terça-feira, outubro 06, 2009

Blumenau de novo

Então mais uma vez graças ao meu trabalho retorno a esta linda cidade. Agora em uma época de festa e comemorações, quando o chope gelado da região está a disposição do paladar de todos aqueles que desejam se aventurar a experimentar novas texturas e sabores. É hora de desenferrujar as juntas e dançar tudo o que puder e o que for possível também. A vocês que tem a chance de vir a Blumenau no período da Oktoberfest recomendo que não deixem essa oportunidade passar e venham conhecer a gastronomia e um pouco da cultura desse povo.


Uma das coisas legais dessa nova viagem é que fugimos um pouco da BR-101 fazendo um outro caminho. Passando por Canelinha e Brusque. A estrada esta boa e vale pena curtir a paisagem. Abaixo segue um mapa com o caminho que fizemos.



E aqui a foto de uma igreja à beira da estrada.



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segunda-feira, outubro 05, 2009

Os pedintes

A inspiração para escrever este texto partiu da leitura feita na carta aberta de Eliane Sinhasique para o Renato Aragão, o Didi. Muitos receberam a carta por e-mail. A Eliane tem um blog e a carta está lá. Este é o link: http://sinhasique.zip.net/arch2008-09-21_2008-09-27.html Leia a carta dela para que você possa ler também o meu.

É difícil ficar um dia sem receber pedidos de doação em dinheiro, alimentos, roupas, materiais de construção, livros ou materiais escolares. Existem tantos impostos no Brasil que deveriam ser suficientes para suprir as necessidades básicas do povo. O dinheiro arrecadado está sendo mal usado ou roubado. Como nem todos os brasileiros têm acesso à educação, eles não sabem acompanhar as ações do governo e nem cobrá-lo. Em minha opinião, a educação é a base para se dar bem na vida. É com o estudo que o homem saberá cuidar de sua saúde, gastar melhor o seu salário, ter interesse em buscar novos conhecimentos, escolher uma profissão que lhe satisfaça, decidir o que fazer a cada situação da vida, etc. Educação deveria ser vista como investimento e não como despesa. Se os olhos do governo se voltassem para a educação, consequentemente os professores teriam mais ânimo e gosto de exercer a profissão e receberiam um salário melhor. Assim como a Eliane Sinhasique, sou a favor das escolas com horário integral para que as crianças tenham outras atividades tais como as artes e os esportes. A partir dali elas podem definir melhor o curso superior que deseja estudar. Sou ainda a favor de valorizar os cursos técnicos de nível médio. É uma forma de ir descobrindo e testando se a profissão lhe agrada.

Há diversas formas de esmolar. Podem ser feitas pessoalmente, por meio da televisão, rádio, jornais, internet, telefone ou carta. As entidades sem fins lucrativos que ajudam de alguma forma as pessoas com algum tipo de necessidade costumam pedir doação por carta, anexando boleto bancário ou solicitando o débito em conta bancária. Incrível! É como se essas doações virassem impostos. Quem faz doações mensais, deve verificar se o seu gesto surte bom efeito. Se doa há muitos anos, o problema pode não estar sendo resolvido de forma adequada.

Doações. Muitas doações. Das pessoas que se dirigiam pessoalmente em minha residência, as falas eram muito rápidas e decoradas. Procuro não doar em dinheiro. Costumo perguntar qual é a finalidade. Se responde que é para comprar comida, ofereço o que tenho em casa em vez de dar dinheiro. Se são remédios, peço a receita para eu mesma comprar na farmácia. Nem todos aceitaram o meu oferecimento. Arrumaram uma desculpa e foram embora.

