sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Carta a um amigo que morreu

Não quero parecer grosso, mas preciso lhe dizer que as pessoas morrem. Todos morrem. Eu, você, o padre, o ator da novela das oito, todo mundo. Mais cedo ou mais tarde as pessoas morrem. E este é um fato difícil de aceitar, não importa se você tem cinco ou oitenta anos. A morte não é algo banal e deixa marcas em todos nós. Não é a sua religião ou filosofia que vai torná-lo imune aos efeitos desse evento. Não digo quanto ao fim da sua existência, refiro-me a morte de alguém próximo, um amigo ou um parente. Porque eles se vão e não voltam mais. Entretanto nós permanecemos aqui e temos que lidar com a partida deles por todos os dias que restam nas nossas vidas. Cada um lida como pode ou como consegue. Quem parte muitas vezes deixa assuntos inacabados. Coisas pendentes e talvez por isso tantas pessoas entrem no google em busca de "carta a um amigo que morreu". Não sei quanto a vocês, mas agora é hora de eu escrever minha carta à um amigo que se foi.


Caríssimo creio que não saibas a quanto tempo quero lhe escrever, mas o dia-a-dia tem sugado-me de tal forma que só agora consegui tempo para dedicar-lhe algumas linhas. Na verdade o que me impediu foi essa acomodação que toma conta de todos nessa vida moderna que levamos. Nessa existência contemporânea parar para pensar e escrever é algo tão descabido quanto cumprimentar as pessoas na rua. Sei que não há desculpa para minha atitude a não ser o comodismo que ataca a todos em nossa sociedade, mesmo assim espero que possa entender a minha situação e desculpar a minha procrastinação.


Escrevo para aplacar as saudades que volta e meia fazem questão de bater à minha porta. Sem mais porque vejo-me lembrando nossas longas conversas noite adentro. Algumas regadas a vinho, outras a café e até mesmo a cerveja já serviu para lubrificar nossas fatigadas gargantas enquanto discutíamos o cotidiano e fazíamos planos para o futuro. Porque quando somos amigos o presente não nos basta. Temos que escrever o futuro também. E temos a plena convicção que esta será uma obra melhor escrita a quatro ou muitas mãos, as minhas, as suas, e a de nossos outros amigos. Naquele tempo em que tínhamos todas as respostas e riamos das pessoas que pensavam duas vezes antes de dar um passo adiante. Quando caminhávamos lado a lado por uma hora até o centro da cidade para comer um cachorro-quente deixando de ir de ônibus só para ter mais tempo pra conversar. E a juventude era nossa maior riqueza que gastávamos como um recurso inesgotável. As viagens que fizemos estão em cima da minha mesa, congeladas em fotos para que eu não esqueça a felicidade daqueles dias. Apesar de que nem tudo foi perfeito e de que em certos momentos a vida parecia ruir ao redor ainda assim havia o consolo do seu ombro e a garantia de sua mão estendida e sempre pronta a ajudar-me a levantar mais uma.


Mas o tempo passa e a vida muda ou nós mudamos. Mudamos de atitude, cidade, pensamento e até de amigos. Novas conversas virão, novas festas, novas vivências. Não que as antigas tenham perdido sua validade ou tornado-se obsoletas, pois graças a elas cada um é o que é nos dias atuais.


E sei que hoje sou um ser humano melhor graças a você que foi meu amigo, não pelas minhas qualidades, mas apesar dos meu defeitos, que afinal não eram poucos. Talvez por esse motivo sua amizade tenha sido tão importante pra mim.


Por mais que a saudade aperte e que o desejo de nos reunirmos seja grande agora já é tarde demais e nada poderá mudar isso, mas nessa carta deposito um pouco da saudade e dos meus sentimentos por você que foi uma irmão que a vida pôs em meu caminho. Gostaria de ter dito isto antes que fosse tarde demais porém o destino não permitiu. Onde você estiver espero que essas palavras um dia possam chegar até a ti.


Um abraço de seu amigo.

L.S. Alves




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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Preciso te ver

Aonde quer que eu vá
Sempre estás no mesmo lugar
Posso te ver e tocar quando eu quiser
És imenso
Lindo
Maravilhoso
Fascinante
O meu dia se torna melhor
Quando eu te vejo
Mesmo que seja por um instante
Sinto paz na alma
E próxima do Criador
Preciso te ver
Meu querido mar

A foto mostra as três pontes de Florianópolis que ligam o continente à ilha: Pedro Ivo, Colombo Salles e, ao fundo, Hercílio Luz.



Até os pássaros apreciam o mar... Mesmo que ele esteja poluído. Ou eles estão pensando qual é o motivo de deixá-lo sujo...


Vamos tomar um banho de mar? Esta é a praia Ponta das Canas, também em Floripa.




Lu Vieira

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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Se fosse uma trilogia de cinema, qual seria?

A vida é dura e, às vezes, é bom sair do sério, por isso resolvi brincar um pouco respondendo um teste pra descobrir que trilogia eu sou. Até que o resultado não me surpreende muito. Às vezes acredito que as pessoas me confundem com o Chewbacca. Quem quiser brincar também é só clicar na imagem que ela te leva pro sítio onde eu fiz a brincadeira.







Você tem uma visão altamente futurista do mundo que o rodeia e está um passo à frente dos outros. É um lutador nato, mas por vezes não consegue evitar andar com a cabeça na lua.


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