sexta-feira, novembro 30, 2007

Diz que até não é um mau blog



Pascoalita minha amiga de Portugal que divide conosco suas receitas, lições de vida, histórias com o seu Hortelão e mais um monte de coisitas sobre a vida lusitana e a grande amizade entre três mulheres daquela terra além mar indicou-me para essa premiação. Agradeço-she a lembrança e sigo em frente com o prêmio.

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.

2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post: Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; A tag do prémio; As regras; E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).
Os 7 nomeados são:

Um rapaz do centro oeste com bom gosto pra leitura , olhos aguçados para falhas de impressão e mente alerta para inconsistências de conteúdo - Libru Lumen

Uma mulher que não tem medo de suas fantasias, mesmo que essas fantasias assustem a muitos e eu me incluo no rol dos assustados - Mão Crua

Não sei quem são. Só sei que mantém um blog muito bem humorado - Calcinhas no Box

Uma mulher com ótimas sacadas, dedo de ouro pra indicar artistas e um senso de humor mais ácido que fluído de bateria - Sacanitas

Uma moça Angolana com letras para dividir - Anna Mathaya

Uma moça catarinense com opiniões a defender - So many pieces of me

Uma mulher que divide um pouco da sua existência conosco - Lágrima de Prata

Como em todas eleições foi necessário deixar alguns de fora, o que não quer dizer que são menos dignos ou menos considerados por mim. De fato aproveitei esse prêmio para divulgar novos lugares por onde ando. Espero que aproveitem também. A todos um abraço.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Dúvida. Parte II


Pode ser que nem todos os homens sejam assim. Mas eu com certeza, sofro dessa doença. E sou campeão em fazer as mulheres sofrer. Não que isso seja alguma espécie de maldade premeditada. Mas invariavelmente é o que acontece. De um jeito ou de outro, eu acabo machucando as pessoas que gostam de mim.
Eu e ela. Vivemos bem, juntos. Não sou o melhor dos homens. Mas tenho certeza de que estou longe de ser um dos piores.
Vivo clamando por aí:
- Ela me ama. Mas eu não a amo.
E a todos eu digo:
- Ela gosta mais de mim do que eu dela.
Corro o mundo, a bravatear a minha independência, a minha indiferença e a liberdade que advém de tudo isso, pois, afinal a qualquer momento posso partir. Seria muito fácil e rápido, já que não sinto nada por ela. Simplesmente eu chegaria. Olharia dentro dos olhos dela e diria:
- É melhor terminarmos nosso relacionamento. Você é uma pessoa maravilhosa demais e eu sei que seria muito egoísmo meu continuar ligado a você. Pois eu sei que eu jamais seria capaz de retribuir a altura o amor que você tem por mim.
Então nós conversaríamos mais um pouco e iríamos cada um para lado, viver cada um a sua vida.
No papel fica tudo tão fácil. Só que quando a verdade bate à porta. Aí, sim! O bicho pega. Só de pensar que ela pode me abandonar. Dá-me uma agonia, bate um medo e uma depressão. Aí então você começa a pensar em todos os bons momentos que tiveram juntos, lembra como é bom conversar com ela pois você sabe que ela sempre te entende, lembra dos momentos em que se deita no colo dela e ela faz um carinho. E o sexo! Ah! O sexo como é bom. Todas essas lembranças, todas essas memórias. Tudo isso só serve pra alimentar ainda mais o medo da separação.
Claro que se ela for embora eu vou me agarrar a todas as boas recordações que eu puder. Sinceramente eu espero que ela não se vá.
Tenho medo de ficar sozinho e só então descobrir que eu a amava.
As palavras dela não saem da minha cabeça:
- A cada dia que passa... Aos poucos você vai matando o que eu sinto por você.
Espero que ela não se vá. Espero que ela nunca leia este texto. Pois se isso acontecer, não vai interessar se eu a amo ou a odeio, o fato é que se ela ler isto, eu nunca mais a verei.
A única certeza que tenho no momento. É que não sei o que é o amor. E isso me assusta.
Assusta muito.

terça-feira, novembro 27, 2007

Dúvida.



Engraçado como a simples menção de que alguém, que você não ama, vai te abandonar e logo em seguida você já está dividido entre o pânico e a depressão. É claro que o pânico e a depressão não advêm do fato da pessoa ir embora, pois, eles provem da sua incerteza sobre a questão:
Uma pessoa que você não ama ou uma pessoa que você ama e não sabe.
Nessas horas de pavor é que eu me dou conta da minha “sorte”. Meu irmão é um cara legal, no final das contas, mas tem um péssimo gosto para mulheres sejam feias ou porcas, mas ele é capaz de entrar em um salão lotado e escolher a vagabunda que vai chifrar ele da pior maneira possível. Eu acho que ele só sobrevive por que é uma espécie de corno ateu, vê mas não acredita. Eu também tenho um amigo que vale a pena comentar. Ele é um cara muito romântico, trata as namoradas com muito carinho e o mais inacreditável de tudo. O cara é fiel. Completamente fiel. Resultado. O que acontece? Pasta! Sofre que nem condenado. Leva mais bordoada do que boi ladrão. Não que a fidelidade esteja ligada diretamente ao sofrimento, pelo menos pra maioria. Mas o que eu vejo é que ele é um cara que se entrega ao relacionamento, abre o coração e o que acontece. Só escolhe mulher que gosta de aproveitar dessa situação de entrega.
Existe ainda uma amiga minha que.......................
Opa!
Essa é virgem aos 22 anos, não conta.
Enfim chegamos no meu caso. Um cara de beleza mediana, feiura mediana, classe mediana e que sempre consegue namoradas bonitinhas.
Mas no meio de toda essa boa sorte existe um revés. Sempre há. Eu sempre namoro garotas que tem o infinito azar de gostar mais de mim do que eu gostar delas. Algumas, ainda, cometem a loucura de me amar. Não que eu seja alguma espécie de cafajeste ou de demônio. Mas é um fato inquestionável.
Se uma mulher quer sofrer é só deixar o companheiro saber que ela o ama.
É simples de constatar. É só ver o que os homens fazem depois que sabem que a mulher o ama e que fará de tudo para não perde-lo.
Ele começa a chegar atrasado nos encontros, depois não vai mais. Esquece o aniversário dela e todas as datas importantes. Passa a só sair com os amigos ou sozinho. Aos poucos ele vai levando a companheira a loucura. Com essas pequenas torturas e intrigas. Uma briga aqui e ali. Até que enfim ela não agüenta mais e vai embora. Ao homem, resta somente o ego arranhado pois ele descobriu que ela talvez sobreviva sem ele. O homem não vai sentir falta, pois a partir do momento em que ela entregou a alma a ele, ela perdeu toda a graça e emoção. Por que queira ou não queira, o homem ainda é um caçador.



Continua...
Texto escrito em 2001/2002.