Certa vez, eu estava lanchando na rodoviária de São Bernardo do Campo (SP), enquanto esperava o meu ônibus. Veio em minha direção uma mulher que pediu dinheiro. “Pra quê?” Ela respondeu que estava com fome. Então, ofereci comprar os salgadinhos da lanchonete onde eu comia e ela poderia escolher o que quisesse. Surpreendentemente, ela disse: “Não quero”. Desejava um “prato feito”, composto de arroz, feijão, algum tipo de carne, batata-frita e saladas. Perguntei onde tinha isso. Respondeu apontando com o dedo indicador: “É só atravessar a rua que ali tem um restaurante com prato feito”. Não consegui ver o lugar direito. “Sinto muito, não posso sair da rodoviária, pois o meu ônibus pode aparecer a qualquer momento”. Ela foi embora e continuou a abordar outras pessoas. Se a mulher estava com fome mesmo, ela aceitaria comer qualquer coisa. Nunca se sabe qual é a verdadeira intenção das pessoas. Não dá para confiar 100%.

Falando em veracidade e confiança, nem sempre vamos saber se ajudamos de acordo com a história do pedinte. Uma vez a minha alma se alegrou muito para uma pessoa que mereceu ser ajudada. Estava de folga na casa de meus pais e havia visto na TV e no jornal sobre uma família que perdeu tudo o que possuía em casa num incêndio. Dias depois, apareceu uma mulher de bicicleta batendo palmas em frente à casa de meus pais. Lá fui eu atendê-la. Certamente era mais uma pedinte. Ela não pediu dinheiro. Necessitava de roupas e de qualquer coisa que eu não usasse mais. Era a mulher que eu vi na TV. Logo iniciamos um bate-papo. Doei minhas coisas. Em bom estado, claro. Pedi para ela voltar outro dia, pois minha mãe não estava em casa e poderia dar mais para ela. Graças ao que havia visto na TV e no jornal, eu tinha uma forma de checar que a história dessa mulher era verdadeira.

Não sou contra a doação. Sou contra ao excesso de pedidos de doações, pois isso mostra que o governo não faz a sua parte. Palmas para a Eliane Sinhasique por sua brilhante e corajosa carta. Está mais que na hora de cobrar mais do governo. E acompanhar as suas ações.


Lu Vieira

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quinta-feira, outubro 01, 2009

Por que odeio Águas de Palhoça?

E o que a princípio poderia ser uma boa idéia revela-se uma grande lambança. Pra quem não sabe, a distribuição de água e o tratamento de esgoto em Santa Catarina eram exploradas pela Casam uma estatal que detia o monopólio sobre esses serviços. Um dia um iluminado sugeriu que seria melhor para os municípios que cada um tivesse sua própria compahia de abastecimento e tratamento. Ponto pra ele. É claro que o foco não era o bem estar público, mas a criação de mais um cabide de empregos municipais. Onde os caciques locais poderiam pendurar os seus capangas eleitorais.


A autonomia para gerir os recursos hídricos e aplicar as verbas de acordo com as necessidades da população e os ideais declarados, foram esquecidos imediatamente após a criação das companhias municipais.


Essa pequena introdução foi para mostrar como surgiu a companhia Águas de Palhoça. O fato de odiá-la deve-se a alguns pequenos fatos tais como minha conta de água ficou mais cara, não existe atendimento de emergência aos domingos, a manutenção é terceirizada e quando tu ligas em busca de auxílio uma empresa fica empurrando para a outra e ninguém assume a responsabilidade sobre nada.


E o meu caso foi bem simples, chuva torrencial no sábado e a tubulação de esgoto da minha rua entupiu. Embaixo d'água não havia muito o que fazer, por isso nem me estressei. Porém no domingo a chuva tinha parado e o esgoto vazava a céu aberto. Liguei para a empresa e me informaram que não atendiam esse tipo de emergência nos domingos e que a minha solicitação seria repassada aos responsáveis na segunda-feira. Segunda cheguei de tarde em casa e a situação continuava a mesma. Liguei novamente pra empresa e me disseram que existia uma única solicitação de conserto, feita pelo Fulano na tarde daquele mesmo dia. Espinafrei a atendente e reforcei o pedido de manutenção. Terça-feira entrei no site da companhia e registrei uma reclamação. Até o momento não houve retorno.


O problema só foi resolvido na tarde de terça feira. E é por essas e outras que eu odeio a Águas de Palhoça.