quinta-feira, maio 07, 2015

Eu, Nelson Rodrigues e a radionovela

A novidade agora é o empenho em um novo projeto. Não que eu tenha abandonado minha predileção pelo cinema, apenas estou expandindo as minhas experiências. Desde ontem estou trabalhando numa adaptação radiofônica baseada em obras de Nelson Rodrigues. A ideia é desenvolvermos uma radionovela para que a mesma seja transmitida pela rádio comunitária do município. Os atores estão muito empolgados e eu também. Agora a briga é minha com o teclado pra transcrever os contos e adaptá-los a um formato que eu mal conheço e nem tenho a pretensão de assumir que estará dominado em breve. Pelo que vejo a minha luta com as teclas será longa e árdua. Junta-se a isso a busca por efeitos sonoros e a edição desses com a voz dos atores e também as músicas necessárias a ambientação da novela. ou seja terei muito trabalho pela frente e com certeza será um período cheio de desafios e de crescimento pessoal. Assim que tivermos algum resultado eu divulgo aqui pra vocês.


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domingo, maio 03, 2015

Relacionamentos: Toda história tem seu fim

Houve um tempo em que o desespero foi tão grande que eu comecei um diário. Um caderninho rosa no qual eu escrevia diariamente, diretamente para Deus, na esperança de que de algum modo eu fosse acolhida e  encontrasse compreensão. Também veio o blog e eu escrevia incansavelmente. Aí vieram inúmeros arquivos .doc em subsubsubsub pastas nos meus arquivos pessoais... E aí veio a sabedoria do silêncio. Isso tudo foi resultado de um longo processo de conhecimento. Tive que aprender a engolir coisas que não podiam ser ditas, então eu escrevia. Eu implodia emocionalmente e explodia nas palavras.  Foi a maior arma encontrada por mim mesma para minha auto sobrevivência. Porque a vida é assim, a gente sobrevive às circunstancias e faz um arsenal de armas pra isso. Cada um do seu jeito, esse foi o meu.
“Já parou para pensar em como seria mais fácil se as pessoas aprendessem só observando? Se olhar, opinar e julgar fosse o suficiente...? Não é. Continuamos, claro, opinando, julgando, avaliando, falando de todos ao nosso redor, mas não aprendemos. A gente acha que esse nosso olho grande na vida dos outros é suficiente, até que tudo aquilo de curioso que acontece na vida do vizinho começa a crescer na nossa grama.
Anos de dedicação construindo nosso teto até descobrirmos que ele é de vidro. Como o de todo mundo. Que uma pedrinha boba é capaz de rachá-lo, que uma segunda pedrinha boba pode derrubá-lo. Mas a pior parte é saber que o vidro quebrado não pode ser emendado. Que se emendar, ele quebra de novo, mas agora nem precisa de pedra, qualquer vento é capaz de derrubar tudo. É nessa hora que a gente tem que pensar no vidro novo. É complicado olhar pra cima e entender que um vidro novo significa coisa nova.
Significa reconstruir um teto, significa zerar o placar, significa tanta coisa...
Somos tão acostumados com nossa vida que tantas vezes nós mesmos vendamos nossos olhos só para não termos que encarar tudo que a vida pode nos dar. Passamos séculos vivendo mais ou menos pelo medo de buscar o mais. Até que inevitavelmente alguém nos empurra para fora da zona de conforto. E agora?
(...)”

Toda história precisa de um final. Toda. E não existe só um final. Existem vários finais, inúmeros, incontáveis, infinitos... Finais. Desde o final de um filme que durou duas horas que você acabou de assistir, passando pelo final do dia, o final do mês, o final do curso, o final do prazo, o final do ciclo, ao final da vida... 
Nossa história não acaba em qualquer final. Nossa história é feita propositalmente de várias histórias. Acredito que Deus fez isso na intenção de que em uma única vida possamos ter muitas histórias, em vez de nos prendermos a um único e longo romance. Nossa vida é feita mesmo de crônicas. É um livro bem grande, cheio de crônicas. Cada uma das crônicas carrega sua própria moral e vamos nos descobrindo... Vamos nos conhecendo, acertando, errando, consertando ou simplesmente seguindo. Mas o mais importante é que tenhamos a capacidade de enxergar o livro todo e nunca nos prendermos a uma única história, mesmo que ela queira muito ser mais importante que todas as outras. Porque o que importa, no fim das contas, é o livro todo, porque nossa vida não pode ser contada em uma única história.


Escrito e gentilmente cedido por: Raíssa Biolcati

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sexta-feira, maio 01, 2015

Nostalgia segundo uma criança

No meio da aula o aluno de nove anos, aquele mais desligado, do nada sai com uma dessas:

Aluno - Ô teacher! Meu pai fala de quando ele era mais novo com a maior saudade. Passado é bom, porque você sabe que vai acontecer um monte de coisa legal depois. Futuro você não sabe, da medo. Deve ser por isso que é gostoso lembrar, né?

Obrigado ao pequeno Joaquim.

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