanças que ocorreram com o seu modo de pensar.
Recomendo a todos que na mesma situação que eu, ou não, que escrevam. Escrevam muito e assim libertem sua alma.
Pra mim deu certo. Espero que pra vocês também.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Eu sou ninguém


Passei o fim de semana em Itajaí revendo um amigo dos tempos da faculdade. Convivi com sua agradável família e passeamos pela cidade. Conversamos até tarde e nos alimentamos muito bem. No domingo fomos à praia em Navegantes apesar do pouco sol. Mesmo assim foi muito bom. A água com uma temperatura maravilhosa ajudou a relaxar e levar tudo de ruim embora. O almoço num restaurante de Navegantes foi ótimo. À noite o regresso foi extremamente tranquilo.
A vida é feita de altos e baixos. Vamos aos baixos. Em algum momento dessa viagem furtaram de dentro do carro a máquina fotográfica e a minha carteira com todos os meus documentos e os documentos do carro e os cartões do banco e o cartão do vale alimentação.
Em suma, hoje 25 de fevereiro de 2008 eu sou absolutamente ninguém. Não tenho RG, CPF, CNH. Nada. Se for atropelado na rua levaram semanas até que eu seja encontrado. Isso se não for enterrado em uma cova rasa feito um indigente. Passei a manhã e um pedaço da tarde correndo em busca de regularizar a minha situação. Boletim de ocorrência na polícia, cancelamento de cartões e solicitação de novos cartões.
Por bem isso não me abalou mais do que o necessário, visto que, os danos foram apenas materiais. Dinheiro eu posso ganhar de novo. Pior seria se tivessem levado o carro. Aí sim eu estaria numa situação que dificilmente eu seria capaz de contornar.
Por enquanto esse recém indigente vai tocar em frente sua vida na batalha por novos documentos e a recuperação da sua identidade.
Um abraço a todos.

sábado, fevereiro 23, 2008

Uma mente iluminada




Gostaria de agradecer a Garota Enxaqueca que enxergou algum mérito nesse blog. Então como já fez essa minha amiga carioca eu também indicarei algumas mentes iluminadas. Eu até poderia falar muito sobre esses blogueiros, mas deixo a vocês a possibilidade de surpreender-se com o que encontrarão.

Momentos de vida
Cartas à Filo-Sofia
Devaneios e Loucuras
Résteas de Sol
Luzitânia
Café com Dinamite
As aventuras da Madrasta